Durante cinco anos, Solange Carina Blauth escreveu, releu, revisitou memórias e transformou experiências difíceis em palavras. Aos 59 anos, a campo-bonense apresenta ao público seu primeiro livro, Metamorfoses de uma Vida, uma coletânea de crônicas reais e reflexivas inspiradas em sua trajetória de violência psicológica, emocional e física. Mais do que revisitar o passado, a obra representa um caminho de consciência, libertação e recomeço.
Longe de ser uma narrativa de vitimismo, o livro propõe um olhar sobre histórias que muitas vezes permanecem escondidas atrás de silêncios, medos e situações naturalizadas. Para Solange, escrever foi também uma forma de compreender a própria caminhada e transformar a dor em uma possibilidade de acolher e alertar outras mulheres. “Ele não é uma história de vitimismo. É uma história de reconhecimento”, define a autora. É esse reconhecimento que conduz as páginas da obra, desde a identificação de sinais que podem passar despercebidos até a compreensão do ciclo abusivo e da possibilidade de reconstruir a própria história.
Organizado em capítulos, Metamorfoses de uma Vida aborda os sinais invisíveis da violência, o perigo silencioso dos relacionamentos abusivos e, finalmente, o renascimento possível após a libertação. Cada crônica reúne reflexões e frases autorais com o propósito de provocar no leitor não apenas emoção, mas também questionamento. “Escrevi este livro como um convite ao despertar, para reconhecer, refletir e talvez evitar que outras histórias precisem atravessar as mesmas sombras”, afirma Solange.
A autora espera que a obra alcance tanto mulheres que possam estar vivendo situações semelhantes quanto aquelas que nunca passaram por violência. Para ela, conhecer os sinais é também uma forma de prevenção. “Este é um livro que todas as mulheres deveriam ler, mesmo que não se encaixem, pois estar preparada para reconhecer sinais pode salvar a vida de outra pessoa”, destaca.
Ao longo da escrita, Solange buscou transcender o ódio e o sofrimento, transformando as próprias experiências em aprendizado. “Cada linha foi escrita com a alma”, resume.
O resultado é uma obra que fala sobre violência, mas não termina nela. Fala sobre a voz que insiste em sobreviver, sobre a coragem de ouvi-la e sobre a possibilidade de recomeçar. Para além da história individual da autora, o livro também pretende abrir diálogos familiares e ampliar a percepção sobre formas de violência que nem sempre são facilmente identificadas.
Metamorfoses de uma Vida será lançado em 26 de agosto, às 19 horas, no auditório da Escola Tiradentes, em Campo Bom. O livro poderá ser adquirido diretamente com a autora pelo perfil @solangeblauth.oficial ou pelo WhatsApp (51) 99160-0909. Posteriormente, a obra deverá chegar a livrarias e plataformas digitais.
Este é o primeiro livro de Solange, que já pensa em novas obras. Afinal, para ela, a metamorfose não representa apenas aquilo que ficou para trás, mas também tudo o que ainda pode nascer depois dela.




