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Mais de 300 moradores precisaram deixar suas casas na enchente histórica que atingiu Campo Bom

Redação / AG por Redação / AG
23 de junho de 2023
em Comunidade
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Mais de 300 moradores precisaram deixar suas casas na enchente histórica que atingiu Campo Bom

JP4 Produções

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A maior precipitação em 38 anos mostrou a solidariedade e a união da comunidade campo-bonense

Por Giordanna Vallejos

Pessoas vão e voltam dos seus trabalhos de retroescavadeira. Para sair de suas casas-ilhas, elas precisam pular na água gelada, que chega próxima a cintura, com correnteza, e subir na concha do transporte diferenciado. Em meio a água turva, é quase impossível diferenciar o que é o Rio dos Sinos e o que é a rua. Enquanto a retroescavadeira anda pelo bairro Barrinha, na tarde de segunda-feira, alguns moradores acenam, pedem carona, e outros gritam por água potável.

No bairro ribeirinho, a grande maioria das casas e pequenos comércios foram invadidos pela enchente, causando danos imensuráveis. Entradas foram barradas com o que havia à disposição: tábuas de madeira, sacos de cimento, plásticos e entre outros objetos na tentativa de amenizar os impactos da chuva. “Comecei na segunda-feira à tarde a trabalhar aqui. Desde o horário que eu cheguei, não parei de levar e buscar pessoas”, disse Felipe Blos, operador de máquinas.

Apesar de toda a tragédia, a quantidade de pessoas que chegavam para ajudar, tanto da administração pública quanto da comunidade, trazendo cestas básicas, produtos de higiene e limpeza, roupas, brinquedos e água, era fascinante. A perda foi grande, mas a ajuda foi na mesma proporção: mostrando a solidariedade do povo campo-bonense. Nessa matéria exclusiva do Jornal A Gazeta, relembre os diversos aspectos da enchente proporcionada pelo ciclone extratropical.

Proporções históricas

Os números da enchente são assustadores. De acordo com o Coordenador da Defesa Civil, Paulo Silveira, as chuvas deixaram 3.200 afetados no município de Campo Bom. Além disso, foram 270 desalojados, ou seja, pessoas que precisaram sair de suas casas e ir ficar em vizinhos, amigos e parentes, 96 desabrigados, que não tinham para onde ir e precisaram recorrer ao Ginásio Municipal e a Igreja do bairro Vila Rica, e 260 casas que foram inundadas. “Tem pessoas dessas casas inundadas que preferiram ficar nas residências, mesmo com a água no meio das canelas, para evitar roubos. Tivemos todas as ruas alagadas no bairro Bairrinha. Também foram fortemente afetados os bairros Porto Blos, Vila Rica, 25 de julho e Operária”, disse ele.

16 de junho de 2023

O dia 16 de junho de 2023, foi uma sexta-feira que entrou para a história do Rio Grande do Sul. O volume acumulado de chuva foi o maior registrado no Estado, para o mês de junho, desde 1961. Em Campo Bom, ocorreu a maior precipitação dos últimos 38 anos, de acordo com Nilson Pedro Wolf, encarregado da Estação de Meteorologia. O total de chuva atingiu impressionantes 301,6mm em um período de 24 horas, superando a média mensal de 141,2 mm.

Além disso, a cidade enfrentou a maior cheia desde 2015, quando o Rio dos Sinos atingiu 7,72 metros da régua da Ponte da Barrinha. No domingo, 18, o nível chegou a 7,60 metros e afetou principalmente os bairros próximos às margens, com ocorrência de enchentes e o consequente alagamento de várias ruas nos bairros Barrinha, Porto Blos, Vila Rica, Operária e 25 de Julho.

Diante da situação, muitas pessoas tiveram suas residências invadidas pelas águas. Em resposta, o prefeito Luciano Orsi anunciou que o Ginásio Municipal estaria disponível para abrigar os desabrigados. A solidariedade da comunidade campo-bonense foi imediata, resultando em doações significativas que chegaram ao local.

Escolas afetadas

Em consequência da chuva, as aulas foram suspensas temporariamente nas escolas Princesinha e Princesa Isabel, na Barrinha, e Presidente Vargas, na Operária. A Defesa Civil e a Prefeitura trabalharam incansavelmente para auxiliar os afetados, incluindo o transporte dos trabalhadores ilhados na segunda-feira.

A dor de perder tudo: desabrigados no Ginásio Municipal

“Nunca aconteceu de perder tudo, dessa vez eu não estava preparada. Eu moro há 46 anos lá. Dessa vez, entrou mais água do que em 2013 e não deu tempo de salvar nada. Foi feia a coisa, começou a vir a água de madrugada e só subiu. Tivemos que ser resgatados de retroescavadeira. Saímos só com a roupa do corpo” – Suzana Gonçalves de Oliveira, moradora do bairro Barrinha.

“A gente já não tinha quase nada, e agora foi tudo que a gente tinha com a água. Não deu tempo de salvar. Foi uma tristeza, a gente veio chorando para cá”. – Ariana Monteiro dos Santos, moradora do bairro Barrinha.

“A gente leva uma vida para conseguir as coisas, daí em dois toques, perde tudo” – Ana Gabriela Monteiro, moradora do bairro Barrinha.

“Nós chegamos aqui no começo, só estava o pessoal organizando o abrigo. Só temos que agradecer por ter esse espaço, ganhamos café da manhã, almoço, janta, tudo”. – Adriano Monteiro, morador do bairro Barrinha.

Tragédia em Maquiné

A Cidade de Maquiné foi palco de uma tragédia avassaladora na última quinta-feira. Christoph Schmeling, morador de Campo Bom, precisou enfrentar a dolorosa realidade de perder sua mãe, Agnes Schmeling, sua irmã, também Agnes Schmeling, e seu cunhado, Almir Marques Portela Lopes, para as águas da enchente. Em uma entrevista exclusiva, Christoph compartilhou os tristes detalhes do evento que abalou sua família.

A propriedade da família Schmeling, com mais de 100 hectares, havia sido adquirida com o propósito de preservar a natureza. No entanto, a casa construída no local também servia como residência de lazer para o casal e abrigava os pais de Christoph. Desde a morte de seu pai no ano passado, a irmã de Christoph, seu cunhado e sua mãe se tornaram os únicos moradores da casa.

Por volta das 21h de quinta-feira, a intensidade da chuva desencadeou uma avalanche de terras e rochas que atingiu o morro acima da residência. A força do impacto foi suficiente para deslocar as fundações da estrutura de dois pavimentos, que acabou desabando sobre os três residentes. As mortes foram instantâneas, os poupando de qualquer sofrimento.

Um legado de amor e solidariedade

Christoph descobriu que sua irmã, além de ter sido uma professora de música renomada no Instituto Federal, deixou um legado impressionante na região, onde dedicava seu tempo a programas sociais e projetos educativos relacionados à música, auxiliando crianças e adultos das comunidades mais carentes. Em vez de flores, a família solicitou que os amigos e conhecidos levassem alimentos não perecíveis ao velório, que foram destinados à comunidade de Maquiné, local onde Agnes dedicava seu trabalho voluntário. Graças à generosidade das pessoas, foram arrecadados 581 kg de alimentos. Mesmo em meio a tristeza, a família conseguiu honrar a memória dos entes queridos, e em especial, a irmã Agnes, ajudando a comunidade carente na qual ela atuava em vida.

Christoph não hesitou em expressar sua gratidão aos bombeiros, que trabalharam incansavelmente, mesmo com risco de deslizamentos. Ele também destacou a atuação da prefeitura, que prontamente disponibilizou maquinário e ofereceu todo o suporte necessário. Além disso, o governador e o vice-governador do Estado estiveram presentes no local, mostrando seu apoio à comunidade em luto.

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Destaques da edição impressa:

➡️ Uma campo-bonense na história do cinema nacional;

➡️ Jovem paraplégico busca ajuda para recuperar autonomia;

➡️ Série de reportagens, O mundo joga, Campo Bom Vibra!
Quando a copa reúne a família.

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  • A AECB conquistou mais um importante reconhecimento no cenário esportivo nacional. Quatro atletas da equipe foram convocadas para participar da Fase de Treinamento da categoria Cadete da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que ocorre entre os dias 21 e 28 de junho, em Torres.

As atletas chamadas para a atividade são a goleira Emily Francieli, a ponta Marcela Ohana, a central Sofia Vasques e a armadora Sophia Port.

A convocação reúne jovens talentos de diferentes regiões do país e tem como objetivo promover o aperfeiçoamento técnico das atletas, além de possibilitar a observação de jogadoras com potencial para futuras oportunidades junto às seleções brasileiras da modalidade.

Para a AECB Handebol Campo Bom, a presença de quatro representantes na fase de treinamento nacional evidencia a qualidade do trabalho desenvolvido pela entidade na formação de atletas. O resultado também reflete o empenho da comissão técnica, dos profissionais envolvidos e o apoio das famílias que acompanham diariamente a trajetória esportiva das jovens.

Além da conquista individual de cada convocada, a participação das atletas reforça o destaque de Campo Bom no desenvolvimento do handebol de base e na formação de talentos para o esporte brasileiro.

A entidade parabenizou Emily Francieli, Marcela Ohana, Sofia Vasques e Sophia Port pela convocação e desejou sucesso durante o período de treinamentos.

O projeto da AECB Handebol Campo Bom conta com financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Pró-Esporte RS – Lei de Incentivo ao Esporte, patrocínio das empresas Fitas Real, Romana Química e Crespi Brasil, além do apoio da Prefeitura de Campo Bom, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, do CBC (Comitê Brasileiro de Clubes) e da Asa Sports.

Foto: Guilherme Werlang/AECB

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 12 de junho.

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  • A Delegacia de Polícia de Campo Bom participou, nesta quinta-feira (11), das atividades da Feira de Ciências da Escola Municipal de Ensino Fundamental 25 de Julho. A ação reuniu estudantes do 8º ano em um momento de reflexão e aprendizado sobre violência doméstica e familiar contra a mulher.

A atividade foi promovida pela coordenação pedagógica da escola e contou com a participação da escrivã da Polícia Civil Claudia Danielle Becker, que abordou aspectos relacionados à Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência praticados contra as mulheres e os mecanismos de proteção disponíveis às vítimas.

Durante a conversa, os alunos também receberam orientações sobre a importância da denúncia e do enfrentamento à violência de gênero, além de esclarecerem dúvidas sobre o tema. A proposta foi ampliar o conhecimento dos estudantes sobre uma questão social que afeta milhares de mulheres em todo o país.

Segundo a Polícia Civil, a iniciativa integra as ações de aproximação da instituição com a comunidade e reforça o trabalho de prevenção realizado junto às escolas. O objetivo é contribuir para a formação de jovens mais conscientes sobre direitos, respeito e cidadania.

A participação na Feira de Ciências também buscou estimular o diálogo sobre a construção de relações saudáveis e o combate à naturalização da violência, fortalecendo uma cultura de respeito e igualdade entre homens e mulheres.

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  • AG CONTIGO | 11.06

➡️ Vai começar o maior Sarau do Rio Grande.

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  • Os vereadores de Campo Bom se reuniram, na última terça-feira (09), com representantes da Aegea/Corsan a fim de buscar respostas para as reclamações da população acerca do serviço prestado pela empresa na cidade, especialmente a respeito da qualidade da água e das obras de recapeamento asfáltico em casos de conserto na rede de água ou de instalação da rede de esgoto. O encontro ocorreu na Câmara Municipal, após articulação do presidente João Paulo (MDB) com a gerente institucional da Corsan, Cíntia Kovaski, e contou com a participação de vereadores de todas as bancadas.

Um dos pontos centrais da conversa foi a demora na resolução dos problemas, como episódios de falta de água ou de vazamentos. A Corsan alega que, em muitos casos, a ocorrência não é registrada nos canais oficiais, dificultando o monitoramento e a resposta da empresa. A Câmara comprometeu-se a ajudar a divulgar o canal correto para reclamações: 0800 646 6444 (WhatsApp e ligações gratuitas).

Outra questão, levantada pelo presidente João Paulo, diz respeito às obras de instalação da rede de esgoto, que já começaram em alguns bairros, gerando preocupações quanto à velocidade e à qualidade do recapeamento. A Corsan informa que está monitorando o serviço, prestado por empresa terceirizada, exigindo que o mesmo seja refeito sempre que necessário. A expectativa é que as obras passem por 90% das ruas da cidade e sejam concluídas até o fim de 2027.

“Todos nós sabemos e reconhecemos que as questões ligadas à Corsan vêm trazendo desconforto e até uma dose de polêmica, por isso eu estive junto com o prefeito Giovani em Porto Alegre há algumas semanas falando com a Corsan e, em acordo com a gerente Cíntia, entendemos que a melhor solução seria colocar todos os vereadores na mesa para conversar de forma aberta e transparente, mostrando a responsabilidade que nós temos de buscar respostas para a população. Nós queremos entender o que está acontecendo e, acima de tudo, que o serviço funcione”, concluiu o presidente. 

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  • AG CONTIGO | 10.06

➡️ Votação da Consulta Popular acontece nesta quarta, 10, na Câmara de Vereadores.

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  • AG CONTIGO | 09.06

➡️ Três ecopontos já estão operando no município. Mais quatro serão construídos.

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