A negligência reiterada com um cão resultou na prisão em flagrante de um morador do bairro Operária, em Campo Bom, nesta quinta-feira (26). A ação foi realizada pela Polícia Civil de Campo Bom, com apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, através do CEMPRA.
De acordo com a investigação, o animal já havia sido alvo de diversas vistorias técnicas e orientações formais ao tutor. Em ocasião anterior, o cão chegou a ser recolhido para tratamento médico-veterinário após ser encontrado em estado de desnutrição, com infestação por pulgas e carrapatos e mantido em ambiente insalubre. Na época, foi diagnosticado com hemoparasitose, conhecida como “doença do carrapato” e recebeu tratamento integral custeado pelo poder público, incluindo medicação e acompanhamento posterior. Apesar das intervenções e das recomendações expressas, novas inspeções realizadas ao longo de 2025 e 2026 constataram a continuidade das irregularidades. Entre os problemas verificados estavam a ausência de água disponível, recipiente de alimentação vazio ou contendo restos de comida humana deteriorada, acúmulo de fezes, urina e lixo no pátio, além de falhas na contenção, permitindo que o animal tivesse acesso à via pública.
Na vistoria mais recente, realizada na quinta-feira (26), os técnicos constataram que o ambiente permanecia insalubre. O cão apresentava carrapatos em partes do corpo e uma ferida na região testicular. O recipiente de água estava sujo, com indícios de permanência prolongada sem reposição adequada, e não havia ração disponível, apenas resquícios de alimento humano endurecido e mofado. Moradores relataram que o animal frequentemente escapava e era visto revirando lixo na rua, em busca de alimento, ficando exposto a riscos sanitários e físicos. Diante da persistência das condições inadequadas, mesmo após tratamento veterinário e orientações técnicas, foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante pelo crime de maus-tratos a animal doméstico, conforme previsto na legislação vigente. O cão foi recolhido e permanece sob acompanhamento técnico para garantir sua integridade física e sanitária.
A diretora de Bem-Estar Animal do município, Claudia Bontempi, destacou que o caso foi acompanhado por longo período antes da medida judicial. “Foi um caso longo, acompanhado tecnicamente por quase um ano, com diversas oportunidades de adequação. Nosso desejo é sempre manter o animal em seu lar, mas quando há persistência nos maus-tratos a lei precisa ser cumprida. A atuação conjunta com a Polícia Civil demonstra que nossa cidade está comprometida com a proteção animal.” A vereadora e ativista da causa animal Kayanne Braga (PDT) também se manifestou sobre o caso. “Eu reafirmo o compromisso da proteção e direito dos animais de Campo Bom, e sigo informando sobre a importância da população fazer as denúncias nos canais corretos. Agradecer mais uma vez a Polícia Civil de Campo Bom, o delegado que entende com seriedade as leis que defendem os animais, o Ministério Público que também acompanhou o caso e o CEMPRA de Campo Bom, que vem desempenhando grande papel no bem-estar animal.”
















