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Lar Colmeia: três décadas transformando vidas

Redação / AG por Redação / AG
27 de outubro de 2023
em Comunidade
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Lar Colmeia: três décadas transformando vidas

Giordanna Vallejos/AG

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Uma história de acolhimento, dedicação e superação que completa 30 anos

O Lar Colmeia completa trinta anos de história neste sábado, 28. Há 30 anos, nascia uma chama de amor e esperança, que iria aquecer os corações de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O Lar Colmeia, também conhecido internacionalmente como “Chain of Love”, se tornou um farol de proteção e transformação na vida de jovens que precisavam de um lar, de apoio e, sobretudo, de afeto.

Essa história de amor e empenho começou com um missionário do Canadá, que veio ao Brasil com a missão de fazer o bem. Atualmente, a instituição abriga quase 100 crianças em Campo Bom e Novo Hamburgo, demonstrando seu compromisso contínuo em acolher aqueles que mais necessitam.

A dedicação é o alicerce do Lar Colmeia. Mães sociais, auxiliares, coordenadores, assistentes sociais, psicólogos e tantos outros profissionais e voluntários trabalham incansavelmente para proporcionar um ambiente acolhedor e seguro, que se aproxima ao máximo do ambiente familiar. No entanto, o financiamento é um desafio constante, e doações desempenham um papel vital.

Uma família em cada casa lar

No coração do Lar Colmeia, as Casas-Lares se destacam como locais onde a transformação ocorre. Cada uma abriga até dez crianças, proporcionando um ambiente de convívio familiar. Arceli Schacht, coordenadora em Campo Bom, explica: “É uma casa, com vários irmãos, com um pai, com uma mãe, que dormem ali, que cuidam, que estão ali junto.” As “mães sociais”, são funcionárias contratadas no regime CLT, que desempenham um papel fundamental nesse processo, dedicando-se integralmente ao cuidado das crianças.

Da vulnerabilidade à autonomia

O Lar Colmeia não apenas abriga, mas também prepara os jovens para a vida. A instituição oferece uma República, para aqueles que completam 18 anos e ainda precisam de apoio na jornada para a independência. “Temos uma república para eles conseguirem se organizar depois dos dezoito anos,” conta Arceli, destacando histórias de jovens que, com apoio, conseguem construir seu futuro.

O primeiro bolo de aniversário

O Lar Colmeia não é apenas um local de abrigo, mas um lar onde memórias especiais são criadas. “Para muitos, a primeira vez que eles ganham um bolo no aniversário é aqui”, revela Otávio Alves, coordenador do Lar Colmeia de Novo Hamburgo, emocionada. Esses momentos singelos são lembranças que perduram e tocam os corações dos jovens acolhidos e dos colaboradores do Lar.

Os laços formados no Lar Colmeia são profundos. Muitos adolescentes retornam para comemorar aniversários e compartilhar seu progresso. “Nós temos uma mãe social que está há 24 anos aqui”, ressalta Arceli. Essa continuidade oferece estabilidade e um ambiente de confiança.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

➡️ Campo Bom na trilha do penta com Elias Weiss;

➡️ M’Bororé lança edição histórica do 25º Sarau de Arte Gaúcha.

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  • Que comecem os jogos ⛹️‍♀️🤾‍♂️🏃‍♀️⚽️🥋

#40olimpiadaestudantildecampobom

📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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