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CÂNCER INFANTIL: Diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura

Redação / AG por Redação / AG
17 de julho de 2019
em Saúde
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CÂNCER INFANTIL: Diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura

Laura do lado de sua mãe Marciana

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Pais e médicos devem ficar atentos aos sinais que podem indicar a presença da doença

Ao contrário dos adultos, o câncer infantil não está associado, na maioria dos casos, a fatores ambientais e não depende da exposição aos fatores de risco como tabagismo, radiação solar, álcool e obesidade. Geralmente, o câncer na criança e adolescente tem origem desconhecida No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) são registrados 12 mil novos casos de câncer infantil ao ano.

Quando comparado aos números em adultos pode parecer pouco significativo, porém hoje a doença já ocupa a segunda causa de morte na população entre 1 e 19 anos. Segundo a Dra. Helen Seibert, oncopediatra da AMO Criança, os três tipos mais comuns de câncer em crianças e adolescentes são a leucemia, que afeta as células que atuam na defesa do organismo; linfomas e tumores do sistema nervoso central.

Para a médica, além de seu papel fundamental em um eventual tratamento, pais e responsáveis devem ficar atentos a sintomas que são recorrentes, progressivos e não desaparecem com facilidade. “O diagnóstico precoce do câncer infantil na criança torna-se mais difícil para o médico em geral pela inespecificidade de seus sinais e sintomas, os quais podem ser similares a uma série de outras doenças mais frequentes. Por isso é muito importante estar atento aos sinais e sintomas”, explica a Dra. Helen, que ainda enfatiza “cerca de 80 % das crianças e adolescentes acometidos pelo câncer podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados”.

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Se por um lado o câncer em adultos está ligado ao envelhecimento, tabagismo, álcool, entre outros riscos de exposição, o câncer na infância não tem relação com fatores ambientais e de estilo de vida. Por esse motivo, é muito importante o diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento. Fique atento a alguns sinais e sintomas, como:

  • Perda de peso contínua e inexplicável;
  • Dores de cabeça com vômito de manhã;
  • Aumento do inchaço ou dor persistente nos ossos ou articulações;
  • Protuberância ou massa no abdômen, pescoço ou qualquer outro local;
  • Desenvolvimento de uma aparência esbranquiçada na pupila do olho ou mudanças repentinas na visão;
  • Febres recorrentes não causadas por infecções;
  • Hematomas excessivos ou sangramento, geralmente repentinos;
  • Palidez perceptível ou cansaço prolongado.

Era uma vez uma pequena guerreira

Primeiro foi um pequeno desequilíbrio para correr. A suspeita era de que Laura Chionha, então com nove anos, estava passando tempo demasiado brincando no computador e no celular.

A seguir, em maio de 2018, uma queda na escola resultou em um olho roxo e parte do rosto inchado. Como a menina não se queixava de dor, a mãe, Marciana Melo, contentou-se com duas visitas à emergência do hospital. Os médicos, por exames simples, como raio X, indicaram que Laura não tinha “nada grave”.

O desequilíbrio deveria ser “por falta de atividades físicas”. Um mês depois o problema não estava resolvido. O inchaço já havia desaparecido, mas o sangue no olho preocupava os pais.

Sinais inespecíficos

A real causa dos sintomas foi descoberta poucos dias depois, quando, por destino, como diz a mãe, Laura, tinha uma consulta marcada com a pediatra. “Quando a levei na consulta, comentei do desequilíbrio e como ela era uma criança ativa não havia como ser resultado de sedentarismo. A médica teve uma desconfiança encaminhou para o neurologista e oftalmologista”.

Na consulta com o oftalmologista foi descartada a possibilidade de doenças oculares. O diagnostico veio após uma ressonância magnética solicitada pelo neurologista. “Quando saiu o resultado, uma inflação no cérebro, o susto foi grande. Mas como era uma mancha e não um tumor, a orientação foi esperar dois meses para ver como a nódoa iria se desenvolver”, relembrou Ademar Chionha, pai de Laura.

Segundo Marciana, dois meses depois, em dezembro de 2018, ao retornarem ao Hospital Santa Casa, em Porto Alegre a mancha havia progredido para um tumor cerebral identificado como meduloblastoma grau IV maligno de 7cm. “Como o diagnóstico foi precoce, graças ao tombo que ela levou na escola, o tratamento começou rápido. Antes mesmos dos sintomas aparecerem”.

Em janeiro de 2019, Laura passou por duas cirurgias. A primeira de sete horas de duração para a retirada do tumor. Dois dias depois foi submetida a outro procedimento cirúrgico para colocar um dreno na cabeça, para a drenagem da hidrocefalia, resultante da primeira cirurgia. E longos 17 dias na UTI. Logo após a recuperação começaram as 31 sessões de radioterapia e sessões semanais de quimioterapia que a estudante do 5º ano da Emef Dona Augusta, enfrentou com garra e coragem. “Ela nunca reclamou de nada, dos remédios, da dor, muito menos dos exames demorados e desconfortáveis. Ela se manteve sempre forte”, emociona-se Ademar.

Corrente do bem

O acompanhamento da pequena guerreira do bairro Dona Augusta vai prosseguir pelos próximos dois anos, com viagens semanais para Santa Casa em Porto Alegre até maio de 2020, quando terminam as sessões de quimioterapia. O pai que é industriário teve que pedir demissão para acompanhar a filha durante o tratamento e a mãe, cabeleireira tenta encaixar as clientes nos horários que está em Campo Bom. A família precisa de ajuda para arcar com os gastos com transporte, alimentação e estadia na capital durante o tratamento.

Como ajudar

Banco: Bradesco
Agência: 7176-5
Conta: 6737-7
Titular: Ademar Chionha

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  • Campo Bom segue enfrentando um inverno atípico. Nesta terça-feira (7), o município registrou temperatura mínima de 4,9°C e a 12ª geada de 2026, conforme dados da estação meteorológica local.

De acordo com o coordenador da estação meteorológica, Nilson Pedro Wolff, a cidade alcançou uma marca inédita nos últimos 42 anos. Já são 31 dias consecutivos em que apenas um único dia teve temperatura máxima igual ou superior a 20°C — os 21,9°C registrados em 27 de junho.

Outro dado que chama a atenção é a sequência de 20 dias seguidos com máxima abaixo dos 20°C, entre 7 e 26 de junho, superando o recorde anterior de 16 dias, registrado entre 20 de junho e 5 de julho de 1990.

Segundo Wolff, a sequência pode chegar a 33 dias até esta quarta-feira (8), caso as temperaturas permaneçam abaixo da marca dos 20°C.

Às 21h desta terça-feira, os termômetros já marcavam 6,9°C, indicando condições favoráveis para uma geada forte na manhã de quarta-feira. A geada registrada nesta terça foi considerada fraca, mas reforça a intensidade do inverno na região.

Para efeito de comparação, em todo o ano de 2025 foram registrados apenas seis dias com geada em Campo Bom. Em pouco mais da metade de 2026, esse número já dobrou, evidenciando um comportamento climático excepcional neste inverno.

📸 @nilsonpedrowolff 

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  • O atleta campo-bonense Douglas Pinho conquistou, no último domingo (28), o título da prova de 8km da Megarace, realizada no Jockey Club, em Porto Alegre. A competição marcou a primeira edição do evento na capital gaúcha e reuniu mais de 400 participantes apenas na distância mais longa, considerada a principal da programação.

A Megarace é reconhecida como a maior corrida de obstáculos do Rio Grande do Sul e tem se consolidado como importante termômetro para atletas da modalidade OCR (Obstacle Course Racing), que combina corrida em trilha com a superação de desafios físicos e técnicos ao longo do percurso. Entre os competidores, estavam inclusive representantes da seleção brasileira que, semanas antes, haviam participado do Campeonato Pan-Americano, o que elevou ainda mais o nível da disputa.

Para Douglas, esta foi a nona participação em edições da Megarace, mas a primeira vez no lugar mais alto do pódio. Até então, seu melhor resultado havia sido um vice-campeonato, desempenho que, inclusive, garantiu sua classificação para o Pan-Americano da modalidade. “Quando comecei a disputar a categoria, vencer parecia algo muito distante. Agora consegui alcançar um objetivo que era quase impensável”, destacou o atleta.

A conquista, segundo ele, representa mais do que um resultado esportivo, funcionando como motivação para novos desafios. “Isso renova meu espírito esportivo e mostra que posso vislumbrar cenários ainda maiores. É seguir evoluindo e me dedicando cada vez mais aos treinamentos”, afirmou.

Recentemente, Douglas também representou o Brasil no Campeonato Sul-Americano de OCR, realizado na Bahia, onde competiu na categoria elite ao lado de cerca de 55 atletas de diferentes países da América Latina. A experiência, conforme relata, foi decisiva para seu desenvolvimento. “Foi uma virada de chave. Consegui identificar meus pontos fortes, como força e resistência, mas também percebi a necessidade de evoluir tecnicamente, especialmente em obstáculos suspensos mais complexos”, avaliou.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Criado em 2009, em Campo Bom, o Projeto Criança Cidadã nasceu de uma inquietação simples: oferecer um caminho diferente para crianças em situação de vulnerabilidade social. Idealizado por André e Márcia Britto, o projeto começou de forma modesta, dentro da própria casa do casal, no bairro 25 de Julho, após perceberem que muitos jovens passavam o dia nas ruas, expostos a riscos como o envolvimento com drogas e a criminalidade.

Inspirados pela experiência de mais de duas décadas no movimento escoteiro, André e Márcia passaram a acolher crianças com atividades educativas e alimentação, estruturando, aos poucos, uma iniciativa que hoje se tornou referência. Dezessete anos depois, o projeto atende cerca de 1.600 crianças e adolescentes em diferentes regiões do Brasil e também no exterior, com unidades em Campo Bom, Novo Hamburgo, Ivoti, Panambi, Barretos – SP, Rio de Janeiro e Vitória da Conquista – BA, além de ações em Nova Deli – Índia, Huambo – Angola e Chiomio – Moçambique.

Mesmo com a expansão, o coração do projeto segue em Campo Bom, onde a estrutura foi recentemente ampliada. Em 2025, a instituição passou a contar com sede própria na Avenida Presidente Vargas, construída do zero, com acessibilidade e ambientes planejados para o desenvolvimento integral dos alunos. Antes disso, o projeto passou por espaços alugados e também por uma parceria junto ao Lar Colmeia.

No contraturno escolar, crianças e adolescentes de 6 a 15 anos participam das atividades por meio do Serviço de Fortalecimento de Vínculos e Convivência, que busca promover o desenvolvimento social, emocional e educacional. No local, são oferecidas oficinas esportivas, culturais e educacionais, como judô, balé, dança contemporânea, música, informática, inglês e espanhol, culinária, artes, ciências, atividades circenses e diversas modalidades esportivas. A estrutura do espaço conta ainda com playground, quadra poliesportiva e piscina aquecida, além de cozinha industrial para a prática das oficinas e refeitório.

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  • Em uma ação voltada ao cuidado com crianças em tratamento oncológico, o Lions Clube de Campo Bom, presidido por Leandro da Silva, uniu esforços com o Lions Clube Centro Novo Hamburgo e o Lions Clube Courocap para adquirir um veículo elétrico que foi oficialmente doado à AMO (Associação de Assistência em Oncologia).

O automóvel será destinado ao transporte de crianças de Campo Bom, Novo Hamburgo e demais municípios da região que realizam tratamentos contra o câncer. O serviço garantirá deslocamento diário, gratuito e seguro até hospitais e clínicas onde os pacientes passam por sessões de quimioterapia, radioterapia e exames médicos.

Além de reduzir os custos enfrentados pelas famílias, que muitas vezes precisam arcar com frequentes deslocamentos durante o tratamento, o veículo representa um importante reforço na proteção da saúde dos pacientes.

Segundo os organizadores da iniciativa, o transporte exclusivo evita que crianças com a imunidade comprometida devido ao tratamento fiquem expostas a vírus e bactérias presentes no transporte público, diminuindo os riscos de infecções durante esse período delicado.

A entrega do veículo reforça o compromisso dos Lions Clubes com ações de impacto social e evidencia a importância da atuação voluntária em parceria com entidades assistenciais. A iniciativa também fortalece o trabalho desenvolvido pela AMO no apoio a pacientes oncológicos e suas famílias, contribuindo para oferecer mais segurança, conforto e qualidade de vida durante o tratamento.

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  • Um projeto desenvolvido pela Turma 11 da Escola Municipal de Ensino Fundamental Borges de Medeiros está mobilizando estudantes, poder público e comunidade em torno de um tema de grande relevância social: a prevenção ao desaparecimento de crianças e adolescentes. Orientados pela professora Tamara Bissigo e pela auxiliar Vera Shaefer, os alunos realizaram uma ampla pesquisa sobre as causas do desaparecimento infantil e as formas de prevenção e proteção à infância.

Ao longo das atividades, a turma promoveu pesquisas, entrevistas, análise de dados estatísticos, elaboração de gráficos e ações educativas voltadas ao autocuidado e à segurança das crianças. O trabalho também abordou a importância de conhecer informações pessoais, identificar adultos de confiança e saber como agir em situações de risco.

Além do estudo sobre o tema, os estudantes pesquisaram a legislação brasileira relacionada à proteção da infância e às políticas públicas de enfrentamento ao desaparecimento infantil, compreendendo como esses instrumentos garantem os direitos de crianças e adolescentes.

Propostas chegaram à Câmara de Vereadores

Como resultado do projeto, os alunos elaboraram 10 propostas de ações voltadas ao município de Campo Bom, com foco na conscientização da população, fortalecimento das campanhas preventivas e ampliação da rede de proteção à infância.

As sugestões foram apresentadas ao vereador Jeferson Nunes, que levou as propostas para análise na Câmara de Vereadores. Após avaliação de viabilidade técnica e legal, cinco delas receberam parecer favorável e foram transformadas em indicações legislativas, passando a integrar os encaminhamentos oficiais do Legislativo Municipal.

A iniciativa demonstra como a participação das crianças pode contribuir para a construção de políticas públicas e reforça a importância da educação para o exercício da cidadania desde os primeiros anos escolares.

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Se para a maioria de nós a Copa do Mundo é acompanhada pela televisão, para o campo-bonense Luis André Natus Júnior, 30 anos, o maior espetáculo do futebol ganhou som, cor e emoção ao vivo, diretamente dos Estados Unidos. Natural de Campo Bom e atualmente morando no Rio de Janeiro, ele viveu, pela primeira vez, aquilo que por muito tempo parecia distante: assistir a uma Copa do Mundo de dentro dos estádios e entre torcedores de todas as partes do planeta.
Coordenador comercial em uma grande varejista brasileira, Luis viu o sonho começar a se tornar realidade de forma inesperada. A viagem surgiu como premiação após vencer uma competição interna da empresa, que levou os melhores coordenadores para acompanhar um jogo da Seleção Brasileira em Miami. Mas o que já era especial ficou ainda maior: aproveitando o período de férias, ele decidiu estender a experiência e seguiu viagem até Nova York, mergulhando ainda mais no clima do Mundial.
A estreia não poderia ser diferente. No estádio, ele acompanhou de perto a goleada da Seleção Brasileira em cima da Escócia pelo placar de 3 a 0. O jogo ocorreu no último dia 24 de junho, no Hard Rock Stadium, em Miami. Já em Nova York, viveu outra faceta da Copa ao assistir à emocionante virada brasileira por 2 a 1 contra o Japão, após sair perdendo na etapa inicial. O placar garantiu a classificação do Brasil para as oitavas-de-final. Luis acompanhou a partida em uma fan fest, cercado por torcedores de diferentes nacionalidades, todos unidos pela paixão pelo futebol.
Mais do que os jogos, no entanto, o que tem marcado profundamente a experiência são os encontros. Em meio à multidão, Luis construiu amizades improváveis e especiais. Conversou, trocou histórias e celebrou o futebol com escoceses, japoneses e tantos outros torcedores que, mesmo vindos de culturas diferentes, compartilham o mesmo entusiasmo. “Essa troca de experiências e amizades entre as nações é algo marcante”, resume.

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