Foram seis dias de viagem, 30 pessoas e uma missão que foi muito além de subir ao palco. Entre 29 de setembro e 4 de outubro, integrantes do CTG M’Bororé atravessaram a fronteira para levar a dança, a música e as tradições gaúchas ao Festival Internacional de Folklore “Argentina 2026”, em Santa Fe. O grupo de Campo Bom foi o único representante brasileiro no evento.
A delegação foi formada por integrantes da invernada adulta, além de alguns dançarinos da invernada juvenil, e reuniu coordenação, instrutores, músicos e dançarinos. O convite foi feito à invernada adulta como um todo, sem processo de seleção. No entanto, como a participação exigia disponibilidade durante todos os dias do festival, alguns integrantes da categoria juvenil foram chamados para completar o grupo.
Mais do que apresentações, a programação proporcionou uma verdadeira imersão cultural. Durante os dias em Santa Fe, os campo-bonenses participaram de atividades com as demais delegações, como trocas de danças, confraternizações e uma ação coletiva de construção de pipas. O grupo também se apresentou no teatro da cidade, levando ao público argentino um pouco da identidade cultural do Rio Grande do Sul.
O festival reuniu representantes de diferentes países e teve como principal proposta justamente o encontro entre culturas. Para os integrantes do M’Bororé, a experiência permitiu conhecer costumes, danças e formas de expressão diferentes das que fazem parte do cotidiano do grupo.
E, entre uma apresentação e outra, também houve espaço para fortalecer os vínculos dentro da própria delegação. A convivência intensa durante a viagem aproximou os integrantes e trouxe um novo entrosamento para a invernada.
A experiência deixou ainda uma possibilidade para o futuro. Durante o festival, o M’Bororé recebeu um convite para participar de um evento no México, abrindo a perspectiva de que a cultura gaúcha de Campo Bom possa ganhar novamente um palco internacional.
A participação em Santa Fe também representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo CTG na preservação e divulgação das tradições gaúchas. Ao dividir o palco com grupos de outras partes da América Latina, o M’Bororé não apenas apresentou sua própria cultura, mas também teve a oportunidade de aprender com outras manifestações culturais.
Na bagagem de volta, além dos figurinos e instrumentos, o grupo trouxe novas amizades, conhecimentos e vivências que dificilmente seriam possíveis dentro das fronteiras do município. Uma experiência que começou com um convite para representar o Brasil e terminou ampliando os horizontes de quem participou.




