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Lições do passado para um futuro sustentável

Redação / AG por Redação / AG
10 de maio de 2024
em Comunidade
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Lições do passado para um futuro sustentável

Angélica Spengler/AG

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Nilson Wolf analisa as recentes enchentes e aponta para a importância da preservação ambiental e do planejamento urbano adequado

Enquanto as águas baixam e a comunidade se recupera dos estragos das enchentes de 2024, uma reflexão sobre os eventos catastróficos e suas causas se faz necessária.

Conversamos com Nilson Wolf, responsável da Estação Metrológica de Campo Bom, para compreender melhor os fatores que contribuíram para a magnitude dessas enchentes e as lições que podemos aprender para um futuro mais resiliente.

Previsões e consequências inimagináveis

“Não faço a previsão do tempo, mas sinalizei um evento sem precedentes em suas consequências”, relata Wolf. As enchentes de 2024 ultrapassaram todos os limites anteriores, afetando não apenas o Vale dos Sinos, mas também outras regiões. “Foi um evento de uma intensidade gigantesca, que não tem comparação com eventos anteriores”, destaca.

Urbanização e riscos ambientais

Para Wolf, a expansão urbana em áreas de risco é um problema central. “A urbanização em zonas de risco, como encostas de morros e áreas verdes, deve ser evitada a todo custo”, alerta. A interferência humana na natureza pode agravar o impacto das enchentes, tornando-as mais frequentes e intensas.

Eventos cíclicos e repetição histórica

As enchentes são eventos cíclicos, ocorrendo a cada década em Campo Bom. “Uma enchente da magnitude de 1941 era inevitável”, explica Wolf. O fenômeno El Niño do ano anterior contribuiu para a frequência e intensidade das enchentes em 2024, mas a história nos lembra que tais eventos são parte de um ciclo natural.

Lições para o futuro

Diante do cenário de mudanças climáticas e urbanização descontrolada, é crucial aprender com o passado para planejar um futuro mais sustentável. “Devemos preservar áreas de banhado e varzeas, pois desempenham um papel vital na absorção das águas das enchentes”, destaca Wolf. A conscientização sobre os impactos das atividades humanas no meio ambiente é fundamental para evitar tragédias futuras.

Fatores determinantes e desafios atuais

Wolf identifica o efeito El Niño e a estagnação de sistemas meteorológicos como fatores determinantes para a magnitude das enchentes de 2024. “A alta pressão quente e seca do centro do país impediu o avanço das frentes frias sobre o sul, resultando em chuvas intensas nas cabeceiras dos rios”, explica. Enfrentar os desafios climáticos requer uma abordagem integrada que combine medidas de mitigação e adaptação.

Rumo a uma gestão sustentável

À medida que nos recuperamos das enchentes de 2024, é hora de refletir sobre o futuro de nossas comunidades. A adoção de práticas sustentáveis, o planejamento urbano adequado e o respeito pela natureza são essenciais para construir sociedades mais resilientes e preparadas para enfrentar os desafios do século XXI. A lição das enchentes de 2024 é clara: só através da harmonia com o meio ambiente podemos garantir um futuro seguro e próspero para todos.

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  • EXCLUSIVO |✍️ @mairanpacheco 

Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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Destaques da edição impressa 🗞️

➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

➡️ Campo Bom na trilha do penta com Elias Weiss;

➡️ M’Bororé lança edição histórica do 25º Sarau de Arte Gaúcha.

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  • Que comecem os jogos ⛹️‍♀️🤾‍♂️🏃‍♀️⚽️🥋

#40olimpiadaestudantildecampobom

📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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  • AG CONTIGO | 29.03

➡️ Inscrições abertas para o curso básico de informática voltado à inclusão digital.

MAIS NOTÍCIAS EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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