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Jornal A Gazeta: uma ferramenta de ensino

Redação / AG por Redação / AG
16 de setembro de 2019
em Educação
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Jornal A Gazeta: uma ferramenta de ensino

Angélica Spengler/AG

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Trabalho desenvolvido em uma escola do bairro Barrinha além de ampliar o universo dos alunos, ajuda a formar leitores e torna as aulas mais interessantes

Em tempos de interatividade via telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura de jornais não é tarefa das mais fáceis, mas certamente é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem-informados. Trazendo textos com características distintas, fotografia e recursos gráficos, o jornal é uma fonte respeitada para pesquisa e para a obtenção de informação. Estimular o hábito da leitura entre os pequenos é um dos pilares que movem o programa AG Educa, que leva a edição impressa do único semanário de Campo Bom para dentro das salas de aulas do município. A iniciativa realizou mais uma edição na segunda-feira, 9, na Emef Princesa Isabel, o convite foi feito pelas professoras do 4º e 5º ano do ensino fundamental, Daiane Makoski e Lisiane Cunha que utilizam as edições do Jornal A Gazeta como ferramenta pedagógica.

Como se faz jornal?

O diretor e fundador do AG Mauri Spengler falou para os cerca de 40 alunos sobre como as matérias são realizadas, as funções dentro do jornal e respondeu perguntas sobre o cotidiano de uma redação. “Essa interação é muito importante, pois além de trazer o jornal para dentro da sala de aula, busca desfazer dúvidas dos alunos e estimular eles a desenvolverem o hábito da leitura, tão importante para a evolução de cada criança”, relatou Mauri.

De acordo com a professora do 5º ano Lisiane Cunha, é perceptível perceber que quando leva o jornal para a sala de aula os estudantes ficam mais atentos, curiosos e procuram as notícias que falam de suas realidades. “A leitura, além de educar e informar, também é fundamental como instrumento de socialização do indivíduo e todos eles já sabem, na sexta-feira é dia de ler o AG. Utilizá-lo como ferramenta pedagógica durante as aulas, é poder assegurar não apenas a leitura entre estudantes, mas também permitir a contextualização dos fatos do cotidiano da nossa cidade”, explica Lisiane, que afirma que a leitura do jornal desempenha um papel fundamental para que os alunos desenvolvam senso crítico e, também, sejam mais proativos e dedicados quando há alguma atividade que envolva, não só produção de texto, mas também a discussão de temas que acontecem em Campo Bom. “Alguns alunos que lêem jornal chegam, às vezes, com alguma notícia que até mesmo nós, professores, não estamos sabendo, e acabam compartilhando com a turma inteira. Acho que é isso que faz da leitura algo tão importante”, finaliza.

Leitura do jornal contribui para desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento

O domínio da leitura e da escrita é essencial para que o aprendizado, não só de Língua Portuguesa, mas de todas as outras disciplinas escolares aconteçam efetivamente. Para se gostar de ler e escrever é necessário um processo formativo no qual a escola tem um papel fundamental, promovendo momentos, como os que acontecem na Emef Princesa Isabel, onde o aluno tem contato constante com diferentes gêneros e está sempre envolvido em práticas de leitura e escrita. “Eles ficam empolgados para ler, e, principalmente compreender o que acontece em Campo Bom, quando a proposta envolve o AG. O fato deles se reconhecerem nas páginas do semanário e a linguagem jornalística ser de fácil entendimento colaboram com o aprendizado de temas complexos, como política e economia e tornarnando o ensino mais simples”, comentou Daiane Makoski, professora do 4º ano do ensino fundamental.

A garotada que lê o AG

“Eu olho tudo, mas a parte que mais gosto mesmo é a do esporte, sempre vou direto para essa página, depois faço as atividades do AG Kids”

Cassiano Chagas, 10 anos

“Eu gosto quando podemos usar as matérias na aula, conversamos sobre e a professora sempre faz uma atividade diferente”

Yasmim Frank Flores, 10 anos

“Eu gosto muito de ler a página do Mauri, acho legal porque fala sobre coisas da cidade e todo mundo consegue entender. Sempre começo nessa parte”

Júlia Adams, 11 anos

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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  • AG CONTIGO | 16.06

➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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