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A mais de 6 mil km distante do filho

Redação / AG por Redação / AG
20 de setembro de 2022
em Comunidade
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A mais de 6 mil km distante do filho
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Imigrantes no Brasil, o casal venezuelano Oscar e Jean Carmen abandonaram seu país e agora buscam meios de trazer o filho, Thiago, de 6 anos. Até o momento, o casal já conseguiu R$2.520,52

O medo de não sobreviver e a vontade de dar uma vida melhor para os seus familiares ultrapassa fronteiras, no sentido literal da palavra.

Após sete anos de colapso econômico, a crise migratória da Venezuela se tornou uma das maiores do mundo. Milhões de pessoas já foram embora. Até o final de 2020, cerca de 6,5 milhões fugiram, segundo a agência das Nações Unidas para os Refugiados.

Na fronteira entre Santa Elena de Uairén, cidade na Venezuela, e Pacaraima, município em Roraima, cerca de 750 pessoas atravessam para o lado brasileiro diariamente, carregando o que coube em malas e trazendo também expectativas: conseguir emprego e de uma nova vida no Brasil.

Abrigo em Campo Bom

Dentre estes números, está o Oscar José Reyes Centero que, em 2020, já na pandemia e com fronteiras fechadas, decidiu vir para o Brasil e tentar uma vida melhor, deixando sua parceira Jean Carmen Felicia Quijana Viña para trás, junto do filho pequeno, Thiago.

Seis meses após a vinda de Oscar, Jean Carmen, conseguiu vir para cá também. O venezuelano conta que, mesmo trabalhando informalmente, fazendo refeições a base de miojo e ovo, dormindo em cima das próprias roupas e sofrendo muito na mão de terceiros, nunca deixou de enviar dinheiro para a família que havia ficado no país de origem, nem nunca deixou de ligar para a mulher diariamente.

“Tua mulher não vai vir”, diziam à ele. “Eu já estava ficando louco”, comenta. Mas, do outro lado da linha, a venezuelana sonhava e guardava cada centavo que recebia, para ir de encontro à Oscar. Meses depois, em estrada clandestina, caminhando por dias sem parar, Jean Carmen conseguiu cruzar a fronteira e vir para o Brasil, porém Thiago, de 6 anos, precisou ficar na Venezuela, há 6.468 km de distância de Campo Bom, na cidade de Carúpano, com a avó Clelia Margarita Quijada Viña (no centro) e a tia Janeth González Quijada (à direita). “Eu cheguei muito mal, porque vim sem meu filho”, expressa.

Ao se mudarem para Goiânia, trabalhando em uma padaria, Jean Carmen aprendeu o português, depois de muito sofrer com isso. Após conhecerem uma alma generosa, ambos conseguiram emprego fazendo limpeza pós obras, acharam um imóvel e receberam doações de uma comunidade religiosa, como alguns móveis. Ao virem para o Sul, não aceitaram vender as doações que receberam, deixando para quem precisasse, vindo apenas com o que adquiriram por si próprios.

Milhas e milhas de distância

Atualmente, o casal vive no bairro Genuíno Sampaio, onde abriga outra família (um casal e uma criança pequena). Apesar das dificuldades vividas ao longo deste um ano e nove meses no Brasil, como semanas à base de pão, queijo, presunto e água, a compaixão foi maior e eles ajudam outra família de venezuelanos a viver, mesmo com o pouco que possuem e sem esperar nada em troca. “Nós temos cinco pessoas na casa e apenas duas cadeiras, mas pode nos faltar tudo, só não falta comida para a criança. Eu nem me preocupo comigo, posso ficar sem comer, mas a criança precisa comer, ele é prioridade”, diz Jean Carmen.

Já dizia a música A Dois Passos do Paraíso, sucesso dos anos 1980, “Longe de casa/ A mais de uma semana/ Milhas e milhas distantes/ Do meu amor”. Em meio a risadas e com um olhar otimista no rosto, as lágrimas apareceram. “Eu só quero conseguir trazer meu filho pra cá. Já estou há um ano sem poder tocar ele, abraçar ele. Mas sei que vamos conseguir”, diz a mãe, segurando o celular junto ao peito, com uma foto do filho na tela.

Ambos estão empregados, mas o que recebem vai parte para a família na Venezuela, parte para o aluguel e sustento da casa e das famílias residentes, sendo que o que sobra vai para as reservas da família. Com um olhar humilde, sorrindo mesmo na pior das dificuldades, a família pede ajuda para conseguir trazer o menino para junto deles.

Saiba como ajudar

“Tudo o que ganhamos e sobra, é guardado para a passagem de Thiago”, explica a mãe e faz uma pausa. As lágrimas tomam conta da sala de redação do AG. “Além de termos que enviar dinheiro para a Venezuela, para a minha família que está cuidando dele”, diz, pedindo desculpas pelo choro.

Para a viagem, na qual a mãe iria sozinha e que duraria em torno de 10 dias, pelos cálculos feitos, a família precisa de R$ 7 mil – cobrindo as passagens de avião, ônibus e possível alimentação no caminho. Até o momento, o casal já conseguiu R$2.520,52. Para ajudar, doe através do PIX: 603.102.710-02 (cpf) ou via transferência bancária: Agência: 0500 | Conta: 018056929-5 | Jean Carmen Felicia Quijana Viña.

“Nós estamos nos virando, para conseguir trazer ele [Thiago] para perto de nós”, completa Jean Carmen.
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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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  • COLUNA | ✍️ @darosa_ju 

O Projeto de Lei 1404/2025 autoriza a quebra de sigilo bancário e fiscal em ações de pensão alimentícia, quando houver indícios de que o responsável pelo pagamento esteja ocultando bens ou rendimentos. A medida surge como resposta a uma realidade bastante comum: a dificuldade de se apurar a real capacidade financeira de quem deve pagar alimentos, especialmente quando há tentativa deliberada de esconder patrimônio.
Na prática, o que se busca é permitir que o juiz, diante de elementos concretos, possa acessar informações financeiras do devedor, como movimentações bancárias e declarações fiscais. Isso não seria automático nem indiscriminado. A quebra de sigilo continuaria sendo uma medida excepcional, dependente de decisão judicial fundamentada e baseada em indícios consistentes de fraude ou ocultação.
O sigilo bancário e fiscal é um direito importante, ligado à privacidade e à proteção de dados pessoais. Por isso, sua flexibilização exige cautela. O projeto tenta equilibrar esse direito com outro igualmente relevante: o direito de quem depende da pensão alimentícia para sua subsistência, educação e desenvolvimento.
Hoje, não são raros os casos em que o devedor aparenta não ter renda suficiente, mas mantém um padrão de vida incompatível com o que declara oficialmente. Esse descompasso dificulta a fixação de um valor justo de pensão e pode prejudicar diretamente quem mais precisa. A proposta legislativa busca justamente reduzir esse tipo de distorção, trazendo mais transparência para o processo.
O projeto visa fortalecer a efetividade das decisões judiciais em matéria de alimentos, dando mais acesso à realidade financeira do devedor, o juiz poderá fixar valores mais adequados e coibir práticas abusivas, como a ocultação de bens em nome de terceiros ou a omissão de rendimentos.
Mais do que uma medida de investigação, trata-se de um instrumento de proteção. A pensão alimentícia não é uma punição, mas um dever legal que garante dignidade a quem depende dela. Nesse contexto, permitir a quebra de sigilo em situações justificadas pode representar um avanço importante na busca por justiça e equilíbrio nas relações familiares.
  • Cinco cães e dois gatos foram resgatados na tarde deste domingo (26) em uma residência no bairro Firenze, em Campo Bom, após uma ação envolvendo a vereadora Kayanne Braga (PDT), a ONG Campo Bom pra Cachorro, a Guarda Municipal e a Justiça.

Segundo a vereadora, a mobilização começou após um pedido de ajuda relacionado a animais que estariam abandonados no local. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público, que repassou o caso para a Vara Regional do Meio Ambiente, resultando na expedição de um mandado de busca e apreensão para retirada dos animais.

Conforme relato de Kayanne ao AG, a tutora dos animais teria sido encaminhada para uma instituição de acolhimento e os bichos ficaram sem os devidos cuidados. A suspeita é de que um familiar estaria indo ao local apenas esporadicamente para levar comida, o que teria agravado a situação.

Na manhã deste domingo, uma oficial de Justiça entrou em contato com a ONG e com a vereadora para acompanhar o cumprimento da ordem judicial. Ao chegarem ao endereço, não havia ninguém na residência. Diante disso, foi solicitado um novo mandado autorizando a entrada no imóvel, com apoio da Guarda Municipal.

Durante a ação, a equipe encontrou um cenário de extrema precariedade. Dos cinco cães resgatados, dois apresentavam estado de saúde considerado grave. No pátio da residência, foi encontrado um gato morto, que estava sendo devorado pelos demais animais. Outros dois gatos foram localizados dentro de uma churrasqueira, em situação crítica, extremamente debilitados.

Após o resgate, os sete animais foram encaminhados para atendimento veterinário na Kings Pet, onde recebem os primeiros cuidados e avaliação clínica.

Diante da gravidade do caso e dos custos com atendimento, medicação e recuperação, a ONG Campo Bom pra Cachorro está pedindo ajuda da comunidade para custear o tratamento dos animais. As doações podem ser feitas via Pix, pelo CNPJ 24.494.672/0001-69.

O caso seguirá sendo acompanhado pelos órgãos competentes, que irão apurar as responsabilidades e eventuais crimes de maus-tratos contra os animais.

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  • AG CONTIGO | 24.03

Destaques da edição impressa 🗞️

➡️ EMEI Amarelinha cria Afroteca e fortalece educação antirracista;

➡️ Estudo revela poluição por microplásticos na cidade;

➡️ Multa indevida? Saiba como agir em casos de clonagem de placas.

MAIS NOTÍCIAS EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 24 de Abril.

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