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Com órtese e tênis que brilha, Suany quer desbravar o mundo

Redação / AG por Redação / AG
10 de dezembro de 2019
em Comunidade
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Com órtese e tênis que brilha, Suany quer desbravar o mundo

Angélica Spengler/AG

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Menina de cinco anos nasceu com má formação nos pés e precisa de ajuda para andar e não sentir mais dor.

Em 21 de março de 2014 quando deu à luz a sua quarta filha, a dona de casa Edna Becker sentiu que algo estava errado. A demora dos médicos em levar a pequena Maria Suany Becker Ferreira para conhecer a mãe foi o primeiro sinal que uma longa jornada estava iniciando. Já na sala de recuperação após o parto cesariano, o obstetra foi ao encontro de Edna que estava aflita sem notícias. “Ele me perguntou se eu já sabia. Não entendi nada. Falei: sei do quê? Pode me explicar? Quero ver minha filha, onde ela está?”, relembra a parobeense. Enrolada da cabeça aos pés por uma pequena manta a bebê foi levada até o local por uma enfermeira. “Quando ela veio na minha direção se atrapalhou toda e deixou parte da manta se soltar e eu pude ver o porquê de tanto mistério”.

Embora tenha nascido saudável, Suany possui malformação congênita dos membros inferiores (pés e tíbia), incluindo a cintura pélvica. No pé direito a menina possui quatro dedos (um deles interno) e no esquerdo, o calcanhar não se desenvolveu e o membro sem ossos conta com apenas dois dedinhos. O diagnóstico médico aponta ainda alteração entre o comprimento das pernas – a esquerda é 4.5cm menor. “Eu tive uma gravidez normal até quando minha bolsa se rompeu. Mesmo assim, todos os exames que tinha feito até então haviam mostrado que minha filha estava muito saudável. Precisei de uma cesárea devido à posição que minha filha estava. Estava tudo bem no parto, até o momento em que não estava”, comenta Edna.

Segundo a mãe, a malformação ocorreu devido o bebê permanecer sentado sobre as penas durante toda gestação. “Foi a única explicação que os médicos encontram”.

Limites são ultrapassados diariamente

Contrariando expectativas de médicos, a menina que nasceu sem os dedos dos pés conseguiu ficar em pé aos 9 meses e andou antes de completar um ano e meio de vida, como todos os bebês. “A opção que me apresentaram era a amputação, desde o nascimento dela. Me falavam que minha filha nunca iria andar, que passaria a vida se arrastando no chão”, emociona-se a mãe que lutou por outra alternativa que não fosse a amputação.
Durante cinco anos a equipe médica que acompanhou Suany apontava que a retirada dos membros e a colocação de próteses era a melhor forma para a menina conseguir levar uma vida normal.

Mas limite é uma palavra que a menina risonha e de olhos brilhantes desconhece. Morando há seis meses no bairro Barrinha, ela realiza uma vez por semana fisioterapia na Apae de Campo Bom. “Depois de exames e avaliações chegamos à conclusão que a Suany precisa de uma órtese e uma palmilha para complementar seu tratamento. Hoje ela faz de tudo, mas sente muitas dores, com o uso destes equipamentos a qualidade de vida dela serão muito maiores”, explica a fisioterapeuta Patricia Velho Premaor, que acompanha o tratamento da criança desde que a família chegou ao município.

Aluna do Pré-2 da Emei Princesinha, ela corre, pula, dança, brinca. Como todas as crianças de cinco anos de idade.

Para Suany brincar sem dor

Tanto a órtese Suropodálica, para tornozelo e pé (semelhante a uma bota), como a palmilha em EVA com elevação do arco longitudinal e preenchimento dos metatarsos, para melhor adequação ao calçado serão fabricadas sob medida.

A família humilde do oleiro Marcos Roberto Ferreira e da dona de casa Edna não tem como arcar com as despesas para a aquisição dos equipamentos, que irá custar R$850,00. O casal, têm mais quatro filhos além de Suany, com idades entre 16 e um ano e vive com renda que o pai ganha trabalhando em uma olaria no bairro Barrinha.

De poucas palavras, mas muitos sorrisos, o rosto da menina se ilumina com a possiblidade de conseguir os equipamentos e finalmente se mover sem dores. “Com eles também vou poder usar tênis que brilha no escuro”, comenta a pequena.

Doações

Para arcar com os gastos, uma vaquinha virtual está disponível em: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-maria-suany-a-caminhar-e-brincar-sem-dor

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpachecoUma iniciativa nascida da fé e do desejo de conectar pessoas tem ganhado espaço no ambiente digital. Idealizado pelo campo-bonense André Luís da Rosa, o projeto “Desejos do Coração” propõe uma rede colaborativa onde pessoas podem compartilhar sonhos, desafios e propósitos de vida, encontrando apoio em uma comunidade disposta a ajudar.Lançada em 18 de dezembro de 2024, a plataforma funciona como um ponto de encontro entre quem precisa de auxílio e quem deseja contribuir. A proposta prioriza pedidos genuínos, voltados à transformação pessoal, emocional e espiritual, não aceitando solicitações sem propósito.
A ideia surgiu após um momento de oração, associada à imagem de um varal solidário. “Acabei sonhando com o chamado de criar uma conexão entre quem precisa de ajuda e quem quer ajudar”, relata André.Atuando com marketing digital, ele desenvolveu o projeto de forma independente, com apoio da família e do Instituto Eckart, que auxilia na divulgação e no atendimento das demandas.A participação ocorre pelo site, onde usuários podem cadastrar pedidos ou se voluntariar para ajudar, ou por contato direto com a equipe, que intermedia as necessidades.Desde o lançamento, o projeto soma 83 pedidos cadastrados, com 18 já atendidos, o que representa cerca de 21%, e 64 ainda em aberto. Todos passam por moderação para garantir autenticidade.Baseado no princípio “se foi ajudado, ajude alguém”, o projeto busca fortalecer uma corrente do bem. “Meu sonho é ver esse movimento crescer e inspirar uma cultura onde ajudar o próximo seja um hábito diário”, destaca o idealizador.Saiba como participar desta comunidade do bem através do site www.desejosdocoracao.com.br e no perfil @desejosdocoracao_MAIS MATÉRIAS EM www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • EXCLUSIVO | Desde a quarta-feira, 25, o galpão do CTG Guapos do Itapuí, localizado na Avenida dos Estados, 911, começou a ser desmanchado, marcando o fim de um ciclo de cerca de 25 anos no local. A medida ocorre após uma decisão desfavorável em um processo judicial que tramitava desde 2011.De acordo com a patronagem da entidade, a decisão do Ministério Público determinou a adequação do espaço às exigências legais, principalmente com a implementação de isolamento acústico. Caso as medidas não fossem cumpridas, seria mantida a multa aplicada por perturbação ao sossego, que atualmente chega a aproximadamente R$ 1,287 milhão, valor corrigido ao longo dos anos.Sem condições financeiras de arcar com as adequações exigidas e diante da multa milionária, o CTG optou pela devolução do espaço como forma de obter a anistia da dívida. Conforme destacado pela patronagem, o galpão foi construído em uma área que, na época, não possuía vizinhança, sendo a ocupação do entorno posterior à instalação da entidade.
Inaugurado em agosto de 2000, o espaço foi palco de diversas atividades culturais e sociais, consolidando-se como referência na preservação das tradições gaúchas no município.Apesar da saída, o CTG Guapos do Itapuí já se prepara para um novo momento. A entidade recebeu um espaço cedido pela Prefeitura, localizado no Parque do Trabalhador, viabilizado por meio de emenda governamental. No entanto, o local é menor e ainda necessita de ampliações e adequações para atender plenamente às atividades desenvolvidas.AJUDE NA CONSTRUÇÃO DO NOVO ESPAÇOO CTG está promovendo uma vakinha para construir um novo espaço, onde possa voltar a realizar suas atividades. Acesse o link em nosso site.LEIA A MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
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