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Idosa vive reencontro emocionado com a filha após 42 anos de separação

Redação / AG por Redação / AG
8 de outubro de 2020
em Comunidade
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Idosa vive reencontro emocionado com a filha após 42 anos de separação
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Desde o dia 3 de julho, a vida da aposentada, Nair da Silva, de 81 anos, não é mais a mesma. Há 42 anos a mulher procurava pelo casal de filhos mais velhos, Otavio e Vanderli, separados da mãe precocemente aos 5 e 3 anos de idade respectivamente. Após uma separação conturbada, em 1966, ela deixou Novo Hamburgo e veio morar em Campo Bom, mas o pai ficou com a guarda das crianças permitindo apenas dois encontros entre mãe e filhos posteriormente ao divórcio. Com o passar do tempo, Nair foi perdendo o vínculo e o contato com a família do ex-marido que se mudou diversas vezes de endereço.

Já em solo campo-bonense, a dona de casa seguiu a vida e se casou novamente. Do segundo casamento nasceram Roseli e Rogério, mas o sonho de reencontrar os filhos mais velhos persistia. Em 2010, após sofrer um AVC, Nair ficou com a fala e a mobilidade comprometida e passou a morar com a filha Roseli a quem delegou a missão de encontrar os outros membros da família. “Sempre tive esse sonho também, pois minha família era pequena: minha mãe e meu irmão. Casei e tive meus filhos, mas sempre tive esse sonho de conhecer meus irmãos e meus sobrinhos. Mas um dia esse desejo de reencontrar meus irmãos ficou muito mais forte, foi quando minha mãe pediu que não deixasse ela partir sem rever os filhos (Otávio e Vanderli)”, relembra a dona de casa, Roseli Maria da Silva, 48 anos.

Missão foi repassada para a filha

Com a tarefa de reunir a família, Roseli partiu em sua busca. No roteiro, endereços em Novo Hamburgo, Canoas e na Serra gaúcha, mas em nenhum deles encontrou rastros dos irmãos. “Procurei muito, mas não tive sucesso. Já quase sem esperança sempre pedi muito a Deus para encontrar meus irmãos e Deus ouviu minhas orações”.

O reencontro depois de uma busca mútua de mais de quatro décadas aconteceu em um final de tarde, quando a empresária Katiucia Nunes, 28 anos, filha de Otávio, primogênito de Nair bateu no portão da tia, no bairro Celeste, em Campo Bom. E a espera chegou ao fim. Finalmente a família estava reunida. “Foi um momento muito emocionante para todas nós. Neste dia a Katiucia conheceu sua vó e sua história”, comenta Roseli.
No dia seguinte foi a vez de Vanderli reencontrar a mãe. E depois os outros netos e bisnetas vieram até Campo Bom conhecer a avó. “Infelizmente meu irmão Otávio não pode rever a mãe, pois faleceu em 2003”.

Primeiro aniversário com família completa

No dia 2 de setembro, dona Nair completou 81 anos e pode reunir, filhos, netos e bisnetos pela primeira vez, seguindo as recomendações sanitárias. “Mesmo sem conseguir falar, nós sabemos que agora minha mãe está feliz. Ela está realizada”, completa Roseli.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

➡️ Campo Bom na trilha do penta com Elias Weiss;

➡️ M’Bororé lança edição histórica do 25º Sarau de Arte Gaúcha.

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📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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