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Novo modelo de distanciamento social entra em operação; veja como funciona por setor

Redação / AG por Redação / AG
15 de maio de 2020
em Comunidade
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Novo modelo de distanciamento social entra em operação; veja como funciona por setor

Divulgação

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O Rio Grande do Sul adotou um novo modelo de distanciamento social controlado, desde segunda-feira, 11. O sistema estabelece protocolos de prevenção à disseminação do Coronavírus conforme a cor da bandeira de cada uma das 20 regiões a que o estado foi dividido. Algumas medidas são gerais e devem ser obedecidas por todos os moradores de qualquer cidade, como a adoção de máscaras que protejam as vias respiratórias e o afastamento entre as pessoas por cerca de 2m de distância.

Campo Bom foi incluída no rol de cidades com risco médio de contágio, conforme o modelo de distanciamento controlado apresentado sábado, 9 pelo governo do Estado. Baseado na segmentação por regiões e por setores de atividade econômica, o método prevê quatro níveis de restrições, representados por bandeiras nas cores amarela, laranja, vermelha e preta, que irão variar conforme a propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde em cada uma das regiões.

Região 7

O município recebeu a cor laranja, ficando na Região 7, junto com os munícios de Novo Hamburgo, Araricá, Dois Irmãos, Estancia Velha, Ivoti, Lindolfo Collor, Morro Reuter, Nova Hartz, Portão, Presidente Lucena, Santa Maria do Herval, São José do Hortêncio, São Leopoldo e Sapiranga o que significa estar com um dos dois cenários: média capacidade do sistema de saúde e baixa propagação do vírus ou alta capacidade do sistema de saúde e média propagação do vírus. Pela classificação, comércios, indústrias e serviços terão de seguir regras de funcionamento menos rigorosas do que as cidades classificadas com a bandeira vermelha, por exemplo. O programa de distanciamento controlado prevê, nos casos mais críticos, bandeira preta. Em Campo Bom está permitido, por exemplo, o funcionamento do comércio em geral, desde que atendidas restrições de público e redução de funcionários. Vale tanto para estabelecimentos na rua quanto centros comerciais. “A maior parte das medidas, embora elas tenham alguns detalhamentos conforme a área, em média estão dentro do que já estávamos utilizando em Campo Bom como distanciamento e o uso de EPEIs. Mas possivelmente teremos que fazer algumas adaptações levando em consideração as peculiaridades do município e as medidas que já vinham sendo tomadas”, afirmou o prefeito Luciano Orsi.

Segundo Orsi, o modelo permitirá a flexibilização ou endurecimento de regras com base no impacto semanal do Coronavírus na região. “Acredito que fomos classificados na bandeira laranja devido aos índicies apresentados pelos municípios vizinhos, mas o importante é que estamos dando um passo para a melhor convivência entre atividade econômica e a proteção à vida”, pontua.

Bandeira Laranja

Confira o que pode ou não funcionar em Campo Bom

• Casas noturnas, bares e pubs: Fechados
• Eventos, teatro, cinema: Fechados
• Academia de ginástica: pode operar com 25% dos trabalhadores e seguindo protocolos da Secretaria de Saúde.
• Clubes sociais, esportivos e similares: Fechados
• Reparação e manutenção de objetos e equipamentos: pode operar com 50% dos trabalhadores seguindo protocolos.
• Lavanderias: pode operar com 50% dos trabalhadores.
• Serviços de higiene pessoal (cabeleireiros e barbeiros): podem operar com 25% dos trabalhadores.
• Bancos, lotéricas e similares: podem operar com 75% dos trabalhadores.
• Missas e serviços religiosos: podem ocorrer com 25% do público.
• Imobiliárias e similares: pode operar com 50% dos trabalhadores.
• Serviços de advocacia, contabilidade, consultoria e similares: pode operar com 50% dos trabalhadores.
• Comércio de veículos: pode operar com 50% dos trabalhadores.
• Manutenção e reparação de veículos: pode operar com 50% dos trabalhadores.
• Comércio atacadista não essencial (rua): pode operar com 50% dos trabalhadores.
• Comércio varejista não essencial (rua): pode operar com 50% dos trabalhadores.
• Centros comerciais e shoppings: pode operar com 50% dos trabalhadores e 50% da capacidade de público.
• Comércio Varejista de Produtos Alimentícios: pode operar com 75% dos trabalhadores.
• Comércios varejistas e atacadistas de serviços essenciais: podem operar com 75 % dos trabalhadores.
• Construção Civil: pode operar com 50% dos trabalhadores.
• Indústrias de alimentos e bebidas: pode operar com 100% dos trabalhadores seguindo protocolos da Secretaria Estadual de Saúde.
• Transporte coletivo urbano: pode operar com 60% dos assentos.
• Transporte intermunicipal: pode operar com 75% dos assentos ocupados.
• Restaurantes a la carte, lanchonetes e Padarias: podem operar de forma presencial, com 50% dos trabalhadores e seguindo protocolos de saúde.
• Restaurantes buffet: Fechados
• Hotéis e similares: podem operar com 50% dos quartos.

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Celebrado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é mais do que uma data no calendário: é um convite à valorização de quem, com dedicação diária, constrói e movimenta a comunidade. Em Campo Bom, o trabalho sempre foi um dos pilares do desenvolvimento, presente nas mais diversas áreas; da indústria ao comércio, da educação aos serviços, do empreendedorismo às iniciativas que nascem dentro de casa.
A origem da data remete ao final do século XIX, a partir de mobilizações de trabalhadores por melhores condições de trabalho, especialmente a redução da jornada para oito horas diárias. O marco histórico foi a Revolta de Haymarket, nos Estados Unidos, que se tornou símbolo da luta por direitos trabalhistas em todo o mundo. Desde então, o 1º de maio passou a ser reconhecido internacionalmente como um dia de reflexão, memória e valorização da classe trabalhadora.
Parte dessa história passa, inevitavelmente, pela força da indústria calçadista. Por décadas, o setor do calçado foi a principal engrenagem econômica do município, responsável por gerar empregos, renda e oportunidades para milhares de famílias. Nas linhas de produção, homens e mulheres ajudaram a consolidar a identidade de uma cidade reconhecida pela sua capacidade produtiva e pelo espírito trabalhador de sua gente.
Hoje, mesmo diante das transformações do mercado e da diversificação das atividades econômicas, o legado permanece vivo. Novas profissões surgem, outras se reinventam, e o conhecimento se torna ferramenta essencial para acompanhar as mudanças. Ainda assim, o valor do trabalho segue o mesmo: dignificar, gerar pertencimento e impulsionar o crescimento coletivo.
Mais do que números ou setores, o trabalho aparece no cotidiano: na porta que abre cedo, na máquina que começa a rodar, no atendimento que acolhe, na ideia que vira sustento. É ele que conecta histórias, sustenta famílias e dá ritmo à cidade. Neste Dia do Trabalhador, o reconhecimento está na soma silenciosa de esforços que, todos os dias, fazem a cidade seguir em frente.

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➡️ 1º de maio: a força de quem faz Campo Bom acontecer;

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📷 Briane Colissi e Mairan Pacheco/AG
  • A 40ª Olimpíada Estudantil de Campo Bom teve sua abertura oficial na manhã desta quinta-feira (30), no Ginásio do CEI, marcando o início de mais uma edição do maior evento esportivo estudantil do município.

Com expectativa de mais de 9 mil inscrições ao longo do ano, a competição reúne estudantes das redes municipal, estadual e privada em diversas modalidades esportivas, promovendo integração, espírito esportivo e formação entre os jovens.

A cerimônia contou com o tradicional acendimento da pira olímpica e homenagens a pessoas que contribuíram para a história da Olimpíada ao longo de suas quatro décadas.

As disputas seguem até novembro, com encerramento e premiação dos destaques de cada categoria.

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 30 de Abril.

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A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Amarelinha, no bairro Porto Blos, recebe mais de 130 crianças, desde o berçário até o pré-2, acolhendo os pequenos de 0 a 5 anos. É neste palco de desenvolvimento desde os primeiros passos que a escola se destaca por uma ideia que reúne literatura, representação e construção de cidadania: a Afroteca.

Idealizada em 2023, a Afroteca nasceu da reformulação da biblioteca escolar, com o intuito de ampliar os debates sobre questões étnico-raciais no ambiente educativo.

O projeto ganhou ainda mais força em 2025, motivado pelas discussões pedagógicas e pelas experiências relatadas pela professora do Projeto da Diversidade. A troca de ideias entre a equipe, somada ao entusiasmo geral, levou à criação de um espaço especial no saguão da escola. O local, que antes abrigava a Geladeira Literária, ação que permite o empréstimo de livros pela comunidade, passou a receber também obras que valorizam diferentes etnias, ampliando o acesso à diversidade cultural.

Além dos livros, a Afroteca reúne instrumentos, brinquedos, tecidos e outros materiais que conversam com as histórias disponíveis no acervo, proporcionando uma experiência sensorial e educativa. As obras não são exclusivas do público infantil, sendo acessíveis também aos adultos que frequentam o espaço.

A formação do acervo contou com sugestões vindas de cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação, além da participação de membros da escola em eventos como o projeto Descolonizando Saberes e o Simpósio de Educação Infantil, que trataram do tema em oficinas e palestras. Entre os critérios de seleção, destaca-se a valorização de autores negros, fortalecendo a representatividade nas histórias apresentadas às crianças.

Com uma proposta pedagógica focada na educação antirracista, o projeto vai além do cumprimento de regras e se integra à vida da escola.

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