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A rede de solidariedade que “contamina” Campo Bom

Redação / AG por Redação / AG
13 de abril de 2020
em Comunidade
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A rede de solidariedade que “contamina” Campo Bom

Divulgação

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Uma verdadeira rede de solidariedade tem aumentado dia após dia entre os campo-bonenses e contaminado – no bom sentido – as pessoas na busca pelo bem comum no combate ao Coronavírus. Em uma região historicamente conhecida pelo voluntariado, essa corrente de união surge como alento em meio ao caos.
Em todos os cantos, o que mais tem se visto ultimamente são pessoas querendo ajudar umas às outras. Seja com aportes financeiros, como em uma lista de doações ao Hospital Dr. Lauro Reus, mudanças em linhas de produção de empresas, como na Arrezo & Co que reuniu mutirões para a fabricação de máscaras ou nas doações de milhares de embalagens feita pela Box Print, para a distribuição gratuita de álcool gel para os caminhoneiros.

Marmitas que aquecem o coração

Junto com a pandemia, veio também a diminuição de renda para alguns que já tinham pouco. Pensando neles, o casal Michel Jacobus, 33 e Mônica Weschenfelder Jacobus, 32, preparam e distribuem diariamente marmitas para moradores de rua em Campo Bom e Novo Hamburgo. “Era uma segunda-feira à noite fui à farmácia pra buscar um medicamento pra minha esposa e, no decorrer do caminho me deparei com alguns moradores de rua buscando no lixo o que comer, aquilo me deixou bastante incomodado, e vim pra casa pensando e refletindo de que forma poderia ajudar estas pessoas que passam dificuldades todos os dias, pois aprendi desde pequeno vendo meu pai como exemplo de ajudar ao próximo. Cheguei em casa e comentei com minha esposa, que eles estavam passando fome, visto que o alimento deles diário vem de doações de restaurantes e como tudo estava fechado não teriam o que comer, pensando em o que poderíamos fazer pra ajudar decidimos iniciar as quentinhas todas as noites pra terem uma refeição saudável”, relembra o corretor de imóveis.

No dia seguinte o casal já havia mobilizado uma rede de solidariedade, formada por cerca de 20 pessoas entre amigos e familiares, dispostos a fazer a diferença na vida de alguém e a rede não para de crescer. “A corrente do bem cresce todo dia, pois um divulga ao outro e muitos querem participar de alguma forma”, afirma.

Em pouco mais de dez dias, o projeto já distribui cerca de 300 marmitas, que sempre vem acompanhada de um recadinho, que além de saciar a fome, alimentam a alma. “Temos certeza que após tudo isto passar estaremos muito mais conscientes, fortalecidos, unidos, mais humanos e empáticos, conectados com o que realmente importa. Com certeza, este isolamento traz muitas reflexões o mundo está se transformando e a humanidade precisa acompanhar este movimento, a forma como estávamos levando a vida já não era mais normal, muita coisa estava fora de controle e esta é a hora da reflexão, de ajustes, de resinificar muitas coisas que estavam esquecidas, se ajudar, pedir ajuda, ser solidário, serão mudanças profundas e necessárias e depende de cada um levar este processo observando o que se passa e se possível dividindo com o outro pois neste momento o coletivo, a união, as trocas que tornaram tudo mais leve e tranquilo”, completa Michel.

Mãos que trabalham para a segurança

O fato é que cada um ajuda como pode e da forma como pode. São gestos simples, mas não menos nobres, como a confecção de máscaras para serem doadas à profissionais da área da saúde após saírem das mãos de 22 voluntárias. E, quem sabe, será o ponto de partida para a solidariedade não ser vista apenas em momentos de necessidade extrema.

Diante da grande demanda e da necessidade de uma produção em larga escala de equipamentos de proteção individual (EPIs), a funcionária pública, Monabel Moraes, 45, e a representante comercial, Paula Gil, 36, se mobilizou para produzir esse material, que será doado a equipes médicas e pacientes. O projeto coordenado por elas conta com o apoio de mais de 20 pessoas, entre profissionais e cidadãos que estão dispostos a ajudar.

Sem saber por onde começar as amigas foram em busca de conhecimento e aprenderam a confeccionar o material de maneira correta através de vídeos no YouTube. “Estávamos pensando em como ajudar ao próximo nesse momento de fragilidade em todo o mundo. Vimos o pedido de ajuda de uma psicóloga em uma rede social pedindo doações de máscaras e fomos estudar como elas eram feitas, nos preocupamos em fazer corretamente, para que realmente tivesse a utilidade precisa, para que protegessem as pessoas contra o Covid-19 e as que já haviam contraído o vírus”, detalha Monabel.

Todo material e mão de obra é voluntária para a produção das 2.500 unidades, onde amigos, familiares e vizinhos se unem em prol de um bem maior. Pessoas se dividem entre o corte das máscaras e a costura, outras contribuem através de doações de TNT, elástico, linhas e até mesmo gasolina para nossa locomoção, pois cada um trabalha em sua casa, evitando aglomerações. “Escolas municipais também entraram na corrente e colaboraram muito conosco. As EMEFs Genuíno Sampaio e Rui Barbosa doaram seus estoques de TNT para a confecção das máscaras”, comenta a voluntária.

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  • Um capotamento registrado na manhã deste sábado (13) mobilizou equipes de resgate na Rua Victor Meirelles, nº 27, no bairro Santa Lúcia, em Campo Bom. O acidente ocorreu por volta das 6h30 e deixou três pessoas feridas.

Conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar, ao chegarem ao local os socorristas encontraram o veículo capotado, com duas vítimas presas em seu interior e uma terceira pessoa já fora do automóvel.

O SAMU, que também atendeu a ocorrência, prestou os primeiros socorros à vítima que estava fora do veículo. Enquanto isso, os bombeiros iniciaram o trabalho de desencarceramento das duas pessoas que permaneciam presas nas ferragens.

Durante a operação, uma ambulância do município chegou para prestar apoio. Após a retirada da primeira vítima do interior do carro, ela foi imobilizada e encaminhada ao hospital Lauro Reus, pela equipe municipal. Na sequência, os bombeiros realizaram o resgate da segunda vítima que estava no veículo, efetuando os procedimentos de atendimento pré-hospitalar e encaminhando-a ao hospital na ambulância da corporação.

As três vítimas receberam atendimento no local e foram conduzidas para avaliação médica. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos envolvidos nem sobre as causas do acidente.

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Destaques da edição impressa:

➡️ Uma campo-bonense na história do cinema nacional;

➡️ Jovem paraplégico busca ajuda para recuperar autonomia;

➡️ Série de reportagens, O mundo joga, Campo Bom Vibra!
Quando a copa reúne a família.

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  • A AECB conquistou mais um importante reconhecimento no cenário esportivo nacional. Quatro atletas da equipe foram convocadas para participar da Fase de Treinamento da categoria Cadete da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que ocorre entre os dias 21 e 28 de junho, em Torres.

As atletas chamadas para a atividade são a goleira Emily Francieli, a ponta Marcela Ohana, a central Sofia Vasques e a armadora Sophia Port.

A convocação reúne jovens talentos de diferentes regiões do país e tem como objetivo promover o aperfeiçoamento técnico das atletas, além de possibilitar a observação de jogadoras com potencial para futuras oportunidades junto às seleções brasileiras da modalidade.

Para a AECB Handebol Campo Bom, a presença de quatro representantes na fase de treinamento nacional evidencia a qualidade do trabalho desenvolvido pela entidade na formação de atletas. O resultado também reflete o empenho da comissão técnica, dos profissionais envolvidos e o apoio das famílias que acompanham diariamente a trajetória esportiva das jovens.

Além da conquista individual de cada convocada, a participação das atletas reforça o destaque de Campo Bom no desenvolvimento do handebol de base e na formação de talentos para o esporte brasileiro.

A entidade parabenizou Emily Francieli, Marcela Ohana, Sofia Vasques e Sophia Port pela convocação e desejou sucesso durante o período de treinamentos.

O projeto da AECB Handebol Campo Bom conta com financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Pró-Esporte RS – Lei de Incentivo ao Esporte, patrocínio das empresas Fitas Real, Romana Química e Crespi Brasil, além do apoio da Prefeitura de Campo Bom, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, do CBC (Comitê Brasileiro de Clubes) e da Asa Sports.

Foto: Guilherme Werlang/AECB

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 12 de junho.

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  • A Delegacia de Polícia de Campo Bom participou, nesta quinta-feira (11), das atividades da Feira de Ciências da Escola Municipal de Ensino Fundamental 25 de Julho. A ação reuniu estudantes do 8º ano em um momento de reflexão e aprendizado sobre violência doméstica e familiar contra a mulher.

A atividade foi promovida pela coordenação pedagógica da escola e contou com a participação da escrivã da Polícia Civil Claudia Danielle Becker, que abordou aspectos relacionados à Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência praticados contra as mulheres e os mecanismos de proteção disponíveis às vítimas.

Durante a conversa, os alunos também receberam orientações sobre a importância da denúncia e do enfrentamento à violência de gênero, além de esclarecerem dúvidas sobre o tema. A proposta foi ampliar o conhecimento dos estudantes sobre uma questão social que afeta milhares de mulheres em todo o país.

Segundo a Polícia Civil, a iniciativa integra as ações de aproximação da instituição com a comunidade e reforça o trabalho de prevenção realizado junto às escolas. O objetivo é contribuir para a formação de jovens mais conscientes sobre direitos, respeito e cidadania.

A participação na Feira de Ciências também buscou estimular o diálogo sobre a construção de relações saudáveis e o combate à naturalização da violência, fortalecendo uma cultura de respeito e igualdade entre homens e mulheres.

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➡️ Vai começar o maior Sarau do Rio Grande.

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  • Os vereadores de Campo Bom se reuniram, na última terça-feira (09), com representantes da Aegea/Corsan a fim de buscar respostas para as reclamações da população acerca do serviço prestado pela empresa na cidade, especialmente a respeito da qualidade da água e das obras de recapeamento asfáltico em casos de conserto na rede de água ou de instalação da rede de esgoto. O encontro ocorreu na Câmara Municipal, após articulação do presidente João Paulo (MDB) com a gerente institucional da Corsan, Cíntia Kovaski, e contou com a participação de vereadores de todas as bancadas.

Um dos pontos centrais da conversa foi a demora na resolução dos problemas, como episódios de falta de água ou de vazamentos. A Corsan alega que, em muitos casos, a ocorrência não é registrada nos canais oficiais, dificultando o monitoramento e a resposta da empresa. A Câmara comprometeu-se a ajudar a divulgar o canal correto para reclamações: 0800 646 6444 (WhatsApp e ligações gratuitas).

Outra questão, levantada pelo presidente João Paulo, diz respeito às obras de instalação da rede de esgoto, que já começaram em alguns bairros, gerando preocupações quanto à velocidade e à qualidade do recapeamento. A Corsan informa que está monitorando o serviço, prestado por empresa terceirizada, exigindo que o mesmo seja refeito sempre que necessário. A expectativa é que as obras passem por 90% das ruas da cidade e sejam concluídas até o fim de 2027.

“Todos nós sabemos e reconhecemos que as questões ligadas à Corsan vêm trazendo desconforto e até uma dose de polêmica, por isso eu estive junto com o prefeito Giovani em Porto Alegre há algumas semanas falando com a Corsan e, em acordo com a gerente Cíntia, entendemos que a melhor solução seria colocar todos os vereadores na mesa para conversar de forma aberta e transparente, mostrando a responsabilidade que nós temos de buscar respostas para a população. Nós queremos entender o que está acontecendo e, acima de tudo, que o serviço funcione”, concluiu o presidente. 

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  • AG CONTIGO | 10.06

➡️ Votação da Consulta Popular acontece nesta quarta, 10, na Câmara de Vereadores.

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