#VERIFICAMOS: Denúncia de racismo em escola municipal é investigada pela Polícia Civil

Prefeitura afirma que não há relação com racismo e que “houve processo administrativo referente à conduta da servidora”.

A denúncia que uma pedagoga teria sido vítima de racismo na EMEI Tico e Tico, no bairro Imigrante Norte virou caso de polícia.  A Delegacia da Polícia Civil de Campo Bom apura o caso em que a professora acusa a diretora da instituição de racismo. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura informa que “a demissão não tem qualquer relação com racismo”. Conforme o Executivo, “houve um processo administrativo referente à conduta profissional da servidora durante o estágio probatório e que culminou na exoneração”.

De acordo com a pedagoga Josiane Vargas Soares, de 34 anos, o boletim de ocorrência foi registrado no início do mês de novembro, depois que ela foi demitida do cargo, já que estava no período de estágio probatório. Natural de Porto Alegre, Josiane mudou-se para a região depois de ser chamada no concurso público para o cargo de professora de 40 horas em uma unidade de educação infantil. “Desde o começo a diretora não gostou de mim, não levou fé na minha capacidade e me ofereceu um cargo menor”, conta. Conforme Josiane, ela deveria ser professora titular, mas a diretora só ofertava vaga de auxiliar e deixava a titularidade de turma com professoras não concursadas.

Ainda segundo a professora, as ofensas teriam ocorrido ao longo de 2019. Neste mesmo ano ela diz ter inclusive recebido presentes dos pais das crianças em agradecimento ao seu trabalho. Ainda assim, de acordo com ela, a diretora abriu um processo administrativo disciplinar (PAD) contra ela. A demissão ocorreu em 2020. Josiane reclama que o processo é repleto de mentiras. “Me rodou na avaliação do estágio probatório mesmo depois de eu ter mostrado trabalho. Eu reclamei deste tratamento na prefeitura, mas nada fizeram. A diretora é racista e é apoiada pela atual gestão”, diz. A professora chegou a ser transferida de escola, mas no dia 6 de outubro desde ano foi impedida de dar aula, sendo informada que havia sido demitida pelo município.

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