O caso que resultou na morte do guarda municipal Carlos Daniel dos Santos Ferreira, de 39 anos, ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (19). A mulher envolvida na ocorrência foi novamente colocada em liberdade após passar por audiência de custódia.
De acordo com as informações apuradas, a decisão judicial levou em consideração a pequena quantidade de droga apreendida, além do fato de a suspeita ser considerada “tecnicamente primária”. Também foi apontado que as duas prisões anteriores não foram homologadas pela Justiça, por não configurarem situação de flagrante.
A mulher havia sido resgatada por Carlos Daniel na manhã de terça-feira (17), no bairro Barrinha, após se lançar ao Rio dos Sinos. Durante a ação, o guarda municipal acabou não resistindo.
Ao AG, o delegado da Polícia Civil de Campo Bom, Rodrigo Camara, afirmou que as investigações continuam. “O caso não se encerra. Tanto o tráfico de drogas quanto a morte do colega seguem sendo investigados”, destacou.
O secretário de Segurança e Trânsito de Campo Bom, Fernando Luz Lehnen, também se manifestou sobre a decisão judicial e criticou a soltura da suspeita. “É inaceitável que, em 12 dias, pela terceira vez presa por tráfico, sendo que na última ocorrência houve a perda da vida de um guarda municipal, essa mulher seja solta novamente. A sociedade precisa de esclarecimentos sobre quais critérios estão sendo adotados. Não é aceitável que fiquemos sem entender objetivamente os motivos dessa decisão”, afirmou.














