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Contra avanço da Covid-19, Estado volta a endurecer medidas de isolamento

Redação / AG por Redação / AG
4 de dezembro de 2020
em Saúde
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Contra avanço da Covid-19, Estado volta a endurecer medidas de isolamento
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Com o aumento do número de casos de Covid-19, o Governo do Estado voltou a adotar regras mais rígidas de isolamento. O governador Eduardo Leite, anunciou, na tarde de segunda-feira, 30, em transmissão por meio de rede social, uma série de medidas a serem adotadas na tentativa de frear a disseminação do Coronavírus entre os gaúchos. A divulgação ocorreu após quase duas horas de reunião realizada de forma remota com representantes das 27 associações regionais de municípios.

As medidas incluem a suspensão das festas e eventos de fim de ano, tanto promovidos por prefeituras quanto por estabelecimentos privados e condomínios. Leite também propõe mudanças nos protocolos do distanciamento controlado, como limitar o horário de funcionamento do comércio e de restaurantes. Essas empresas, contudo, poderiam seguir abrindo nos mesmos dias da semana em que operam hoje. A “vedação à permanência em locais públicos sem controle de acesso (ruas, praias, praças)” também está na lista de propostas do Palácio Piratini. Em âmbito privado, o governo do Estado sugere que as reuniões familiares e de amigos tenham aglomeração máxima de 10 pessoas, não contando crianças até 14 anos. As aulas presenciais foram mantidas.

Suspensão da cogestão

Outra alteração proposta é suspender temporariamente a cogestão — mecanismo que permite que as regiões do Estado decidam por conta própria adotar restrições mais leves do que as determinadas pelo Palácio Piratini. Na prática, com a suspensão, as regras da bandeira vermelha passarão a valer integralmente. O governo também ofereceu aos prefeitos apoio da Brigada Militar para fiscalização e promete realizar uma campanha de comunicação para conscientização da população.

Confira as medidas anunciadas:

  • Suspensão temporária da cogestão, com adoção de fato da bandeira vermelha;
  • Suspensão das festas e eventos final de ano, de prefeituras ou de estabelecimentos privados, inclusive em condomínios.
  • Permissão de comércio, sem restrição de dias, mas com restrição de horário (até 20h).
  • Permissão de restaurantes, lancherias e bares, sem restrição de dias, mas com restrição de horário (até 22h), clientes somente sentados, com distanciamento de dois metros entre mesas para grupos de até 6 pessoas, sem música ao vivo ou ambiente que prejudique a comunicação.
  • Vedada a permanência em locais abertos sem controle de público (ruas, praias, parques, praças, etc.), permitida apenas circulação ou prática de exercícios físicos.
  • Manutenção das atividades de ensino no modelo híbrido, respeitando aos protocolos nas atividades presenciais.

Campo Bom se adequa às novas determinações do Governo do RS

Em meio a um novo pico de casos por Covid-19 em Campo Bom o prefeito Luciano Orsi anunciou, na noite de quarta-feira, 2, em transmissão por meio de rede social algumas medidas em conformidade ao decreto Estadual. Segundo Orsi, a escassez de médicos intensivistas aliado ao aumento expressivo no número de casos confirmados nos últimos dias e a superlotação da UTI do Hospital Lauro Reus influenciam o recuo na flexibilização. “Nossos médicos estão ficando doentes e com uma carga emocional demasiada pelos vários meses lutando contra a Covid. Então, para termos um atendimento de qualidade, precisamos adotar algumas medidas”, disse o prefeito.

Fiscalização dos protocolos

A equipe de fiscalização da prefeitura formada pelo Setor de Fiscalização terá ajuda do Conselho Tutelar, Consepro ( Conselho Comunitário Pró Segurança Pública), Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros em ações de conscientização para evitar excessos.

Lotação máxima no Lauro Reus

Em Campo Bom a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Lauro Reus, atingiu a lotação máxima nos leitos exclusivos para pacientes com a Covid na terça-feira, 1º. Ao todo, o hospital tem dez vagas de UTI, cinco são reservadas para a doença. De acordo com a assessoria de impressa do hospital 8 dos 10 leitos estão ocupados. “Temos três paciente clínicos na UTI sem previsão de alta e os outros dois leitos são reservados para pacientes pós cirúrgicos que devem dar entrada nas próximas horas”.

Na quarta-feira, 2, o hospital informou que estão restritos os serviços de cirurgia eletiva e emergência. Medida foi adotada devido ao elevado número de casos de Covid-19 e alta taxa de ocupação nos dois setores. Conforme nota oficial, a regra foi estabelecida para evitar contingência de medicamentos, oxigênio e outros produtos. Além disso, visa garantir um bom atendimento aos que já estão internados.

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  • AG CONTIGO | 17.05

➡️ Conferência Municipal de Saúde, acontece neste sábado, 20.

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  • Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Prefeitura de Campo Bom disponibilizará abrigo emergencial para pessoas em situação de rua nas noites desta terça-feira (16) e quarta-feira (17). O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi.

A estrutura será instalada no Ginásio Municipal Karl Heinz Kopittke, onde serão oferecidos acolhimento, camas, cobertores, banho quente e refeições. A iniciativa busca garantir proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

A ação contará com o trabalho das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que realizarão buscas ativas pelas ruas da cidade para orientar e encaminhar as pessoas em situação de rua ao abrigo.

A comunidade também poderá colaborar informando casos de pessoas que necessitem de acolhimento. Os contatos podem ser feitos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação ou à Guarda Municipal, pelo telefone 153.

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  • Uma mulher de aproximadamente 50 anos foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta terça-feira (16), em Campo Bom. O caso ocorreu por volta das 16h53, na Rua Pastor Frederico, no Centro da cidade.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi registrada inicialmente como suspeita de vítima presa nas ferragens após o tombamento de um veículo. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a condutora já fora do automóvel, retirada por populares que prestaram auxílio logo após o acidente.

Segundo informações, a motorista apresentava sinais de confusão e relatou não se lembrar do que havia acontecido. A suspeita é de que ela tenha sofrido um mal súbito enquanto dirigia. O veículo acabou colidindo contra outro carro que estava no local e, na sequência, tombou.

Apesar da gravidade da ocorrência, a mulher não apresentava ferimentos aparentes. Os airbags laterais do automóvel foram acionados durante o acidente, contribuindo para a proteção da condutora.

A equipe dos bombeiros realizou a estabilização do veículo, que permanecia tombado e apresentava risco de movimentação, além da avaliação inicial da vítima e da imobilização cervical preventiva. Posteriormente, ela foi encaminhada ao Hospital Lauro Reus para avaliação médica.

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  • AG CONTIGO | 16.06

➡️ UBS Paulista terá atendimento pediátrico noturno.

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  • COLUNA | ✍ @allandyegopimentel 

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida na última semana, analisou um dos temas mais relevantes da Previdência Social nos últimos anos: a aposentadoria especial. Para quem não está familiarizado com o assunto, trata-se do benefício destinado aos trabalhadores expostos, durante sua vida profissional, a condições que colocam em risco sua saúde ou sua integridade física.
Em uma votação apertada, o STF declarou a inconstitucionalidade da exigência de idade mínima criada pela Reforma da Previdência de 2019. Uma exigência que, desde o início, foi alvo de inúmeras críticas por contrariar a própria finalidade do benefício.

Afinal, essa espécie de aposentadoria não surgiu como privilégio, mas sim como um verdadeiro instrumento de proteção ao trabalhador. Seu objetivo nunca foi apenas reconhecer determinado tempo de serviço, mas evitar que pessoas submetidas a agentes nocivos permanecessem expostas por períodos excessivos e sofressem prejuízos significativos à sua saúde e à sua qualidade de vida. Estamos falando de trabalhadores que convivem diariamente com ruídos intensos, produtos químicos, agentes biológicos e outras condições capazes de comprometer sua saúde ao longo dos anos.

Com a Reforma da Previdência de 2019, além do tempo mínimo de exposição, passou-se a exigir também uma idade mínima para a obtenção do benefício. Na prática, isso significava que muitos trabalhadores, mesmo após completarem os 15, 20 ou 25 anos de atividade especial exigidos pela legislação, precisavam continuar trabalhando em ambientes insalubres até atingir a idade necessária para se aposentar.
Foi justamente esse ponto que levou a questão ao Supremo. Para a maioria dos ministros, a exigência de idade mínima esvaziava a lógica protetiva da aposentadoria especial. Se o benefício existe para limitar a exposição a agentes nocivos, obrigar o trabalhador a permanecer por mais tempo nessas condições significava, em muitos casos, prolongar justamente o risco que a própria legislação busca evitar.

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Nos últimos anos, o câncer de intestino tem chamado cada vez mais atenção da população e dos profissionais de saúde. Considerado um dos tipos de câncer mais frequentes no mundo, ele desperta dúvidas, preocupações e, infelizmente, também muitos mitos relacionados à alimentação.
É comum encontrar informações que prometem prevenir ou até curar o câncer por meio de alimentos específicos, dietas restritivas ou receitas milagrosas. No entanto, a ciência nos mostra uma realidade diferente: não existe um único alimento responsável pelo surgimento ou pela cura do câncer de intestino. O que realmente influencia o risco da doença é o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.
A alimentação tem um papel importante na prevenção porque o intestino está em contato direto com tudo o que consumimos. Dietas ricas em frutas, verduras, legumes, feijões, lentilhas e cereais integrais fornecem fibras e diversos compostos naturais que ajudam a manter o intestino saudável. As fibras, por exemplo, auxiliam no funcionamento intestinal e contribuem para o equilíbrio da microbiota, conjunto de microrganismos que habita nosso intestino e participa ativamente da saúde do organismo.

Por outro lado, estudos apontam que o consumo frequente de carnes processadas, como salsicha, linguiça, presunto, salame e bacon, está associado a um aumento do risco para câncer colorretal. Isso não significa que uma pessoa desenvolverá a doença por consumir esses alimentos ocasionalmente, mas reforça a importância da moderação e da construção de hábitos alimentares equilibrados.
Também é importante esclarecer que não existem alimentos milagrosos com capacidade comprovada de prevenir ou curar o câncer. Alho, cúrcuma, chás, sucos verdes e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não substituem exames preventivos, acompanhamento médico ou tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Uma trajetória que começou em Campo Bom e atravessou continentes ganhou, em 2026, um capítulo inesquecível: a campo-bonense Camila Blos está entre os profissionais que participaram da produção do curta-metragem “A menina que chorava pérolas”, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Radicada no Canadá desde 2001, Camila construiu uma carreira sólida nos bastidores do audiovisual. Ela se mudou para Montreal para estudar Administração de Empresas, após já ter realizado intercâmbio na França. Foi no país norte-americano que descobriu sua vocação para o cinema, iniciando de forma discreta em uma produtora especializada em documentários sobre povos indígenas. A partir dali, não parou mais.

Com passagens por diferentes produtoras e pela CBC, rádio pública do Canadá, Camila chegou à National Film Board (NFB), uma das instituições mais respeitadas do mundo na produção de documentários e animações, com mais de 80 anos de história e reconhecida por preservar a cultura e a memória canadense por meio do audiovisual.

No filme premiado, Camila atuou como coordenadora de produção, sendo responsável por áreas fundamentais como organização de filmagens, contratos, pagamentos, gravações de voz e toda a estrutura administrativa que permite que uma obra saia do papel. “Quando o cineasta chega com a ideia, a gente faz acontecer”, resume.

O curta “A menina que chorava pérolas” tem 17 minutos de duração e utiliza a técnica de stop motion, um processo artesanal em que marionetes são fotografadas quadro a quadro para criar movimento. O nível de detalhamento é tão alto que, em um bom dia de trabalho, a equipe consegue produzir cerca de dois segundos de animação.

A história acompanha um menino que observa, pela fresta da parede, a vida de sua vizinha, uma menina que, ao chorar, transforma lágrimas em pérolas, em meio a um ambiente marcado pela violência da madrasta. A narrativa delicada aborda temas como o primeiro amor, o encantamento e a sensibilidade diante do sofrimento alheio.

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