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Aos cinco anos, Suany conseguiu caminhar sem dor pela primeira vez

Redação / AG por Redação / AG
27 de janeiro de 2020
em Comunidade
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Aos cinco anos, Suany conseguiu caminhar sem dor pela primeira vez

Angélica Spengler/AG

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Quando Maria Suany Becker Ferreira, 5 anos, ficou em pé, a menina e sua mãe, Edna Becker, se entreolharam como se dividissem intimamente uma alegria contida, celebrassem uma aguardada conquista. 22 dias após o Natal, finalmente o presente tão esperado chegou, depois de ter enfrentado anos de muitas dores físicas em tentativas médicas de “corrigir seus defeitos de nascimento”, Suany recebeu a órtese e a palmilha feitas sob medida, que poderão ser um divisor de águas em sua qualidade de vida.

A compra dos acessórios foi feita através de uma campanha solidária que o AG lançou no dia 6 de dezembro. Em menos de uma semana a vakinha virtual arrecadou os R$850,00 necessários para a aquisição. A família humilde do oleiro Marcos Roberto Ferreira e da dona de casa Edna não teria como arcar com as despesas. O casal, que têm mais quatro filhos além de Suany, com idades entre 16 e um ano vive com renda que o pai ganha trabalhando em uma olaria no bairro Barrinha.

A entrega foi feita quinta-feira, 16, na sede da Apae em Campo Bom. (Assista o vídeo clicando aqui).

Material anatômico

Produzidos em polipropileno, EVA e velcros tanto a órtese Suropodálica, para tornozelo e pé- semelhante a uma bota-, como a palmilha com elevação do arco longitudinal e preenchimento dos metatarsos são leves e se ajustam à anatomia atípica do corpo da menina. A partir de agora, a pequena deve ganhar maior capacidade para correr, pular, saltar, dançar e brincar, sem dor. “Nunca desisti da minha filha, por mais difícil que parecesse o caminho. Demorei anos para entender que ela não tinha de fazer cirurgias dolorosas para ficar com os pezinhos iguais aos das outras crianças. Ela precisava era de uma adaptação que se ajustasse a seu corpo”, afirma a mãe, que lutou contra o diagnóstico médico. Durante cinco anos a equipe médica que acompanhou Suany apontava que a retirada dos membros e a colocação de próteses era a melhor forma para a menina conseguir levar uma vida normal.

Contrariando expectativas de médicos, a menina que nasceu sem os dedos dos pés conseguiu ficar em pé aos 9 meses e andou antes de completar um ano e meio de vida, como todos os bebês. “A opção que me apresentaram era a amputação, desde o nascimento dela. Me falavam que minha vida nunca iria andar, que passaria a vida se arrastando no chão e hoje olha ela aí, caminhando”, emociona-se a mãe.

O primeiro teste de Suany com os acessórios parecia a exibição de uma veterana. Desfilou usando o que gosta de chamar de botas, com aparente facilidade e desempenho de profissional. Confecionada em cor de rosa e com estampa de um dos seus desenhos preferidos “Masha e o Urso”, a menina parecia não acreditar que finalmente poderá brincar e andar sem dor. “A capacidade de adaptação das crianças é enorme e quase instantânea. Elas não reclamam das dores do andar, não sentem tontura, não querem fazer reparos em nada. Nosso papel é dar o máximo de conforto e promover um alinhamento perfeito da órtese para ela”, revelou Claudio Aldaves, técnico ortesista.

Pela vontade de Suany, nenhum ajuste era necessário na bota, mas o técnico notou um pequeno desnível que foi corrigido em minutos na sala de fisioterapia mesmo.

Aluna da Emei Princesinha, ela corre, pula, dança, brinca. Como todas as crianças de cinco anos de idade. Com um brilho incontestável no olhar, a pequena testava as possiblidades que os equipamentos poderão lhe proporcionar. Um deles, o tão esperado tênis que brilha no escuro. Anteriormente a menina conseguia usar apenas botas devido a falta de sustentação de seus pés. “Agora calço número 25”, informou Suany.

Acessórios deverão ser trocados

A menina, parobeense que mora no bairro Barrinha há cerca de sete meses deve usar o equipamento por cerca de um ano, quando deverá ser trocado, acompanhando seu crescimento. Com a órtese e a palmilha ela vai calçar numeração 25 e quer ganhar um tênis que brilha o mais breve possível. “O mais importante é a Suany estar se sentindo bem, sem dor, como se estivesse usando um sapato confortável. Ela vai trocar o equipamento de tempos em tempos, mas sempre será ela quem deverá decidir como se sente melhor em sua mobilidade”, declarou a fisioterapeuta Patricia Velho Premaor, que acompanha o tratamento da criança desde que a família chegou ao município.

Entenda o caso

Embora tenha nascido saudável, Suany possui má-formação congênita dos membros inferiores (pés e tíbia), incluindo a cintura pélvica. No pé direito a menina possui quatro dedos (um deles interno) e no esquerdo, o calcanhar não se desenvolveu e o membro sem ossos conta com apenas dois dedinhos. O diagnóstico médico aponta ainda alteração entre o comprimento das pernas – a esquerda é 4.5cm menor. Segundo a mãe, a malformação ocorreu devido o bebê permanecer sentado sobre as pernas durante toda gestação.

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  • EXCLUSIVO | ✍️ @mairanpacheco

Na véspera da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026, marcada para este sábado (13), contra o Marrocos, o clima de expectativa já toma conta de Campo Bom. Pelas ruas, nas conversas e, principalmente, dentro de casa, o sentimento é de esperança, ansiedade e, acima de tudo, união. Mais do que futebol, a Copa volta a ocupar um espaço especial na vida das famílias, reacendendo tradições e fortalecendo laços.

No Centro de Campo Bom, a família de Jade Weiss, 27 anos, traduz bem esse espírito. Ao lado do companheiro Dadiér Ataydes, 42, e do filho Derick, de apenas 3 anos, ela vive a preparação para o Mundial de forma afetiva e cheia de significado. A casa já começa a ganhar cores verde e amarelo, com bandeirinhas, uma bandeira do Brasil em destaque e enfeites simples, mas carregados de simbolismo.
A motivação para a decoração veio do integrante mais novo da família. Foi Derick quem despertou o interesse pelo futebol dentro de casa, transformando a Copa em algo ainda mais especial. “Quando ele começou a demonstrar interesse pelos jogos, a gente decidiu alimentar essa tradição para criar memórias com ele”, conta Jade.

A família acompanha a competição desde 2022, quando o menino nasceu, em meio a um período em que o convívio familiar se intensificou. Agora, com mais consciência e curiosidade, Derick passa a vivenciar a experiência de forma ainda mais intensa, o que torna esta edição da Copa diferente das anteriores.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Um capotamento registrado na manhã deste sábado (13) mobilizou equipes de resgate na Rua Victor Meirelles, nº 27, no bairro Santa Lúcia, em Campo Bom. O acidente ocorreu por volta das 6h30 e deixou três pessoas feridas.

Conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar, ao chegarem ao local os socorristas encontraram o veículo capotado, com duas vítimas presas em seu interior e uma terceira pessoa já fora do automóvel.

O SAMU, que também atendeu a ocorrência, prestou os primeiros socorros à vítima que estava fora do veículo. Enquanto isso, os bombeiros iniciaram o trabalho de desencarceramento das duas pessoas que permaneciam presas nas ferragens.

Durante a operação, uma ambulância do município chegou para prestar apoio. Após a retirada da primeira vítima do interior do carro, ela foi imobilizada e encaminhada ao hospital Lauro Reus, pela equipe municipal. Na sequência, os bombeiros realizaram o resgate da segunda vítima que estava no veículo, efetuando os procedimentos de atendimento pré-hospitalar e encaminhando-a ao hospital na ambulância da corporação.

As três vítimas receberam atendimento no local e foram conduzidas para avaliação médica. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos envolvidos nem sobre as causas do acidente.

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  • AG CONTIGO | 12.06

Destaques da edição impressa:

➡️ Uma campo-bonense na história do cinema nacional;

➡️ Jovem paraplégico busca ajuda para recuperar autonomia;

➡️ Série de reportagens, O mundo joga, Campo Bom Vibra!
Quando a copa reúne a família.

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  • A AECB conquistou mais um importante reconhecimento no cenário esportivo nacional. Quatro atletas da equipe foram convocadas para participar da Fase de Treinamento da categoria Cadete da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que ocorre entre os dias 21 e 28 de junho, em Torres.

As atletas chamadas para a atividade são a goleira Emily Francieli, a ponta Marcela Ohana, a central Sofia Vasques e a armadora Sophia Port.

A convocação reúne jovens talentos de diferentes regiões do país e tem como objetivo promover o aperfeiçoamento técnico das atletas, além de possibilitar a observação de jogadoras com potencial para futuras oportunidades junto às seleções brasileiras da modalidade.

Para a AECB Handebol Campo Bom, a presença de quatro representantes na fase de treinamento nacional evidencia a qualidade do trabalho desenvolvido pela entidade na formação de atletas. O resultado também reflete o empenho da comissão técnica, dos profissionais envolvidos e o apoio das famílias que acompanham diariamente a trajetória esportiva das jovens.

Além da conquista individual de cada convocada, a participação das atletas reforça o destaque de Campo Bom no desenvolvimento do handebol de base e na formação de talentos para o esporte brasileiro.

A entidade parabenizou Emily Francieli, Marcela Ohana, Sofia Vasques e Sophia Port pela convocação e desejou sucesso durante o período de treinamentos.

O projeto da AECB Handebol Campo Bom conta com financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Pró-Esporte RS – Lei de Incentivo ao Esporte, patrocínio das empresas Fitas Real, Romana Química e Crespi Brasil, além do apoio da Prefeitura de Campo Bom, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, do CBC (Comitê Brasileiro de Clubes) e da Asa Sports.

Foto: Guilherme Werlang/AECB

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 12 de junho.

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  • A Delegacia de Polícia de Campo Bom participou, nesta quinta-feira (11), das atividades da Feira de Ciências da Escola Municipal de Ensino Fundamental 25 de Julho. A ação reuniu estudantes do 8º ano em um momento de reflexão e aprendizado sobre violência doméstica e familiar contra a mulher.

A atividade foi promovida pela coordenação pedagógica da escola e contou com a participação da escrivã da Polícia Civil Claudia Danielle Becker, que abordou aspectos relacionados à Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência praticados contra as mulheres e os mecanismos de proteção disponíveis às vítimas.

Durante a conversa, os alunos também receberam orientações sobre a importância da denúncia e do enfrentamento à violência de gênero, além de esclarecerem dúvidas sobre o tema. A proposta foi ampliar o conhecimento dos estudantes sobre uma questão social que afeta milhares de mulheres em todo o país.

Segundo a Polícia Civil, a iniciativa integra as ações de aproximação da instituição com a comunidade e reforça o trabalho de prevenção realizado junto às escolas. O objetivo é contribuir para a formação de jovens mais conscientes sobre direitos, respeito e cidadania.

A participação na Feira de Ciências também buscou estimular o diálogo sobre a construção de relações saudáveis e o combate à naturalização da violência, fortalecendo uma cultura de respeito e igualdade entre homens e mulheres.

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  • AG CONTIGO | 11.06

➡️ Vai começar o maior Sarau do Rio Grande.

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  • Os vereadores de Campo Bom se reuniram, na última terça-feira (09), com representantes da Aegea/Corsan a fim de buscar respostas para as reclamações da população acerca do serviço prestado pela empresa na cidade, especialmente a respeito da qualidade da água e das obras de recapeamento asfáltico em casos de conserto na rede de água ou de instalação da rede de esgoto. O encontro ocorreu na Câmara Municipal, após articulação do presidente João Paulo (MDB) com a gerente institucional da Corsan, Cíntia Kovaski, e contou com a participação de vereadores de todas as bancadas.

Um dos pontos centrais da conversa foi a demora na resolução dos problemas, como episódios de falta de água ou de vazamentos. A Corsan alega que, em muitos casos, a ocorrência não é registrada nos canais oficiais, dificultando o monitoramento e a resposta da empresa. A Câmara comprometeu-se a ajudar a divulgar o canal correto para reclamações: 0800 646 6444 (WhatsApp e ligações gratuitas).

Outra questão, levantada pelo presidente João Paulo, diz respeito às obras de instalação da rede de esgoto, que já começaram em alguns bairros, gerando preocupações quanto à velocidade e à qualidade do recapeamento. A Corsan informa que está monitorando o serviço, prestado por empresa terceirizada, exigindo que o mesmo seja refeito sempre que necessário. A expectativa é que as obras passem por 90% das ruas da cidade e sejam concluídas até o fim de 2027.

“Todos nós sabemos e reconhecemos que as questões ligadas à Corsan vêm trazendo desconforto e até uma dose de polêmica, por isso eu estive junto com o prefeito Giovani em Porto Alegre há algumas semanas falando com a Corsan e, em acordo com a gerente Cíntia, entendemos que a melhor solução seria colocar todos os vereadores na mesa para conversar de forma aberta e transparente, mostrando a responsabilidade que nós temos de buscar respostas para a população. Nós queremos entender o que está acontecendo e, acima de tudo, que o serviço funcione”, concluiu o presidente. 

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