Ao longo de quatro décadas, a forma de fazer e consumir jornalismo mudou profundamente. Se, no início da trajetória do AG, a notícia chegava às mãos dos leitores exclusivamente pelas páginas impressas, hoje ela também está presente na tela do celular, nas redes sociais e nas plataformas digitais.
A transformação não aconteceu de uma hora para outra. Foi resultado de um processo de adaptação que acompanhou a própria evolução da tecnologia e dos hábitos dos leitores. O jornal, que durante décadas teve o papel como principal meio de comunicação com a comunidade, passou a ocupar novos espaços sem abrir mão de sua essência: informar, registrar os acontecimentos e estar próximo das pessoas.
A chegada ao ambiente digital ampliou o alcance do AG e também mudou a velocidade da informação. O que antes precisava aguardar o fechamento de uma edição passou a poder ser acompanhado praticamente em tempo real. Notícias de Campo Bom e dos campo-bonenses passaram a chegar ao público por diferentes caminhos, permitindo que o leitor escolha quando, onde e como quer se informar.
Uma audiência que cresceu junto com a transformação digital
A presença no ambiente digital ganhou proporções que mostram a força do jornalismo local também fora das páginas impressas. Atualmente, o jornal reúne mais de 27 mil seguidores no Instagram, mais de 44 mil no Facebook e mais de 32 mil curtidas no TikTok.
Somadas, as plataformas registram, em média, 3 milhões de visualizações por mês. Um alcance construído a partir de uma característica muito particular: a produção de conteúdos únicos e exclusivos sobre Campo Bom.
Diferentemente dos grandes portais, que trabalham com notícias de interesse estadual, nacional e internacional, o jornal A Gazeta mantém seu foco na comunidade local. São acontecimentos, serviços, personagens, eventos, histórias e informações que têm Campo Bom como ponto de partida e, principalmente, como prioridade.
Essa característica torna o alcance ainda mais significativo. Em um universo editorial concentrado em uma única cidade, chegar a milhões de visualizações todos os meses demonstra o interesse do público pela informação produzida sobre aquilo que acontece perto de casa.
Uma nova forma de estar perto
A presença digital também aproximou ainda mais o jornal de seus leitores. Pelas redes sociais, a relação deixou de ser exclusivamente entre quem produz e quem lê. Comentários, mensagens, sugestões, fotografias e relatos passaram a fazer parte da rotina jornalística. Muitas vezes, uma informação começa com o contato de um morador, ganha apuração da equipe e se transforma em notícia que alcança milhares de pessoas. A comunidade, que sempre esteve no centro da atuação da A Gazeta, passou a participar de maneira ainda mais direta desse processo.
O digital também trouxe novas possibilidades de linguagem. Além do texto e da fotografia, vídeos, reels, stories e outros formatos passaram a fazer parte da produção diária. A notícia precisou se adaptar às características de cada plataforma, sem perder o cuidado com a apuração e a responsabilidade que fazem parte do jornalismo.
A mesma essência, novos formatos
A expansão para o digital não significou deixar o impresso para trás. Pelo contrário. As duas plataformas passaram a cumprir papéis diferentes e complementares. Enquanto a edição impressa permite uma leitura mais aprofundada, contextualizada e organizada dos principais acontecimentos, o ambiente digital possibilita acompanhar os fatos à medida que eles acontecem. Uma mesma notícia pode nascer nas redes sociais ou no site, ganhar novos desdobramentos e, posteriormente, aparecer nas páginas do jornal com mais contexto e profundidade.
Para Briane Colissi, designer da A Gazeta e responsável pelos produtos digitais do jornal, os resultados alcançados nas plataformas são motivo de orgulho, especialmente diante da característica hiperlocal do conteúdo produzido. “Sabemos que ainda temos muitas coisas a acrescentar no meio digital, mas ver os números comprovados pelas métricas que acompanhamos diariamente é motivo de orgulho para nós, que trabalhamos com um conteúdo tão limitado em termos de abrangência. Por outro lado, isso mostra a grandeza do jornalismo local praticado pela A Gazeta, que leva as notícias de Campo Bom para o mundo, de forma séria e baseada nos princípios éticos do jornalismo tradicional.” Para ela, estar no ambiente digital representa também uma forma de inserir um veículo com quatro décadas de história no contexto atual da comunicação. “O objetivo do digital é inserir um jornal tradicional, como o nosso, que pratica há 40 anos o jornalismo impresso, no contexto atual das formas de comunicação, em que tudo precisa ser mais ágil, mais criativo e mais próximo da comunidade, muitas vezes atuando como um porta-voz.”
A profissional destaca ainda que a presença digital passou a ser indispensável para veículos de comunicação que pretendem continuar relevantes e dialogar com diferentes gerações. “Estar no digital é imprescindível para quem quer sobreviver ao mundo atual, dialogar com as novas gerações e também ser um meio confiável diante de tantas informações pelas quais somos bombardeados todos os dias.”


