Aos seis anos, Théo Fernandes já sabe reconhecer clubes de futebol apenas pelos escudos, tem facilidade com a bola nos pés e acumula gols mesmo enfrentando adversários mais experientes. Desde março, o pequeno campo-bonense também veste uma das camisas mais tradicionais do futebol gaúcho: ele integra a categoria Sub-6 do Sport Club Internacional.
A trajetória até o clube começou em Campo Bom. Em fevereiro deste ano, Théo iniciou os treinos na Level Up, com o professor Tiaguinho. Logo nas primeiras atividades, o treinador percebeu que havia algo diferente no menino e entrou em contato com Maiquel Bühler, profissional da base colorada.
O convite para uma sequência de avaliações no Inter veio pouco depois. Théo participou dos treinamentos, foi aprovado e passou a integrar regularmente o grupo no CT Morada dos Quero-Queros. Desde então, a rotina ganhou novos compromissos, com treinos, jogos-treino e competições, inclusive em outras cidades.Na categoria Sub-6, os pequenos atletas ainda experimentam diferentes posições. Théo atua tanto mais adiantado, como atacante, quanto em funções defensivas. Independentemente do lugar em campo, porém, algumas características já chamam atenção: a técnica, o chute forte e a facilidade para balançar as redes.
Um dos momentos mais marcantes veio em uma competição oficial pelo Internacional. Em um dos primeiros jogos do campeonato, disputado em diferentes etapas desde março, Théo marcou seu primeiro gol pelo clube. E foi de falta.
Uma paixão que vem de casa
Nascido em 2 de junho de 2020, Théo é filho único de Luanna Eisman e Rodrigo Fernandes e estuda no SESI, onde frequenta a Educação Infantil/Pré-escola. O gosto pelo futebol surgiu ainda pequeno e ganhou influência especial do pai, que também teve trajetória no esporte e jogou profissionalmente, passando por diferentes estados e tendo experiência fora do país.
Por volta dos quatro anos, os pais começaram a perceber que Théo tinha uma relação muito forte com o futebol e certa facilidade para jogar. Aos cinco, ele passou a frequentar escolinhas de maneira mais efetiva. A chegada ao Inter, entretanto, aconteceu sem que a família precisasse forçar o caminho. “Ele sempre demonstrou gostar muito de futebol por conta própria. Desde muito pequeno gosta de jogar e também de assistir aos jogos”, contam os pais.
Hoje, são pelo menos três atividades relacionadas ao futebol por semana: duas na Level Up e uma no Internacional. Em algumas semanas, entram na programação treinamentos individuais, jogos-treino e competições.
Apesar da rotina mais movimentada, a família procura manter o equilíbrio com os estudos e, principalmente, com a infância. O futebol, por enquanto, continua sendo aquilo que deveria ser para uma criança de seis anos: diversão. “Ele joga porque ama jogar. Para ele é diversão, é estar com a bola, com os colegas, fazer aquilo que gosta”, destaca Luanna.
Sem pressa para o futuro
Os pais reconhecem que existe o sonho de ver Théo seguir no futebol, caso esse também seja o desejo dele. Mas, aos seis anos, a família prefere não antecipar decisões. “Nosso plano é acompanhá-lo, oferecer o suporte necessário e permitir que ele aproveite cada etapa. Conforme ele crescer, ele próprio vai mostrando o que deseja”, explicam.
Para Rodrigo, que é colorado e também viveu o futebol, ver o filho no Inter tem um significado especial. Luanna, por outro lado, é gremista. A rivalidade saudável, no entanto, fica de lado quando o assunto é Théo.
E talvez a maior demonstração disso esteja na forma como o menino encara tudo o que está vivendo. Ele sabe que joga no Inter, gosta da camisa e comemora os gols, mas ainda não tem dimensão da grandeza de fazer parte da base de um dos maiores clubes do Estado.
Na semana do Dia das Crianças, a história de Théo também lembra que grandes sonhos podem começar de uma forma simples: com uma bola nos pés e a vontade de brincar. Enquanto os adultos já enxergam potencial e imaginam até onde o talento pode levá-lo, Théo segue vivendo cada treino como uma criança de seis anos. Joga, se diverte, aprende e faz gols. O futuro ainda está longe de ser escrito. Mas os primeiros capítulos já começaram.





