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Longe de casa, imigrantes buscam qualificação para se reinserirem no mercado de trabalho

Redação / AG por Redação / AG
8 de outubro de 2019
em Comunidade, Educação
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Longe de casa, imigrantes buscam qualificação para se reinserirem no mercado de trabalho
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Quase 200 anos depois da chegada dos primeiros imigrantes alemães, a região que preserva com orgulho a memória dos seus antepassados segue acolhendo quem deixa seu país de origem em busca de uma vida melhor. Hoje são famílias haitianas que chegam todas as semanas à Campo Bom e encontraram no município um grupo de voluntários dispostos a colaborar para o recomeço da nova vida no Brasil.

Há cerca de quatro meses, um grupo de amigos deu início a um projeto que oferece aulas de português, corte e costura e artesanato para estrangeiros. A ação é voluntária, e as atividades são gratuitas.

Conhecimento compartilhado

A ideia surgiu a partir de uma inquietação de Marcia Ferreira Bueno, ao receber diariamente na Igreja Batista Independente de Campo Bom imigrantes à procura de emprego e de uma vida mais digna. “Há cerca de três anos atendemos as pessoas que chegam do Haiti, com doações de cestas básicas, material escolar, mas, isso não estava suprindo realmente a necessidade deles. E como a língua ainda é uma grande barreira a ser ultrapassada em conversa com membros da igreja surgiu a ideia que prontamente foi abraçada por todos”, revelou Marcia, coordenadora do projeto.

Coincidências à parte, através de amigos a professora aposentada de Língua Portuguesa Isabel Demboski , moradora de Novo Hamburgo ficou sabendo do projeto e se voluntariou para dar o pontapé inicial na inciativa. Hoje, cerca de 40 pessoas frequentam às aulas todos os sábados das 14hs às 17hs na sede da igreja.

Se a língua pode ser a primeira barreira para um imigrante, a saudade e a distância da família são as barreiras incontornáveis e fundamentais para o recomeço em um novo país. Para alguns imigrantes que chegam em terras campo-bonenses, a aposentada oferece uma calorosa e transformadora ajuda para amenizar essas duas questões: além de dar aulas voluntárias de português, Isabel indica aos alunos outros cursos, acompanha em entrevistas de emprego ou simplesmente oferece um ombro amigo em momentos difíceis. “A gente se dá conta de que o mundo todo é uma grande família porque quando a gente tá junto não há diferença e eles só querem uma oportunidade”, garante Isabel.

Por ser formada em português e ter conhecimento em francês, a voluntária está conseguindo ajudar os que precisam aprender rapidamente a nova língua. “O que eu não sei, pesquiso na internet”, explica. Uma das pesquisas mais difíceis para a professora foi sobre uma das línguas naturais faladas por quase toda a população do Haiti, o crioulo haitiano, também conhecido como créole. “Estou aprendo através de vídeos no YouTube, e os alunos me ajudam também na pronúncia”, revela.

Recomeço

O Rio Grande do Sul abriga hoje cerca de oito mil haitianos, segundo levantamento de uma associação que acolhe imigrantes no estado. Kesnel Altina, 37 faz parte do grupo.

Em Campo Bom desde 2015, o haitiano encontrou apoio de muita gente para superar os desafios de ser um imigrante. Além do acolhimento dos compatriotas já instalados, foi importante o trabalho de voluntários da entidade. “Sou grato ao Brasil e às pessoas que acreditam na minha capacidade”, afirma Altina. Acadêmico de Engenharia Agronômica no Haiti, Kesnel atualmente está desempregado.

“Para conseguir um trabalho melhor, é preciso dominar o idioma. Esse é o primeiro desafio”, avalia o universitário que só conseguiu oportunidades como encanador e eletricista.

Antes professor de Ensino Superior o engenheiro agrônomo que fala quatro idiomas (inglês, francês, espanhol e crioulo) Frank Louis,31, teve que se contentar com uma vaga de faxineiro em um restaurante como primeiro emprego. As dificuldades para se adaptar ao novo trabalho e à língua portuguesa só não eram maiores que a saudade da família. “Fui muito bem recebido em Campo Bom, o que desejo agora é encontrar um emprego de carteira assinada para conseguir trazer minha família pra cá”, revela.

A maioria dos participantes do curso de português possui qualificação profissional, são técnicos de enfermagem e informática, mecânicos de moto, cabeleireiras, músicos e engenheiros agrônomos.

Desemprego que atinge a 90% dos imigrantes

Apesar das dificuldades encontradas para se recolocarem no mercado de trabalho, retornar ao país caribenho, devastado por um terremoto em 2010 e que tem Índice de Desenvolvimento Humano (renda, educação e saúde) de 0,483, um dos mais baixos do mundo, não é uma opção. “Não quero voltar. Eu gosto de Campo Bom. Aqui a gente fala que as coisas estão difíceis, mas lá é pior. Não tem nada para fazer. Não tem lugar para procurar. Aqui não estamos achando, mas, pelo menos, estamos procurando. Lá não tem lugar nem para procurar”, disse o mecânico de motos Gasner Mentor, 40, que está há três anos no município campo-bonense.

Relatos como o de Gasner, Frank e Kesnel são comuns, afirma a coordenadora da inciativa que acompanha a situação dos haitianos. “Cerca de 90% das pessoas que nos procuram estão desempregadas. O que elas querem é conseguir dinheiro para mandar para o Haiti. A maioria deixa família, deixa filhos e vem”, disse.

Doações de material escolar e alimentos

Para tentar ajudar a reverter essa situação os voluntários deram início ao projeto piloto de qualificação. “Esse projeto pretende dar empoderamento a essas pessoas para que, mesmo sem trabalho formal, possam desenvolver atividades e gerar renda”, disse Marcia.

O AG acompanhou uma aula na sede da Igreja Batista Independente, a ideia é que a formação seja feita de forma continuada, mas as próximas turmas vão depender da colaboração de parceiros. A entidade precisa de doações de materiais escolares (cadernos, lápis e canetas) e alimentos, que são doados para os imigrantes desempregados. As doações podem ser feitas na sede da Igreja (Av. São Leopoldo, 1730, bairro Celeste).

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  • EXCLUSIVO | ✍️ @mairanpacheco

Na véspera da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026, marcada para este sábado (13), contra o Marrocos, o clima de expectativa já toma conta de Campo Bom. Pelas ruas, nas conversas e, principalmente, dentro de casa, o sentimento é de esperança, ansiedade e, acima de tudo, união. Mais do que futebol, a Copa volta a ocupar um espaço especial na vida das famílias, reacendendo tradições e fortalecendo laços.

No Centro de Campo Bom, a família de Jade Weiss, 27 anos, traduz bem esse espírito. Ao lado do companheiro Dadiér Ataydes, 42, e do filho Derick, de apenas 3 anos, ela vive a preparação para o Mundial de forma afetiva e cheia de significado. A casa já começa a ganhar cores verde e amarelo, com bandeirinhas, uma bandeira do Brasil em destaque e enfeites simples, mas carregados de simbolismo.
A motivação para a decoração veio do integrante mais novo da família. Foi Derick quem despertou o interesse pelo futebol dentro de casa, transformando a Copa em algo ainda mais especial. “Quando ele começou a demonstrar interesse pelos jogos, a gente decidiu alimentar essa tradição para criar memórias com ele”, conta Jade.

A família acompanha a competição desde 2022, quando o menino nasceu, em meio a um período em que o convívio familiar se intensificou. Agora, com mais consciência e curiosidade, Derick passa a vivenciar a experiência de forma ainda mais intensa, o que torna esta edição da Copa diferente das anteriores.

MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • Um capotamento registrado na manhã deste sábado (13) mobilizou equipes de resgate na Rua Victor Meirelles, nº 27, no bairro Santa Lúcia, em Campo Bom. O acidente ocorreu por volta das 6h30 e deixou três pessoas feridas.

Conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar, ao chegarem ao local os socorristas encontraram o veículo capotado, com duas vítimas presas em seu interior e uma terceira pessoa já fora do automóvel.

O SAMU, que também atendeu a ocorrência, prestou os primeiros socorros à vítima que estava fora do veículo. Enquanto isso, os bombeiros iniciaram o trabalho de desencarceramento das duas pessoas que permaneciam presas nas ferragens.

Durante a operação, uma ambulância do município chegou para prestar apoio. Após a retirada da primeira vítima do interior do carro, ela foi imobilizada e encaminhada ao hospital Lauro Reus, pela equipe municipal. Na sequência, os bombeiros realizaram o resgate da segunda vítima que estava no veículo, efetuando os procedimentos de atendimento pré-hospitalar e encaminhando-a ao hospital na ambulância da corporação.

As três vítimas receberam atendimento no local e foram conduzidas para avaliação médica. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos envolvidos nem sobre as causas do acidente.

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  • AG CONTIGO | 12.06

Destaques da edição impressa:

➡️ Uma campo-bonense na história do cinema nacional;

➡️ Jovem paraplégico busca ajuda para recuperar autonomia;

➡️ Série de reportagens, O mundo joga, Campo Bom Vibra!
Quando a copa reúne a família.

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  • A AECB conquistou mais um importante reconhecimento no cenário esportivo nacional. Quatro atletas da equipe foram convocadas para participar da Fase de Treinamento da categoria Cadete da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que ocorre entre os dias 21 e 28 de junho, em Torres.

As atletas chamadas para a atividade são a goleira Emily Francieli, a ponta Marcela Ohana, a central Sofia Vasques e a armadora Sophia Port.

A convocação reúne jovens talentos de diferentes regiões do país e tem como objetivo promover o aperfeiçoamento técnico das atletas, além de possibilitar a observação de jogadoras com potencial para futuras oportunidades junto às seleções brasileiras da modalidade.

Para a AECB Handebol Campo Bom, a presença de quatro representantes na fase de treinamento nacional evidencia a qualidade do trabalho desenvolvido pela entidade na formação de atletas. O resultado também reflete o empenho da comissão técnica, dos profissionais envolvidos e o apoio das famílias que acompanham diariamente a trajetória esportiva das jovens.

Além da conquista individual de cada convocada, a participação das atletas reforça o destaque de Campo Bom no desenvolvimento do handebol de base e na formação de talentos para o esporte brasileiro.

A entidade parabenizou Emily Francieli, Marcela Ohana, Sofia Vasques e Sophia Port pela convocação e desejou sucesso durante o período de treinamentos.

O projeto da AECB Handebol Campo Bom conta com financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Pró-Esporte RS – Lei de Incentivo ao Esporte, patrocínio das empresas Fitas Real, Romana Química e Crespi Brasil, além do apoio da Prefeitura de Campo Bom, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, do CBC (Comitê Brasileiro de Clubes) e da Asa Sports.

Foto: Guilherme Werlang/AECB

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  • Bom dia, leitores e leitoras 🥰

Confira a capa da edição de hoje, 12 de junho.

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  • A Delegacia de Polícia de Campo Bom participou, nesta quinta-feira (11), das atividades da Feira de Ciências da Escola Municipal de Ensino Fundamental 25 de Julho. A ação reuniu estudantes do 8º ano em um momento de reflexão e aprendizado sobre violência doméstica e familiar contra a mulher.

A atividade foi promovida pela coordenação pedagógica da escola e contou com a participação da escrivã da Polícia Civil Claudia Danielle Becker, que abordou aspectos relacionados à Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência praticados contra as mulheres e os mecanismos de proteção disponíveis às vítimas.

Durante a conversa, os alunos também receberam orientações sobre a importância da denúncia e do enfrentamento à violência de gênero, além de esclarecerem dúvidas sobre o tema. A proposta foi ampliar o conhecimento dos estudantes sobre uma questão social que afeta milhares de mulheres em todo o país.

Segundo a Polícia Civil, a iniciativa integra as ações de aproximação da instituição com a comunidade e reforça o trabalho de prevenção realizado junto às escolas. O objetivo é contribuir para a formação de jovens mais conscientes sobre direitos, respeito e cidadania.

A participação na Feira de Ciências também buscou estimular o diálogo sobre a construção de relações saudáveis e o combate à naturalização da violência, fortalecendo uma cultura de respeito e igualdade entre homens e mulheres.

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  • AG CONTIGO | 11.06

➡️ Vai começar o maior Sarau do Rio Grande.

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  • Os vereadores de Campo Bom se reuniram, na última terça-feira (09), com representantes da Aegea/Corsan a fim de buscar respostas para as reclamações da população acerca do serviço prestado pela empresa na cidade, especialmente a respeito da qualidade da água e das obras de recapeamento asfáltico em casos de conserto na rede de água ou de instalação da rede de esgoto. O encontro ocorreu na Câmara Municipal, após articulação do presidente João Paulo (MDB) com a gerente institucional da Corsan, Cíntia Kovaski, e contou com a participação de vereadores de todas as bancadas.

Um dos pontos centrais da conversa foi a demora na resolução dos problemas, como episódios de falta de água ou de vazamentos. A Corsan alega que, em muitos casos, a ocorrência não é registrada nos canais oficiais, dificultando o monitoramento e a resposta da empresa. A Câmara comprometeu-se a ajudar a divulgar o canal correto para reclamações: 0800 646 6444 (WhatsApp e ligações gratuitas).

Outra questão, levantada pelo presidente João Paulo, diz respeito às obras de instalação da rede de esgoto, que já começaram em alguns bairros, gerando preocupações quanto à velocidade e à qualidade do recapeamento. A Corsan informa que está monitorando o serviço, prestado por empresa terceirizada, exigindo que o mesmo seja refeito sempre que necessário. A expectativa é que as obras passem por 90% das ruas da cidade e sejam concluídas até o fim de 2027.

“Todos nós sabemos e reconhecemos que as questões ligadas à Corsan vêm trazendo desconforto e até uma dose de polêmica, por isso eu estive junto com o prefeito Giovani em Porto Alegre há algumas semanas falando com a Corsan e, em acordo com a gerente Cíntia, entendemos que a melhor solução seria colocar todos os vereadores na mesa para conversar de forma aberta e transparente, mostrando a responsabilidade que nós temos de buscar respostas para a população. Nós queremos entender o que está acontecendo e, acima de tudo, que o serviço funcione”, concluiu o presidente. 

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