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Al-Anon: uma jornada da escuridão à luz

Redação / AG por Redação / AG
27 de outubro de 2023
em Comunidade
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Al-Anon: uma jornada da escuridão à luz
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Conheça mais sobre o grupo que fortalece as vidas das famílias e amigos de alcoólicos

A vida nem sempre segue o caminho esperado, e, muitas vezes, enfrentamos desafios inesperados que nos empurram para a escuridão. Para uma mulher de Campo Bom, que prefere manter seu nome no anonimato, essa escuridão surgiu na forma do alcoolismo de seu marido. No entanto, sua jornada a levou a uma luz no final do túnel: o Al-Anon.

Um raio de esperança

Iniciando sua jornada no Al-Anon em Novo Hamburgo, nossa entrevistada revela: “Comecei no grupo de Novo Hamburgo porque eu não sabia que tinha aqui. Depois comecei a vir em Campo Bom, e para mim foi ótimo, por meu marido ser alcoólico, hoje em recuperação. Para mim, o Al-Anon foi uma luz no final do túnel”.

Ela compartilha a importância do Al-Anon na sua vida, explicando que, inicialmente, ela compareceu por mera curiosidade, mas a experiência a tocou profundamente. “A gente chega no grupo, pensando em ajudar o alcoólico, mas quando participamos, percebemos que vamos para nos ajudar, que também ficamos doentes. O alcoólico bebe, fica apagado, mas a família vê o que está acontecendo o tempo todo, então muitas vezes o familiar fica mais doente que o próprio alcoólico”, disse ela.

Do silêncio à recuperação

A entrevistada detalha a dificuldade de viver com um marido alcoólico. “Meu marido não era agressivo, ele estava em casa, mas não estava presente. E aquilo machucava muito. Meus filhos queriam brincar, queriam a presença do pai”.

No entanto, após um período de luta, seu marido tomou a decisão de buscar ajuda. “Ele se internou em uma clínica por um mês, porque ele não conseguiu sozinho, porque ele teve uma recaída e não conseguiu mais. Hoje ele está bem, mas é uma doença que está sujeita a recaídas, não importa quantos anos fique sem. Após sair, ele ficou sempre indo no AA, é o remédio dele e o meu, é o Al-Anon”.

Uma comunidade de apoio

As reuniões oferecem um espaço seguro para compartilhar, com um compromisso com o anonimato: “Porque muitas vezes a pessoa se fecha e fica mal, não quer admitir que casou ou vive com o alcoólico e outros falam, mas aquilo acaba virando fofoca, o que é pior ainda”.

Ela enfatiza a transformação que o Al-Anon trouxe a sua vida, permitindo que ela se libertasse da vergonha que muitas vezes assombra familiares de alcoólicos. “Lembro que quando eu saía na rua, eu sentia que todos estavam me apontando, se tivesse um buraco eu entrava. Depois que conheci o Al-Anon deixei de ter vergonha, eu soube que o alcoolismo é uma doença, enxerguei a situação de forma diferente e aprendi a lidar.”

Como participar

Se você está passando por desafios semelhantes e deseja participar do Al-Anon, o horário das reuniões é nas sextas-feiras, às 19h30. O local é na Rua Voluntários da Pátria, 121, com entrada pela Rua Tamoio, Dep. Clube Oriente. Os telefones para contato são: 982707506 ou 33116315.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

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#40olimpiadaestudantildecampobom

📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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