O caso da bebê de 11 meses que sofreu queimaduras durante um banho na EMEI Casa da Criança, em Campo Bom, continua sendo investigado pela Polícia Civil. Em atualização divulgada nesta semana, a corporação informou que os elementos reunidos até o momento apontam para um fato de natureza culposa, sem indícios de que tenha havido intenção de causar as lesões. A profissional responsável pelo banho deverá responder criminalmente conforme prevê a legislação.
O caso ocorreu na manhã de sexta-feira, 10 de julho. Conforme apurado, a auxiliar levou a criança para o banho após a bebê apresentar um quadro de diarreia. A profissional relatou que verificou a temperatura da água com a mão e não percebeu que ela estivesse excessivamente quente. Em seguida, colocou a criança sentada na cuba utilizada para o banho. Poucos instantes depois, a auxiliar percebeu que algumas partes do corpo da bebê apresentavam vermelhidão. Na tentativa de aliviar o desconforto, foi aplicada uma pomada, porém, logo em seguida, começaram a surgir bolhas na pele da criança. Diante da gravidade da situação, a equipe da escola acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou os primeiros socorros e encaminhou a menina ao Hospital Dr. Lauro Reus.
A bebê sofreu queimaduras de segundo grau nas pernas, pés e região dos glúteos. O caso ganhou grande destaque após a mãe da criança relatar o ocorrido nas redes sociais e cobrar esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente.
Em nota divulgada na ocasião, a Prefeitura de Campo Bom informou que a equipe da escola prestou atendimento imediato à criança, comunicou a família e instaurou um procedimento administrativo interno para apurar os fatos.
No decorrer da semana, o Hospital Dr. Lauro Reus informou que a paciente apresentou boa evolução clínica e permaneceu sendo acompanhada por equipe especializada no tratamento de lesões de pele. Com a disponibilidade de um leito por meio da regulação estadual (Gerint), a criança foi transferida para um hospital de referência em tratamento de queimados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme o hospital, a transferência ocorreu exclusivamente para que a bebê pudesse dar continuidade ao tratamento em uma unidade especializada, e não em razão de agravamento do seu quadro clínico.
A auxiliar de ensino envolvida no caso, teve contrato encerrado com a prefeitura.Além disso, foi instaurada sindicância investigatória, pelo município, com o objetivo de apurar de forma técnica, imparcial e minuciosa todas as circunstâncias do ocorrido, mediante a oitiva dos envolvidos e análise dos elementos pertinentes.
Investigação
Segundo a Delegada Ariadne Langanke, desde que tomou conhecimento da ocorrência, a Delegacia de Polícia de Campo Bom realizou diligências na escola, coletou informações, ouviu as pessoas envolvidas e adotou as demais medidas necessárias para esclarecer as circunstâncias do caso.
Até o momento, os investigadores concluíram que não há indícios de ação intencional, caracterizando, em princípio, um fato de natureza culposa. Em razão disso, a auxiliar responsável pelo banho será responsabilizada na esfera criminal na forma da legislação vigente.
A investigação também busca esclarecer se houve alguma falha no equipamento utilizado. Para isso, foi determinada uma perícia técnica no chuveiro, que irá avaliar seu funcionamento e verificar se algum problema mecânico ou técnico pode ter contribuído para o acidente.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento até a conclusão de todas as diligências necessárias para o completo esclarecimento dos fatos.













