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A cidade pelos olhos do gestor

Redação / AG por Redação / AG
31 de janeiro de 2022
em Comunidade
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Em entrevista exclusiva, prefeito fala sobre seu primeiro ano do segundo mandato

Luana Quintana/AG

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O AG conversou com o prefeito Luciano Orsi (PDT), que administra o município pela segunda vez. Ele traz a avaliação deste período de mandato, além das expectativas para os anos que virão.

Jornal A Gazeta: Nestes anos de gestão, quais os desafios, conquistas e a sua avaliação deste período?
Luciano Orsi:
O meu objetivo é fazer a cada dia, de Campo Bom, uma cidade mais equilibrada, que cresce e mantem a qualidade de vida. E para isso, é indispensável que se tenha um olhar especial sobre todos os setores. Mantemos o propósito de que todas as áreas dialoguem e evoluam, principalmente, nos pontos mais frágeis.
Sempre trabalhamos com os pés no chão para, no fim, termos oportunidades que darão sustentabilidade e desenvolvimento para o nosso município. Hoje, Campo Bom possui uma matriz produtiva diversificada, com uma boa base que se tinha, conseguimos evoluir fazendo da nossa cidade um bom ambiente de negócios para as nossas empresas e nos tornando mais interessante, para atrair novos investimentos. Ainda temos muitas conquistas e importantes passos a dar, mas esse trabalho harmônico, sem dúvidas, é parte fundamental do nosso crescimento. Minha avaliação é de que avançamos muito através de uma gestão transparente e comprometida com a cidade.

AG: O que te motivou a se candidatar a prefeito da nossa cidade?
Orsi:
A minha motivação vem de um espírito que eu sempre tive, o espírito de comunidade, de sempre querer ajudar. Sempre acreditei e acredito muito nesta força de transformação. Com a minha experiência de professor de Educação Física, de advogado, de empresário e morador campo-bonense, pude perceber a angústia das pessoas e percebi que eu poderia, talvez, contribuir com a gestão do município. Claro, tem a questão familiar, da minha mãe e do meu irmão, que viviam fortemente a política, então lá em casa nunca ficamos alienados das questões políticas. Tudo que acontecia, mesmo que não estivessem envolvidos, era discutido com nosso senso crítico. Acredito ter sido isso que despertou em mim o desejo de contribuir e me motivou a me candidatar. A partir daí, poder buscar espaço e poder fazer mais pela nossa cidade. Eu sou um filho genuíno de Campo Bom e esse amor pela cidade, que carrego comigo, me mantem motivado.

AG: Com um olhar para o futuro, quais as perspectivas e em quais áreas a gestão vai concentrar seus esforços?
Orsi:
O olhar do futuro é o que eu tenho desde 2017. E esse olhar e as perspectivas são construídas em um conjunto de ações. O nosso modelo de trabalho, que acredita neste conjunto de ações tem mostrado a força do município e a força da nossa gestão. Ver essa cidade crescer e se desenvolver de maneira ordenada e equilibrada é o foco do meu trabalho e da minha equipe, por uma Campo Bom ainda mais promissora no futuro. Eu acredito em um equilíbrio fiscal, orçamentário e muita qualidade de vida. O equilíbrio dessas coisas sustenta as políticas públicas, que geram qualidade de vida, que é o que nós queremos, é o ponto principal poder oferecer qualidade ao cidadão.

AG: Como você vê a nossa Campo Bom, do passado e do presente?
Orsi:
Eu vejo Campo Bom como uma cidade que tem uma trajetória de sucesso. Desde o início dos tempos, a nossa cidade foi uma referência em diversas áreas. Inicialmente ficou conhecida pelo seu pioneirismo e hoje creio que o município tem uma diversidade interessante de produção e trabalho. Para o futuro, a minha visão é de uma cidade sustentável, que não tenha superpopulação e que tenha uma boa qualidade de vida. Essa sustentabilidade significa que todos possam ter oportunidades e que essas oportunidades possam te levar para frente, de forma equilibrada.

AG: Que mensagem deixa à cidade nesta data comemorativa?
Orsi:
Minha mensagem é de otimismo. Eu só tenho expectativas positivas para Campo Bom. Acredito que estamos no caminho de um excelente futuro. O povo campo-bonense é diferenciado e muito especial. Sem dúvidas que as nossas conquistas como cidade, são reflexo da nossa gente que é comprometida, solidária e batalhadora, que busca evoluir. Este é o legado que buscamos deixar para o nosso futuro: de amor por essa cidade.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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➡️ Campo Bom realiza testes de materiais na pavimentação das vias. 

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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