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Alcoólicos Anônimos: um farol de esperança nas águas turbulentas do alcoolismo

Redação / AG por Redação / AG
28 de setembro de 2023
em Comunidade
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Alcoólicos Anônimos: um farol de esperança nas águas turbulentas do alcoolismo
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Em um grupo unido na superação do alcoolismo, nasce uma história de coragem e transformação

Por Giordanna Vallejos

Em maio de 1981, um grupo de pessoas decidiu pela iniciativa que preza a mudança positiva, um dia de cada vez. Essa é a história inspiradora do Grupo de Alcoólicos Anônimos (AA) de Campo Bom, uma jornada compartilhada de superação que mudou vidas. Nesta reportagem, exploraremos as experiências marcantes de seus membros, revelando a força da união na busca pela sobriedade.

A fundação do grupo

Há mais de quatro décadas, o grupo teve sua origem por uma necessidade urgente. “O pessoal tinha que se deslocar para São Leopoldo, Porto Alegre, então foi formado no dia 19 de maio de 1981 o grupo de Campo Bom. Porque já existiam alguns companheiros daqui que iam em outras cidades”, explica ele.

Em um local discreto e com total anonimato, a cada semana, os membros do grupo se reúnem para compartilhar suas batalhas pessoais com o alcoolismo. “As reuniões funcionam semanalmente. O pessoal chega na reunião muitas vezes pesado daquela semana, do dia a dia e desabafa. Todos escutam, ninguém julga ninguém”, explica um membro.

A literatura do AA é uma ferramenta fundamental no processo de recuperação. Algumas reuniões têm enfoque nos estudos dessa literatura, criada por outros alcoólicos, facilitando no processo de identificação. Além disso, também existem os grupos para familiares e crianças dos alcoólicos. Em Campo Bom, existe uma média de 15 pessoas frequentando as reuniões.

Álcool: uma droga presente

Dois participantes relatam um problema social em relação a bebida, que tem seu consumo estimulado culturalmente. “Muitas vezes o álcool é como se fosse um rito de passagem para o homem, é meio cultural. E alguns partem para o lado da dependência. O álcool está por toda a parte, a sociedade te incentiva a consumir álcool, mas quando dá problema, te deixam de lado”.

Para o outro membro, um agravante são pais que oferecem bebida aos filhos. “Muitas vezes quem fornece a bebida para a criança e para o adolescente são os pais. Meu pai me abriu as portas com a espuminha da cerveja, com a caipirinha. Se parar para refletir, a sociedade oferece uma droga para crianças”, disse ele.

Vidas transformadas no AA

“Participo desde 1999, comecei porque minha vida estava fora de controle, eu vivia para beber. Hoje posso ir mal para a reunião e sei que sairei bem, pois sei que pertenço, que tenho amizades. Se vou num lugar e as pessoas estão bebendo, hoje tenho condições de pensar que não quero, não devo e não posso”.

“Vim porque eu não tinha mais domínio sobre isso e eu vim para o AA para parar de beber, mas ganhei uma vida nova através disso. Realmente acontece um milagre, um dia de cada vez. Para quem tem a doença do alcoolismo a nossa programação funciona perfeitamente”.

Escolha diária

O membro do AA, compartilha dicas para auxiliar nesse processo, além de participar do grupo. “Quem está no começo do processo da sobriedade é bom trocar os lugares, cuidar com as amizades, os hábitos. No AA temos padrinhos, que podemos ligar caso sentirmos vontade de beber, e eles nos ajudam. Também, se tu comeres um doce, o álcool não apetece mais. Se tem uma festa, fica com teu copo de água na mão, para ninguém vir oferecer algo”, explica ele.

Em um mundo onde o alcoolismo muitas vezes permanece oculto, o grupo de Alcoólicos Anônimos de Campo Bom e de tantas outras cidades, ilumina o caminho da recuperação. Unidos pela força da irmandade e do compartilhamento de experiências, eles provam que a sobriedade é uma jornada possível. Por meio do apoio mútuo, eles encontram esperança, transformação e, acima de tudo, a coragem de dizer: “Um dia de cada vez”.

Onde encontrar

Em Campo Bom, grupo de AA se encontra na Av. Voluntários da Pátria, 121, entrada pela lateral, às 19h30, nas sextas-feiras. No mesmo local, porém em uma sala diferente, também as sextas-feiras às 19h30, ocorrem as reuniões de Al-ANON para apoio de familiares e amigos de alcoólicos. Existe o contato de plantão, que funciona 24h pelo WhatsApp (51) 99612.8040.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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