Desde a quarta-feira, 25, o galpão do CTG Guapos do Itapuí, localizado na Avenida dos Estados, 911, começou a ser desmanchado, marcando o fim de um ciclo de cerca de 25 anos no local. A medida ocorre após uma decisão desfavorável em um processo judicial que tramitava desde 2011.
De acordo com a patronagem da entidade, a decisão do Ministério Público determinou a adequação do espaço às exigências legais, principalmente com a implementação de isolamento acústico. Caso as medidas não fossem cumpridas, seria mantida a multa aplicada por perturbação ao sossego, que atualmente chega a aproximadamente R$ 1,287 milhão, valor corrigido ao longo dos anos.
]Sem condições financeiras de arcar com as adequações exigidas e diante da multa milionária, o CTG optou pela devolução do espaço como forma de obter a anistia da dívida. Conforme destacado pela patronagem, o galpão foi construído em uma área que, na época, não possuía vizinhança, sendo a ocupação do entorno posterior à instalação da entidade.
Inaugurado em agosto de 2000, o espaço foi palco de diversas atividades culturais e sociais, consolidando-se como referência na preservação das tradições gaúchas no município.
Apesar da saída, o CTG Guapos do Itapuí já se prepara para um novo momento. A entidade recebeu um espaço cedido pela Prefeitura, localizado no Parque do Trabalhador, viabilizado por meio de emenda governamental. No entanto, o local é menor e ainda necessita de ampliações e adequações para atender plenamente às atividades desenvolvidas.
Mesmo diante das dificuldades, a patronagem afirma que o sentimento é de continuidade. “Resiliência”, resume a entidade ao definir o momento vivido. Para a comunidade que vive o CTG, o próprio nome da entidade, diz tudo: “Guapo”, símbolo de coragem, bravura e determinação. Uma palavra que traduz a força de uma entidade que não desiste, que honra sua história e segue firme na missão de preservar as raízes de um passado de glórias. O momento é de tristeza para os integrantes do CTG, que destacam a importância do local na construção da história do grupo. Ao longo de mais de 25 anos, o galpão foi cenário de inúmeros encontros, apresentações e vivências que marcaram gerações de tradicionalistas.
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