Mais do que uma participação em concurso, a trajetória de Amália Celina Grün de Souza carrega dedicação, sentimento e o orgulho de representar uma cidade inteira. Aos 13 anos, a estudante do 8º ano do Colégio Sinodal Tiradentes é a única prenda juvenil a levar o nome de Campo Bom e do CTG Palanques da Tradição à fase regional da Ciranda Cultural de Prendas, que acontece neste sábado (6), em Santa Maria do Herval.
Há cerca de um ano, Amália se prepara intensamente para este momento. Entre estudos, ensaios e pesquisas, construiu uma caminhada marcada pelo comprometimento com a cultura gaúcha. Agora, além de buscar o título, ela carrega consigo um desafio que também é coletivo: há 20 anos, Campo Bom não conquista o título estadual de primeira prenda juvenil.
Entre as provas da Ciranda, que avalia conhecimentos, habilidades artísticas, culturais e ações sociais, está a elaboração de uma Mostra Folclórica. Com sensibilidade e olhar atento, Amália escolheu como tema “A participação das mulheres nos esportes campeiros” e foi além do que era solicitado. Em vez de cinco entrevistas, ouviu 42 pessoas, em sua maioria mulheres, dando voz a histórias, memórias e experiências muitas vezes pouco visibilizadas.
O trabalho percorre práticas como truco de amostra, truco cego, tetarfe, bocha campeira, bocha 48, jogo do solo e a tava, além de resgatar influências da imigração na cultura local, como o schafkopf e o bolão. Também evidencia trajetórias inspiradoras, como a da atleta Ramona Zema, campeã estadual.
Como resultado, a pesquisa ganhou forma e permanência: transformou-se no e-book “A participação das mulheres nos esportes campeiros”, publicado pela editora Lealdade do Brasil. O lançamento acontece neste sábado, durante o concurso, um marco que simboliza não apenas o esforço de Amália, mas a valorização da cultura, da memória e do protagonismo feminino em Campo Bom.















