A Administração Municipal de Campo Bom apresentou, na noite de quarta-feira (19), no Teatro Marlise Saueressig, o novo modelo de ensino que será implantado na EMEF CEI a partir de 2026. O encontro reuniu pais e responsáveis dos estudantes que permanecerão na escola no próximo ano e teve como objetivo detalhar o novo formato, esclarecer dúvidas e orientar sobre o processo de matrícula.
Criada em 2008, durante a primeira gestão do prefeito Giovani Feltes, a escola foi concebida com foco na qualificação dos anos finais do Ensino Fundamental e atualmente atende cerca de 600 alunos. Após quase duas décadas de funcionamento, o CEI passará pela maior mudança de sua história ao tornar-se a primeira Escola Integral Cívico-Cidadã de Campo Bom.
O novo modelo combina jornada estendida com uma proposta pedagógica que integra dois eixos: o cívico — voltado à organização da rotina, convivência escolar e valorização do pertencimento — e o cidadão — direcionado à participação, cooperação, responsabilidade coletiva e desenvolvimento ético. Segundo a Administração Municipal, a expectativa é ampliar oportunidades de aprendizagem, fortalecer o clima escolar e oferecer formação mais abrangente aos adolescentes.
Para viabilizar o funcionamento, o CEI receberá reforço de equipe com 46 novos profissionais, incluindo 29 profissionais de apoio aos projetos, um coordenador cívico, 10 monitores cívicos e auxiliares de ensino. A nova estrutura prevê acompanhamento mais próximo aos alunos, apoio à convivência e organização das rotinas educativas.
O turno integral funcionará das 7h30 às 16h30, com oito períodos de 50 minutos, distribuídos entre aulas curriculares, projetos formativos, oficinas temáticas e atividades de convivência. A escola contará ainda com uma grade ampliada de projetos. Entre os obrigatórios estão: Robótica; Iniciação Científica/EcoEducação; Mídias e Comunicação (cinema, curta-metragem, jornalismo e rádio); Esportes; Escrita Criativa; e Matemática Criativa. Já os projetos eletivos incluem Banda e Coral; Dança Contemporânea e Gaúcha; Judô, Ginástica e Natação; Desenho; Empreendedorismo; e Capoeira.
Para atender à proposta, o CEI utilizará laboratórios completos de Ciências, Matemática, Português, Geografia, História e Tecnologia, além de salas específicas de Robótica, Música, Iniciação Científica, Estúdio de Mídias, Sala de Capoeira e Ginástica, piscina, quadras e ginásio. O Complexo Cultural CEI — composto por cinema, teatro e áreas esportivas — será integrado à rotina escolar.
A mudança vem acompanhada de um investimento total de R$ 11 milhões em 2026. Desse valor, R$ 2,7 milhões serão destinados à adequação da estrutura escolar, R$ 600 mil à merenda adicional e R$ 4,2 milhões ao custeio do turno integral, somando R$ 7,5 milhões diretamente vinculados ao novo formato pedagógico. Paralelamente, o município prevê investimentos para qualificação do Complexo CEI, incluindo R$ 510 mil para o Ginásio, R$ 1,7 milhão para o Complexo Cultural e R$ 1,3 milhão para a piscina.
Durante a apresentação, o prefeito Giovani Feltes afirmou que o novo formato representa um avanço significativo para a escola. A secretária de Educação, Mara Daubermann, também destacou a proposta como uma mudança estrutural na organização pedagógica e na convivência escolar.
As orientações sobre matrícula também foram detalhadas no encontro. Alunos que já estudam na EMEF CEI têm vaga garantida em 2026. Famílias que optarem por não permanecer no novo formato devem procurar a secretaria da escola para solicitar transferência.
Com a mudança, a Administração Municipal afirma que busca fortalecer a política de educação integral e ampliar o desenvolvimento pedagógico e socioemocional dos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental.
















