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Aos 10 anos, com escoliose, Thiciany escolheu sorrir para a vida

Redação / AG por Redação / AG
29 de outubro de 2020
em Comunidade, Saúde
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Aos 10 anos, com escoliose, Thiciany escolheu sorrir para a vida
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Jovem encara doença rara com bom humor e esperança de cura.

Vaidosa e serelepe, Thiciany Silva de 10 anos, esbanja energia e vitalidade. Na última sexta-feira, 16, ela recebeu a equipe do AG em sua casa, no Bairro Imigrante Norte em Campo Bom. Durante toda a entrevista ela não parou. Sentava, levantava, brincava com a Luna, cachorrinha da família e sorria. A Thicy, sorria e sorriu o tempo todo. É com um sorriso no rosto que a estudante do 5º ano do ensino fundamental da EMEF Santos Dumont está encarrando o tratamento da Escoliose Tridimensional, um dos mais conhecidos desvios da coluna vertebral.

A doença

De acordo com especialistas a escoliose não tratada pode evoluir para deformidades graves, processos degenerativos da coluna, dor, instabilidade e o desenvolvimento de outros problemas de saúde, como alterações respiratórias, cardiológicas e neurológicas.

Tratamento

O tratamento começou há um mês, depois que a menina foi diagnostica com o problema, que consiste em uma curvatura acentuada na coluna. Existem várias causas diferentes para o aparecimento da escoliose. A doença pode ser congênita, quando a pessoa nasce com a má formação, sindrômica, em que é associada a outras doenças, neuromusculares, que provém de doenças neurológicas ou musculares, e idiopática, com causa desconhecida. Em até 85% dos casos, a doença é idiopática, ou seja, não se pode encontrar a causa. No caso de Thiciany, não há uma causa definida, a equipe médica acredita que ela tenha passado por um pico de crescimento acentuado. “Ela estava passando uns dias na casa de uma sobrinha minha em Santa Catarina e foi em um dia normal na piscina que familiares notaram que ela tinha um ombro mais inchado que o outro, mais elevado. Ali começou nossa busca atrás do tratamento para a Thicy”, conta Raquel Ritter, mãe da estudante.

De acordo com Raquel os primeiros laudos médicos já indicavam que o caso era cirúrgico devido ao estágio avançado da doença. “A coluna dela já estava em formato de um S, e como é uma doença indolor, ela nunca reclamou de nenhum desconforto. Não suspeitamos de nada. Nosso principal objetivo agora é evitar a progressão da escoliose. É importante estabilizar a curvatura, para evitar progressão, e quem sabe tentar reverter, diminuir alguns graus da curvatura e evitar a cirurgia que é indicada a partir dos 13 anos”, comenta.

A cirurgia de escoliose é um dos procedimentos mais complexos e pode durar de cinco a 10 horas. Em alguns casos, ela necessita ser realizada em duas etapas, dependendo da gravidade. “Eu sei que se fazer o tratamento direitinho, não vou precisar da cirurgia e logo vou ficar boa”, afirma Thicy, que é famosa pelas dublagens na plataforma TikTok. “Ela não pode ver um celular que já está gravando vídeos e é esse bom humor dela que está nos dando forças”, revela a mãe. “Pra mim é um passatempo e como as visualizações começaram a aumentar me empolguei ainda mais”, afirmar a estudante que soma mais de 2 mil seguidores na plataforma.

Unidos pela Thicy

Irmã e mãe de Thicy estão confiantes em tratamento

“Parte do tratamento consiste em sessões de fisioterapia baseadas em estudos científicos e na utilização de um colete ortopédico tridimensional durante 23 horas por dia pelos próximos oito anos. É um tratamento longo e caro, o especialista para essa especialidade é de Santa Catarina, então teremos que ir para lá com frequência”, comenta a fiscal de compras, Thauany Silva, irmã de Thiciany, que iniciou uma campanha na internet para arrecadação de doações. “Fizemos um cálculo por cima e, precisaríamos de R$ 15.080,00 por ano para custear o tratamento. Esse valor inclui as sessões de fisioterapia que custam R$ 300,00 por sessão, colete e deslocamento de Campo Bom até Santa Catarina. Ressaltando que ela vai ter que trocar o colete conforme ir crescendo”, detalha Thauany.

Doações

Para tentar arrecadar o valor, a família criou uma vaquinha on-line (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/juntos-nessa-causa-pela-thicy). Quem quiser ajudar, também pode depositar na conta da mãe da menina:
Solange Raquel Ritter
CPF: 904.228.480-34
Bradesco
Ag: 7176-5
Conta: 0005518-2

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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