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A Maçonaria e suas particularidades

Redação / AG por Redação / AG
20 de dezembro de 2019
em Comunidade
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A Maçonaria e suas particularidades
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Teorias e conspirações envolvendo a maçonaria existem há séculos no mundo todo. Uma sociedade que sempre teve uma aura de mistério, onde povoam desde best-sellers como “O Símbolo Perdido”, de Dan Brown, até a última campanha eleitoral brasileira.

Em 2017, aliás, foram dois os momentos em que os maçons foram trazidos para o debate. Primeiro com o candidato à presidência Cabo Daciolo, do Patriota, que enxergava na sociedade uma de suas inimigas – diz que vai eliminá-la do Brasil. E, o mais recente com o atentado contra o candidato e atual presidente Jair Bolsonaro, do PSL: o homem acusado de ser o agressor também seria um crítico da maçonaria – em textos publicados nas redes sociais, ele teceu deduções entre políticos e problemas sociais do País e a sociedade.

Mas o que é a maçonaria, afinal? Pela primeira vez uma equipe de reportagem foi convidada para participar de uma cerimônia maçônica da Cavaleiros da Luz de Campo Bom. A celebração, realizada no dia três de dezembro era comemorativa aos dez anos de fundação da Loja. A noite festiva abriu as portas da entidade para que homens e mulheres que não são membros da Maçonaria, pudessem conhecer um pouco do universo maçom.

Sociedade discreta

Loja é o nome que maçons (pedreiro em francês) dão para o local onde se reúnem sob a tutela de um líder — o Venerável Mestre. Tudo isso, claro, é bê-a-bá para os irmãos (como eles se chamam) que frequentam uma das três potências maçônicas (como definem as correntes internas) no Brasil.

Com cerca de 170 mil membros em todo país, trata-se de uma sociedade outrora secreta, de caráter filosófico e filantrópico. Seus integrantes defendem os princípios da liberdade, da democracia, da igualdade e da fraternidade, além de serem entusiastas do aperfeiçoamento intelectual. Calcula-se que haja 3,6 milhões de maçons no mundo. No Rio Grande do Sul, há cerca de 100 Lojas maçônicas atualmente. “Muitas pessoas não sabem que existe uma Loja maçom em Campo Bom é isso que queremos mudar. As pessoas não percebem que uma loja maçônica está localizada em qualquer rua de qualquer bairro de qualquer cidade, nunca em local escondido. Por ser uma sociedade discreta, é criada uma aura de misticismo e desconfiança, fruto de total desconhecimento do que realmente é a maçonaria”, afirma Andre Fank, Venerável Mestre da Loja Cavaleiros da Luz.

Bem-humorado, Frank brinca que a fraternidade um dia foi secreta, passou a ser discreta e agora é indiscreta. “Todo mundo tem curiosidade sobre a Maçonaria, mas é bom entender que como ela é iniciática, temos nossos rituais, assim como a Igreja Católica, a exemplo do batismo da criança no tanque, do casamento, a fumaça branca de quando se é anunciado o novo Papa, entre outras ritualísticas que só são de interesse da Igreja e de seus membros. Como eles, nós temos a nossa iniciação, que só interessa a nós. Agora, por que indiscreta? Claro que é uma brincadeira essa questão de indiscreta, mas é para se entender um pouco da abordagem que hoje se tem na Maçonaria. Não podemos ser secreta, porque temos personalidade jurídica, com endereço divulgado, por exemplo”.

A Cavaleiros da Luz, a olhos vistos está situada na rua Ari Barroso, 43, em Sapiranga, é um exemplo. Localizando na Cidade das Rosas por questões financeiras, a entidade campo-bonense hoje é composta por dezenas de membros.

Mitos

Mas o terreno fértil para conspirações tem dois motivos: o fato de a maçonaria ser uma sociedade exclusiva, ou seja, um clube onde só entram convidados e cujas reuniões são a portas fechadas, suscita especulações; ao mesmo tempo, tantos poderosos historicamente já fizeram parte da sociedade, ingrediente que alimenta o imaginário da população.

Dessa junção de fatores vem a teoria mais famosa atribuída à maçonaria, a tal Nova Ordem Mundial propagada pelo candidato Daciolo. De acordo com essa lenda, seria um plano para que o mundo tivesse um governo único, planejado e comandado por maçons. Na prática, não faz sentido: nem as lojas maçônicas são únicas, do ponto de vista organizacional; cada casa é independente e abriga confrades com pontos de vista, religiões e profissões diferentes. “Com certeza, existem mais maçons fora do que dentro da Maçonaria. Só não estão inscritos em alguma Potência ou Ordem Maçônica Regular. Mas praticam o bem, buscam o aprimoramento pessoal e o crescimento a luz do seu Criador. Assim, nós consideramos o homem como um ser inacabado, uma pedra bruta, que precisa ser lapidada por toda a sua vida, em busca do aperfeiçoamento, para dar razão a sua criação”, comentou o Grão-Mestre do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, Celito Cristofoli (autoridade máxima no Estado), que há 20 anos é membro da Maçonaria. O Grão- Mestre explica que a ordem nada mais é que uma oportunidade do ser humano de se transformar em um construtor social. “Jamais o homem será a imagem e semelhança do Seu Criador, mas poderá, pelo estudo, pelo seu comportamento, pelas suas atitudes, pela orientação de uma vida justa e direcionada a contribuir para que os menos favorecidos sejam inseridos num mesmo caminho de irmãos fraternos, fazer valer a vida de cada ser, de cada indivíduo”, completou.

Dados sobre os maçons

• Estima-se que haja 6 milhões de maçons no mundo;
• Eles se reúnem em templos que chamam de lojas (em inglês, lodge, ou alojamento, que é onde antigamente se agrupavam os pedreiros responsáveis pela construção de igrejas ou catedrais);
• As lojas são organizadas por região;
• Os maçons geralmente usam uma espécie de avental, por conta de seu aparente elo com os antigos pedreiros das catedrais (stonemasons, em inglês).

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  • A Prefeitura, por meio das secretarias municipais de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, está destinando R$ 1,37 milhão à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) para garantir a continuidade e a qualificação dos serviços oferecidos pela entidade. Atualmente, a instituição atende 48 pessoas, com idades entre 13 e 49 anos, por meio de atividades de escolarização e projetos voltados ao desenvolvimento e inclusão dos usuários.

A maior parte dos recursos é proveniente da Secretaria de Educação, que repassará R$ 859 mil para a ampliação e o aprimoramento das propostas pedagógicas desenvolvidas pela APAE. O objetivo é atender não apenas os alunos já matriculados na instituição, mas também estudantes que estejam concluindo o Ensino Fundamental na rede municipal, o Ensino Médio na rede estadual e aqueles que enfrentam dificuldades de adaptação no ensino regular ao longo de sua trajetória escolar.

Na área da Saúde, a entidade receberá R$ 319 mil até o final de 2026. O valor será destinado à manutenção de atendimentos interdisciplinares nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, neurologia pediátrica e acompanhamento psicossocial, incluindo suporte aos familiares dos usuários.

Já a Secretaria de Desenvolvimento Social repassou R$ 192 mil neste ano para a realização de grupos de convivência e fortalecimento de vínculos. As atividades incluem ações socioeducativas, culturais, esportivas e de lazer, promovendo a interação social e a integração comunitária das pessoas com deficiência.

Os recursos da assistência social também contribuem para programas de habilitação e reabilitação, incentivando o desenvolvimento das potencialidades individuais e a inclusão social dos atendidos. Além disso, a APAE desenvolve ações voltadas à inserção no mercado de trabalho, buscando promover autonomia, independência e melhores condições de vida às pessoas com deficiência.

Outro serviço mantido pela entidade é o Centro Dia, que oferece atenção integral e cuidados diários aos usuários, contribuindo para a socialização, a qualidade de vida e a prevenção do isolamento, do abandono e da institucionalização.

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  • EXCLUSIVO | Um compromisso semanal que atravessa gerações, resiste ao tempo e transforma o futebol em muito mais do que um jogo. Em 2026, o tradicional grupo Futebol das Quintas celebra 50 anos de história em Campo Bom, reunindo amigos, famílias e memórias construídas desde 1976, quando tudo começou com uma ideia simples: criar um momento de lazer no meio da semana.

A iniciativa nasceu com o empreendedor Djalmo Inácio da Silva, que, ao deixar os jogos de fim de semana por conta dos compromissos familiares e profissionais, decidiu formar uma equipe para atuar durante a semana. A oportunidade surgiu com a inauguração do Pavilhão de Esportes Cristo Rei, no bairro Porto Blos, onde, em 20 de junho de 1976, o grupo realizou sua primeira partida, durante um campeonato promovido pela Paróquia Cristo Rei.

Desde então, as quintas-feiras ganharam um significado especial. Inicialmente formado por funcionários da empresa Quinnjalmo, o time logo passou a contar com amigos convidados, consolidando uma base que, ao longo dos anos, se tornaria uma verdadeira família. Histórias marcantes não faltam, como o próprio dia da estreia, que coincidiu com o nascimento da filha de Djalmo, ou as viagens, campeonatos e confraternizações que ajudaram a fortalecer os laços entre os integrantes.

Apesar de participações em torneios e conquistas importantes, como um título em competição promovida pela Viação Campo Bom e o reconhecimento como equipe mais disciplinada na Copa Jornal A Gazeta de Veteranos, o grupo optou por seguir um caminho próprio. A filosofia sempre foi clara: o futebol como espaço de amizade, respeito e diversão, longe de disputas ríspidas. Assim, os amistosos, os churrascos e a resenha após os jogos passaram a ser a essência do Futebol das Quintas.

Com o passar das décadas, novas gerações foram incorporadas. Filhos dos fundadores começaram a frequentar a quadra ainda jovens e, pouco a pouco, assumiram protagonismo dentro e fora de campo. Hoje, o grupo já conta com representantes da terceira geração, mantendo viva uma tradição que atravessa famílias e reforça o sentimento de pertencimento.

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 ➡️ Confira a programação do Festejando Campo Bom.
 
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  • A atleta de Campo Bom, Isadora Leal, que frequentemente ganha destaque nas páginas do Jornal A Gazeta por suas conquistas no atletismo, alcançou mais um importante capítulo em sua trajetória esportiva. A jovem foi convocada para representar o Brasil na prova dos 5.000 metros do Campeonato Ibero-Americano Sub-20 de Atletismo, que acontece entre os dias 19 e 21 de junho de 2026, em Lima, no Peru.

A convocação coloca a atleta entre os principais nomes da modalidade no país e reforça o crescimento de sua carreira dentro do atletismo nacional. Em entrevista ao AG, Isadora falou sobre a emoção de vestir a camisa da Seleção Brasileira. “ Acho que esse é o sonho de todo atleta, e poder viver isso agora parece até difícil de acreditar. Me sinto muito honrada e realizada por vestir a camisa do meu país. Nunca imaginei que tudo isso aconteceria tão rápido, então cada momento tem sido ainda mais especial. Estou vivendo uma fase muito feliz e sou grata por tudo que estou conquistando!”, destacou.

A equipe da ANR também celebrou a conquista da atleta e ressaltou a importância da convocação para o esporte da região. “Mais um capítulo histórico para a ANR e para o atletismo da nossa região. A atleta Isadora Haubert Leal foi convocada para representar o Brasil no Campeonato Ibero-Americano Sub-20 de Atletismo, na prova dos 5.000 metros.

Uma conquista construída com quilômetros de treino, disciplina diária, esforço, renúncias e muito trabalho ao longo da temporada. Vestir a camisa da Seleção Brasileira representa o reconhecimento de uma trajetória que vem sendo construída passo a passo.

A convocação reforça não apenas o talento da atleta, mas também a força do trabalho desenvolvido pela ANR, comissão técnica, familiares e todos que fazem parte dessa caminhada.
Agora é hora de representar o país, o Rio Grande do Sul e nossa região em nível internacional. Seguimos juntos nessa torcida!”, publicou a equipe.

A participação de Isadora no campeonato internacional representa mais um marco para o esporte campo-bonense e para o atletismo gaúcho, levando o nome da cidade ao cenário esportivo internacional.

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  • EXCLUSIVO | Aos apenas 10 anos, o campo-bonense Miguel Otávio Huhn já vem chamando a atenção no cenário gaúcho de BMX com uma trajetória marcada por dedicação, talento e resultados expressivos. Praticante da modalidade desde os 3 anos de idade, o jovem atleta, que integra o Team Zecão W7, coleciona conquistas importantes e agora se prepara para um novo desafio: representar a região no campeonato nacional de BMX, que acontece entre os dias 1º e 5 de julho, em Cuiabá, no Mato Grosso.

Em 2025, Miguel teve um desempenho de destaque no Campeonato Gaúcho da modalidade, conquistando o título geral da competição. Ao longo das etapas, subiu ao pódio diversas vezes: foi o 2º colocado em Novo Hamburgo, Venâncio Aires e Ivoti, além de campeão em Sapiranga, Santa Cruz, São Leopoldo e em casa, em Campo Bom. O desempenho consistente garantiu o primeiro lugar no ranking final, consolidando seu nome como uma das promessas do esporte no Estado.

Agora, o próximo passo é competir em nível nacional. No entanto, para viabilizar a participação no campeonato, a família está mobilizando a comunidade em busca de apoio. Os custos com passagens, hospedagem e alimentação são altos, e, por isso, foi criada uma campanha e arrecadação online para ajudar a custear a viagem.

A mãe de Miguel, Michele Daiane, destaca o orgulho ao ver o filho trilhando esse caminho no esporte. “Como mãe, estou realizada vendo meu filho feliz, fazendo o que ele ama. É um sentimento de dever cumprido por ele ser tão dedicado e focado neste esporte”, afirma.

Acesse a vakinha clicando aqui ou, se preferir, pode realizar doações via Pix pela chave 51 98017-1668, em nome de Michele Daiane Homem. Qualquer valor é bem-vindo e representa um incentivo importante para que Miguel siga acelerando em busca de seus sonhos, agora, levando o nome de Campo Bom para todo o Brasil.

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  • Campo Bom se prepara para celebrar mais um capítulo importante da sua história com a programação do Festejando Campo Bom, evento que integra as comemorações da emancipação político-administrativa do município. Embora a emancipação tenha ocorrido oficialmente em 31 de janeiro de 1959, a autonomia administrativa foi consolidada em 6 de junho do mesmo ano, data da posse do primeiro prefeito eleito, Adriano Dias, e da primeira Câmara de Vereadores.

Para marcar a data, a Prefeitura de Campo Bom, em parceria com entidades culturais e instituições apoiadoras, promove uma programação especial entre os dias 1º e 3 de junho, reunindo humor, teatro, circo, música e atrações culturais voltadas para diferentes públicos.

A abertura acontece na segunda-feira, 1º de junho, às 20h, no Teatro do CEI, com o espetáculo de comédia “Dra. Rosângela”, estrelado pelo humorista gaúcho Índio Behn. O ingresso será solidário, mediante doação de dois litros de leite, com limite de dois ingressos por CPF. A retirada dos ingressos e entrega das doações ocorre no sábado, 30 de maio, das 13h às 18h, na recepção do Cinema do CEI. Os alimentos arrecadados serão destinados a entidades assistenciais do município. A atividade conta com parceria do Sesc.

Na terça-feira, 2 de junho, estudantes da rede municipal participarão do espetáculo circense “Esperando Rodå”, da dupla Gomesninow, com sessões às 9h e às 14h30, também no Teatro do CEI. O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Encerrando a programação, na quarta-feira, 3 de junho, o Teatro do CEI recebe o espetáculo infantil “Avó Zulmira e o Segredo Mágico”, em sessões às 9h e às 14h30, voltadas aos estudantes da rede municipal. A atividade também ocorre em parceria com o Sesc.

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  • AG CONTIGO | 29.05

Destaques da edição impressa 🗞️

➡️ Futebol das quintas celebra meio século de história;

➡️ Campeão gaúcho de BMX busca apoio para competir no Brasileiro;

➡️ Campo Bom terá representante na Seleção Brasileira de Atletismo.

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