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Livro relata o cotidiano de internos da CASE

Redação / AG por Redação / AG
16 de setembro de 2019
em Educação
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Livro relata o cotidiano de internos da CASE

Arquivo pessoal

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Imagine não ter, dia após dia, ano após ano, um espaço próprio e não poder escolher com quem estar, o que comer e aonde ir. Além disso, estar em um lugar estranho com ameaças e suspeitas por toda parte, e que amor ou mesmo um toque humano gentil sejam difíceis de encontrar. Imagine ainda estar separado da família e dos amigos.

Para lidar com esse tipo de ambiente social, jovens em cumprimento de medida socioeducativa no Centro de Atendimento Socioeducativo de Novo Hamburgo precisam se adaptar. Especialmente aqueles que cumprem internação mais longa. Tornar essa rotina menos pesada e promover a ressocialização dos internos foi o ponto de partida de um projeto pioneiro e revelador.

A iniciativa partiu da psicóloga da CASE hamburguense Márjori Heitich Fontoura, que queria retomar um antigo projeto desenvolvido na instituição de oficinas de hip hop. Com a ideia na cabeça, Márjori convidou o músico Wesley Sales do grupo Além dos Muros, de Campo Bom, para ministrar as aulas, o convite do novo desafio foi aceito de imediato e a parceria deu tão certo que um livro foi lançando com as músicas compostas pelos jovens. “Foi uma parceria incrível em todo processo, pois, além da técnica e sua experiência, ele trouxe também valores que puderam ser trabalhados durante as oficinas. Naqueles momentos, música e crítica social se misturavam, despertando nos jovens a curiosidade e a vontade de reproduzir a sua própria realidade através das letras de músicas”, comentou a psicóloga.

As oficinas

Durante seis meses, doze internos da instituição participaram das oficinas semanais de hip hop. As aulas didáticas abordaram temas como a produção musical, a escrita dos poemas, as letras dos MC’s, como cantar e os tipos de rimas, onde os jovens foram instigados a criar e se expressar através da música. “Inicialmente senti uma certa resistência por parte deles, por ser quase da mesma idade de muitos que estavam ali, mas aos poucos eles foram se soltando e enxergando em mim um amigo. Alguém que estava lá para ajudar”, revelou Sales, que através das aulas conseguiu mobilizar aqueles jovens, cujas histórias foram marcadas pelo contexto de marginalidade, da violência e da criminalidade. “Entrei de peito aberto, querendo fazer a diferença para eles. Acho que isso foi o grande diferencial. O estigma do interno/ detento trava muitas coisas, inclusive a reinserção na sociedade por quem já passou pela CASE”.

Para J.C., de 18 anos, um dos participantes do projeto, conseguir compor as letras de suas músicas é uma válvula de escape na rotina longe de casa. “Antes eu não desabafava, guardava tudo pra mim, aí veio essa oficina e evoluiu a mente, ajudou o cara a falar. Eu fui tentando, vi os piás cantando e fui tentar também”, revelou.

A rima dos internos agora é livro

A história do J.C., de São Leopoldo e muitas outras foram compiladas no livro “O grito de quem nunca teve voz”, lançado no final de 2018 durante a Feira do Livro e a Estação Literária de Cruz Alta. Composto por uma coletânea de poemas, textos e relatos de jovens internos da CASE e pelos músicos do grupo Além dos Muros, Diego Ignácio e Wesley Sales. O lançamento da obra só foi possível através da união de esforços. O custo para a impressão dos 250 primeiros exemplares foi arcado metade por Salles e o restante com contribuições do Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom e dos vereadores Tiago Souza e João Paulo Berkembrock
As letras usam a linguagem da periferia para falar da realidade de cada um, seus medos, sonhos e principalmente a saudade da família.

Sem título 2

“Quando estava na rua tinha dinheiro e mina
Só queria zoa, não escuta minha rainha
Chegava de madrugada
A senhora na sua cama
Chorando preocupada
Meu filho aonde é que tu andava
Eu não te ouvia nem te dava atenção
Sem pensar na minha vida me perdi nesse mundão”

J.A.K.R., 18 anos.

“Desde pequeno se espelhando nos mais velho, achando que era normal, um queria ser bandido e o outro policial
Como sempre minha coroa avisou pra eu largar desse mundão e pediu: Meu filho tira da cabeça essa história de querer virar ladrão.
Tudo que eu quero é largar essa vida louca. Sair daqui e dá orgulho pra minha coroa!
Hoje na visita eu vi minha mãe chorar, desculpa aí coroa, dessa vida eu vou largar”

G.B.,19 anos e J.S.C.,18 anos.


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  • Um carro Ford Focus, de cor preta, pegou fogo na manhã desta terça-feira, por volta das 7h22, na Avenida dos Municípios, na entrada do bairro Vila Rica.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e atendeu a ocorrência, realizando o controle das chamas. No veículo havia apenas uma pessoa, um homem que conduzia o carro, e ninguém ficou ferido, conforme informações dos bombeiros. As causas do incêndio não foram informadas. O caso chamou a atenção de motoristas que passavam pelo local no início da manhã.

Imagens: Anderson/CBMRS

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  • Como parte da programação comemorativa dos 67 anos de Campo Bom, o projeto Festejando Campo Bom Verão promove, no dia 30 de janeiro, um espetáculo cultural gratuito para a comunidade. Às 20h, o Auditório Marlise Saueressig (Teatro do CEI) recebe a peça “Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana”, com a atriz Deborah Finocchiaro. A entrada será franca, por ordem de chegada, limitada à capacidade do teatro. A classificação é livre.

O espetáculo propõe uma imersão poética, lírica e bem-humorada na obra de Mario Quintana, reunindo poemas, textos e frases marcantes do autor. Em cena, Deborah Finocchiaro interpreta, canta e dá vida aos escritos do poeta, explorando tanto seu lado confessional quanto seu olhar crítico, irônico e provocador sobre a vida e a sociedade.

A montagem combina teatro, poesia, música e artes visuais, com o uso de projeções, criando uma experiência sensível e envolvente para públicos de todas as idades. Estreado em 2006, o espetáculo já percorreu diversos estados brasileiros, participou de festivais nacionais e internacionais e conquistou 17 prêmios, entre eles Melhor Espetáculo, Melhor Atriz, Direção e Júri Popular.

Após uma pausa de oito anos, a produção retoma sua trajetória em 2025. Com duração de 60 minutos, “Sobre Anjos & Grilos” reafirma a força da arte cênica como instrumento de reflexão e aproximação do público com a poesia.

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  • A Guarda Municipal de Campo Bom prendeu, na manhã de domingo (25), um homem por violência doméstica no bairro Porto Blos. A equipe foi acionada pela Central de Operações para atender uma ocorrência em andamento.

Ao chegar ao local, os agentes encontraram o agressor ainda na residência. A vítima apresentava um corte na região da orelha, provocado pela agressão.

Diante dos fatos, o autor foi conduzido à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais, onde permaneceu detido.

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  • Na tarde de sábado (24), a Guarda Municipal de Campo Bom prendeu um homem por tráfico de drogas no bairro Rio Branco. A ação ocorreu durante patrulhamento preventivo em uma área já conhecida pela comercialização de entorpecentes.

Durante a ronda, os agentes visualizaram dois indivíduos em atitude suspeita e realizaram a abordagem. Na revista pessoal, com um dos suspeitos foram encontrados R$ 75,00 em dinheiro, três eppendorfs contendo substância análoga à cocaína e 19 buchas de substância análoga ao crack, todas embaladas e prontas para a venda.

O homem confessou estar comercializando os entorpecentes no local. O outro abordado informou ser usuário e que estava ali para adquirir a droga. Ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais, onde o responsável pela venda permaneceu detido.

A Guarda Municipal de Campo Bom informou que segue atuando de forma permanente no combate ao tráfico de drogas e na promoção da segurança da comunidade. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 153.

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  • A Guarda Municipal de Campo Bom prendeu, na noite de sexta-feira (23), um homem acusado de cometer violência psicológica contra a própria mãe, uma idosa, no bairro Metzler.

A ocorrência foi registrada após acionamento da Central de Operações, que informou sobre uma situação de agressão em uma residência da localidade. Ao chegar ao endereço, os agentes encontraram a vítima com escoriações pelo corpo e visivelmente abalada emocionalmente.

Segundo relato da idosa, ela já havia solicitado anteriormente uma medida protetiva contra o filho e vinha sofrendo episódios recorrentes de violência psicológica nos últimos dias.

Diante da situação constatada no local, o suspeito foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia, onde permaneceu à disposição da Justiça.

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  • AG CONTIGO | 26.01

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  • EXCLUSIVO | ✍ @mairanpacheco 

A música foi o primeiro elo e segue sendo o alicerce da história de Bia Medeiros e Cristiano. Foi através dela que Karla Beatriz Medeiros Silva, 26 anos, e Leonardo Cristiano da Silva Wasem, 27, se encontraram, se reconheceram e decidiram caminhar juntos, na vida e nos palcos. Hoje, moradores de Campo Bom, o casal transforma sentimentos, sonhos e experiências em canções.

Cristiano é campo-bonense de nascimento. Bia, natural de Maceió (AL), chegou à cidade em junho de 2024, movida pelo amor, pela busca de novas oportunidades e pelo desejo de reconstruir laços familiares. Juntos, escolheram Campo Bom como cenário de um novo capítulo, carregando histórias diferentes, mas unidas pelo mesmo propósito: viver da música.

Bia canta desde a infância. Aos 7 anos, deu os primeiros passos no coral do SESC e, ainda jovem, passou a atuar profissionalmente, integrando bandas de destaque no Nordeste, como a Forrozão das Antigas. Cristiano também encontrou cedo na música um refúgio, tocando gaita ainda criança, mesmo dividindo o tempo com outra paixão, o handebol, no qual chegou a atuar profissionalmente por diversos clubes do país.

O encontro aconteceu de forma natural, entre mensagens nas redes sociais, conversas sobre música e encontros em shows. O relacionamento cresceu, assim como os desafios da vida adulta. Vieram o trabalho, as responsabilidades e, com eles, a decisão de pausar a carreira artística para viver o momento mais transformador de todos: a chegada do filho, o pequeno Cris.
Foi em Campo Bom que a música voltou a chamar mais alto. Incentivados pelo amigo de infância e hoje empresário Matheus Araújo, Bia e Cristiano decidiram retornar aos palcos, agora como dupla. Mais do que um projeto musical, nasceu uma parceria que carrega afeto, cumplicidade e verdade em cada apresentação.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)
  • MATÉRIA DE CAPA | ✍ @mairanpacheco 

O dia 17 de janeiro foi marcado por um dos maiores eventos esportivos do Rio Grande do Sul: a Travessia Torres-Tramandaí (TTT). Considerada uma das provas mais desafiadoras, a competição exige resistência extrema dos atletas, que enfrentam fortes ventos e o intenso calor do Litoral Norte gaúcho. A prova foi dividida em diferentes categorias: 84 km (ultramaratona), 42 km (maratona), 21 km (meia-maratona) e 8,3 km (5 milhas). 

Reforçando a tradição esportiva de Campo Bom, diversos atletas locais estiveram presentes na travessia. Mais do que simples participações, os campo-bonenses assumiram papel de destaque e alcançaram resultados expressivos, escrevendo seus nomes na história da 20ª TTT. A seguir, conheça alguns dos conterrâneos que brilharam em uma das provas mais emblemáticas do calendário esportivo gaúcho.

O jovem gari campo-bonense Renan Gomes se desafiou na primeira participação da Travessia Torres-Tramandaí e teve um desempenho extraordinário. Inscrito no percurso de 21km, Renan conquistou o 1º lugar geral.

Rodrigo Schröer percorreu, pela segunda vez,  os 84km e conquistou o 14º lugar geral masculino e a 5ª posição na categoria 30/39 anos.

Aos 57 anos, Osvaldo Paiva participou da prova pela 7ª vez. Percorrendo os 84km, ele conquistou o 2º lugar na categoria 50/59 anos.

Em 8h16, Daniel Pinto completou os 84km da ultramaratona da Travessia Torres-Tramandaí.

Daniela Oliveira, de 35 anos, percorreu os 42km, conquistando a 5ª colocação geral.

A comissária de voo Katielli Wetter, 28 anos, percorreu os 8,3km em sua primeira TTT.

Mariana Blos, 32 anos, participou da TTT pela primeira vez, percorrendo os 8,3km.

Lucas Jacobs, de 30 anos, encarou o desafio e completou os 8,3km em 44min20s. 

O grupo Ao Infinito e Além, composto por oito amigas que se uniram através do esporte, percorreu os 84km da prova, na modalidade revezamento. Geanine Weschenfelder (15.060km), Cristiane Queiroz (10.170km), Márcia Freitas (16.965km), Fernanda Pocahy (7.335km), Rayssa Meira (13.760km), Daiane Naatz (4.640km), Fernanda Araujo (8.160km) e Rafaela Finotti (8.300km).

LEIA A MATÉRIA COMPLETA EM: www.agazetacb.com.br (LINK NA BIO)

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