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Governador Eduardo Leite anuncia bandeira preta até 22 de março

Redação / AG por Redação / AG
5 de março de 2021
em Saúde
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Eduardo Leite confirma mais uma semana de bandeira preta no Estado

Crédito: Divulgação/Governo do Estado

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Após reunião com representantes da Federação dos Municípios do Estado (Famurs) e associações de municípios gaúchos, o governador decidiu por manter bandeira preta em todo o Rio Grande do Sul até o dia 22 de março. Portanto, serão mais duas semanas com restrições severas, pelo risco altíssimo ao coronavírus, no sistema de distanciamento controlado. Além disto, a cogestão, que permitia flexibilizar o comércio e serviços com protocolos da bandeira inferior, continua suspensa até o dia 22.

O governador apresentou dados técnicos comprovando a piora nos números da pandemia e a tendência de agravamento para os próximos dias. Segundo o presidente da Famurs, o ex-prefeito de Taquari, Maneco Hassen, não devem ocorrer mudanças substanciais nos atuais protocolos. Ele disse que, mesmo que a decisão não tenha tido unanimidade entre os prefeitos, todos reconheceram que o momento é de gravidade.

Além do crescimento nos casos, internações e mortes, que motivaram a decisão, existe a preocupação com os reflexos para a economia. Uma das novidades é de que a venda presencial de produtos não essenciais será proibida no comércio, como de eletroeletrônicos e itens de bazar, só sendo autorizado o delivery.  A restrição à comercialização desses itens, principalmente em supermercados, a partir de segunda-feira, visa reduzir a circulação nos estabelecimentos.

Saiba como fica em Campo Bom

RESUMO – DECRETO COVID | Decreto Municipal 7.008/2021

Vigência dos protocolos até 21/03 | Proibição de atividades das 20h às 5h até 31/03

ATIVIDADES PROIBIDAS:

● Qualquer tipo de alimentação no estabelecimento, seja restaurante, lancheria ou similar (exceto em restaurantes em beira de rodovias);
● Serviço de Buffet;
● Comércio de Veículos;
● Comércio não essencial (atacado, varejo);
Ex : bazares, roupas, calçados, bijuterias, acessórios, brinquedos, perfumaria, tecidos, flores, artesanato, móveis, eletrodomésticos…
● Cursos profissionalizantes, cursos de idiomas, cursos de música e similares, ensino fundamental do 3º ao 9º ano, ensino médio e ensino superior de forma presencial, somente remoto;
● Teatros, Auditórios, Casas de Shows, Casas de Espetáculos, CTGs, Circos e similares em ambiente fechado ou aberto;
● Eventos sociais;
Utilização ou permanência em áreas públicas;
● Quadras de esportes coletivos;
● Utilização de áreas comuns de condomínios;
● Pet shop;
● Salões de Beleza e Barbearias;
● Academias, estúdio de pilates e centro de treinamento físico:

PERMITIDO:

● Locais Públicos: 50% de lotação – Apenas circulação; Proibida Permanência;
● Restaurantes, Lancherias, Lanchonetes, Sorveterias, Bares e similares: 25% dos trabalhadores. Apenas tele entrega, Pegue e leve e Drive-thru no período entre 05 h e 20 h, apenas na modalidade tele entrega no período entre 20 h e 5 h;
● Comércio essencial (mercados, farmácias, padarias, madeireiras, ferragens, lojas de material de construção, postos de combustível): presencial restrito, tele entrega, pegue e leve e drive-thru; 1 pessoa a cada 8 m²;
Obs: a atividade essencial deve constar na atividade principal do CNPJ;
● Manutenção e Reparo de Veículos: 1 pessoa a cada 8 m²; presencial restrito;
● Missas, cultos religiosos e similares: 25% dos trabalhadores, sem público, apenas gravação de live – limitado às 20h;
● Indústria: 75% a 100% dos trabalhadores, dependendo a atividade;
● Lavanderias: 25% dos trabalhadores, atendimento presencial restrito, tele-entrega e pegue e leve;
● Construção Civil: 75% dos trabalhadores;
● Bancos e Lotéricas: 50% dos trabalhadores;
● Imobiliárias: 25% dos trabalhadores;

PERMITIDO após as 20h:

● Serviços essências da administração pública;
● Postos de combustível, exceto loja de conveniências;
● Funerárias;
● Farmácias;
● Hospitais e Clínicas médicas;
● Serviços Agropecuários, Veterinário e Clínicas com permanência de animais;
● Assistência social em atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade;
● Hoteis e similares;
● Restaurantes para alimentação de transportadores de cargas e passageiros, localizados em rodovias: 50% de ocupação;
● Serviços de Tele-entrega;

Sem lockdown

Mesmo que prefeitos de alguns municípios do Estado, como do litoral norte e até do Vale dos Sinos, estudem a possibilidade e até tenham decidido por lockdown, com o fechamento de todas as atividades econômicas no final de semana, visando conter o crescimento da pandemia, isso não deve ser uma decisão em nível de Estado.

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  • Os vereadores de Campo Bom aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária desta segunda-feira (27), um projeto de lei que determina a suspensão da cobrança da tarifa de abastecimento de água em situações de descontinuidade do serviço ou quando o fornecimento ocorrer fora dos padrões de potabilidade.

A proposta, assinada por todos os parlamentares da Câmara Municipal, representa mais um passo no trabalho de fiscalização dos serviços prestados pela Corsan e agora segue para sanção do prefeito Giovani Feltes.
O projeto tem como objetivo garantir que a cobrança da tarifa ocorra apenas quando o serviço for prestado de forma eficiente, contínua e segura. A medida também busca coibir falhas e inadequações no abastecimento, prevendo a criação de um mecanismo administrativo que permita à Prefeitura suspender a cobrança sempre que forem constatadas irregularidades.

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram, por unanimidade, uma moção de repúdio à Aegea/Corsan, em razão da precariedade do serviço prestado no município.

Além disso, foram aprovados três pedidos de informação, três requerimentos, dois projetos de lei e uma moção. A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Gabriel Colissi, que apresentou dados e detalhou as ações do município em relação ao atendimento às pessoas em situação de rua.

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  • Inicia nos próximos dias, o calendário anual de podas de árvores, com cronograma organizado por regiões da cidade. O cronograma começa no dia 29 de abril e segue até 7 de maio, atendendo moradores da região Centro Norte e parte do bairro Genuíno Sampaio, abrangendo a área entre as avenidas Brasil, dos Estados e Emílio Vetter.

Na sequência, entre os dias 5 e 14 de maio, os serviços contemplam a região Centro Sul e parte do bairro Celeste, incluindo o trecho localizado entre as avenidas Brasil, Independência, Willy Reichert e Gustavo Vetter. A Administração Municipal reforça que os moradores devem realizar as podas dentro do período estabelecido para cada região e depositar os materiais corretamente nas calçadas, exclusivamente nos dias programados para recolhimento. O descarte fora do cronograma é considerado irregular e pode resultar em multa.

A Prefeitura orienta ainda que apenas resíduos de poda devem ser descartados, sem mistura com outros tipos de lixo. O cronograma poderá sofrer alterações em caso de condições climáticas desfavoráveis. Para os moradores que não puderem aguardar o período previsto para sua região, os resíduos podem ser destinados diretamente à Horta Comunitária da Aurora ou ao espaço ao lado da Usina de Reciclagem, na Estrada do Mônaco.

A Administração Municipal destaca ainda que a poda corretiva nas calçadas, quando necessária, é realizada pelo próprio município, contribuindo para a manutenção adequada da arborização urbana e reforçando o compromisso com a organização da cidade, a preservação ambiental e a colaboração entre poder público e comunidade.

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Casos de multas registradas em cidades onde o proprietário nunca esteve ou em que o veículo nem saiu da garagem estão se tornando mais comuns no Rio Grande do Sul. Esse tipo de ocorrência pode sinalizar a clonagem de placas, um crime usado por quadrilhas para esconder veículos roubados ou furtados.

A reportagem do Jornal A Gazeta foi procurada por um morador do bairro Porto Blos relatando ter recebido uma notificação de multa emitida pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de São Paulo (DER-SP). No documento consta a aplicação penalidade em decorrência da não utilização do cinto de segurança pelo condutor do veículo na cidade de Ubatuba, em 21 de janeiro de 2026. No entanto, de acordo com o leitor multado, o veículo nunca esteve em Ubatuba.

Ao receber uma notificação suspeita, o primeiro passo é agir rapidamente. A orientação é registrar um boletim de ocorrência relatando a possível clonagem e reunir documentos que provem a irregularidade. Os principais itens exigidos são: vistoria do Detran RS, cópia do Certificado de Registro do Veículo, do CRLV, documento de identificação do proprietário, cópia da multa suspeita e fotos do veículo (frente, traseira e laterais).

Segundo o advogado Allan Dyego Pimentel, formalizar o caso é essencial para evitar prejuízos maiores. “Quando o proprietário encontra uma multa ligada a um veículo que não estava sob sua posse ou em um local diferente, é bem provável que esteja diante de um caso de clonagem de placa. Nessas situações, o primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, pois esse documento será a base para todas as medidas administrativas e judiciais posteriores”, destaca.

Após o registro, o proprietário deve apresentar defesa junto ao órgão que aplicou a multa, anexando provas que mostrem a impossibilidade da infração, como comprovantes de localização, registros de pedágios ou imagens. Também é possível pedir a abertura de um processo administrativo para investigação, incluindo a análise de imagens do veículo infrator.

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  • A interferência de moradores de rua nas atividades do comércio, os furtos a residências, escolas e empresas e a sensação de insegurança preocupam lojistas e empresários de Campo Bom. Na última quinta-feira (16), o Comitê da Regional da ACI em Campo Bom reuniu-se com representantes da Brigada Militar, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, da administração municipal e do Consepro para debater o tema e definir ações preventivas em conjunto.

Uma das ações em estudo é o desenvolvimento, nos próximos meses, de uma campanha para estimular a população de Campo Bom a fazer o registro de furtos e roubos. Com indicadores mais realistas, as forças de segurança poderão atuar com mais eficiência na prevenção e no combate aos crimes.

Débora Trierweiler, proprietária da Farmácia Apoteka e integrante do Comitê Regional da ACI e do Consepro de Campo Bom, relata que comerciantes têm enfrentado situações difíceis com moradores de rua na área central, além de furtos e transtornos, que também são registrados em bairros.

O secretário municipal de segurança e trânsito, Fernando Lehnen, afirma que a legislação limita a ação das forças de segurança, mas, ainda assim, a Guarda Municipal tem feito operações de fiscalização e identificação de pessoas com histórico de crimes. Um dos locais que são alvo é um galpão junto ao Parcão, onde moradores de rua se reúnem e pressionam a população do entorno.

A maioria dos moradores de rua é dependente química e conhecida das forças de segurança. “Somente a ação dos órgãos de segurança não basta. É necessário apoio psicológico, ação integrada com outras áreas e, em alguns, casos, internação compulsória, que deve ser autorizada por familiares”, explica.

Conforme a vice-prefeita Gênifer Engers, 44 pessoas em situação de rua estão cadastradas no CRAS (já foram 110) e recebem auxílio, como banho e alimentação. Pelos menos três já foram encaminhadas a empregos, mas permaneceram por pouco tempo. “Sabemos dos impactos à comunidade, estamos atentos a situação e estudamos ações”, informou.

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Moradora de Campo Bom desde 1983, a engenheira industrial química Vanda Ferreira Ribeiro tem se dedicado a um tema cada vez mais urgente: a poluição por microplásticos no meio ambiente. Atualmente em pesquisa de pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela desenvolve uma análise com relação à presença dessas partículas no solo de áreas conhecidas da cidade, como o Parque do Trabalhador, o Parcão e a região onde o Arroio Schmidt encontra o Rio dos Sinos.

O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. “Escolho locais que fazem parte da rotina da população para mostrar que o problema está aqui, perto de nós”, explica. A pesquisa, realizada há cerca de um ano, busca identificar microplásticos com tamanhos de até 0,2 milímetros, invisíveis a olho nu, mas com potencial de causar impactos ao meio ambiente e à saúde ao longo do tempo.

Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros, originados tanto da degradação de materiais maiores, como embalagens, fibras e pneus, quanto de produtos já fabricados em tamanho reduzido, como microesferas presentes em cosméticos. Segundo a pesquisadora, mesmo quando não são visíveis, eles continuam presentes e interagem com o meio ambiente. “A poluição não deixa de existir só porque não conseguimos enxergá-la”, destaca.

O estudo também está ligado à preservação dos banhados, áreas úmidas fundamentais para o equilíbrio ambiental. Esses locais funcionam como “esponjas naturais”, ajudando a reduzir alagamentos e armazenando carbono no solo, o que contribui diretamente no combate às mudanças climáticas. No entanto, no Vale do Sinos, mais de 70% dessas áreas já foram perdidas, e as que restam sofrem com a pressão da urbanização e o acúmulo de resíduos.

Além da pesquisa acadêmica, Vanda busca conscientizar a população sobre o descarte correto de resíduos e o consumo consciente. Para ela, pequenas atitudes fazem diferença no dia a dia. “Temos coleta de lixo, mas ainda falta a cultura de não jogar resíduos nas ruas. O que não é recolhido acaba nas bocas de lobo e segue para arroios, banhados e rios”, alerta.

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