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Ataque cibernético causa prejuízo e transtorno à estabelecimento da cidade

Farmácia teve seus serviços afetados por conta de ataque virtual, porém atendimento já foi normalizado AG Farmácia teve seus serviços afetados por conta de ataque virtual, porém atendimento já foi normalizado

Por volta das 20 horas do dia 12 de outubro, Debora Trierweiler, proprietária da Apoteka, Farmácia de Manipulação, trabalhava em seu notebook quando a sua conexão com a internet aparentemente caiu. Após aguardar alguns minutos, ela tentou novamente se conectar, quando então veio um aviso em seu monitor com o seguinte texto, escrito em inglês: “Todos os seus arquivos estão criptografados, para descriptografar eles, me mande um e-mail: vegclass@aol.com”. A partir daí a normalidade de um dia de trabalho deu lugar a angústia e apreensão diante de uma ameaça de perder todos os arquivos existentes não somente em seu computador, mas em toda a rede de informática de sua empresa.

“A primeira coisa que notei foi que o computador ficou mais lento e os ícones da minha área de trabalho ficaram diferentes. Logo veio a mensagem no monitor. Acionei imediatamente o suporte técnico. Eles já eram conhecedores deste problema e poucas esperanças me deram”, relembra Débora. No dia seguinte ele registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia local. Diversos relatórios endereçados ao Ministério da Saúde e a Anvisa estavam entre os documentos perdidos.

Sequestradores de arquivos

Logo no início Débora não sabia, mas a sua empresa estava sendo vítima de Ransomware, prática que vem se disseminando pelo mundo, principalmente a partir de 2012. A prática consiste em hackers sequestrarem os arquivos das vítimas e posteriormente repassar instruções de como proceder para que eles recuperarem os mesmos. No caso da Apoteka, as instruções vieram logo. “Ao enviar e-mail para o endereço que nos foi passado, começou a negociação (toda ele em inglês). Os sequestradores pediram o pagamento de duas Bitcoins*, ao mesmo tempo eles nos deram a garantia que os arquivos seriam devolvidos. Mesmo assim efetuamos o pagamento e para a nossa surpresa, apenas 10% dos arquivos roubados, foram devolvidos”, conta Débora. Além do prejuízo, a farmácia teve o seu atendimento comprometido pela demora, o que foi solucionado no prazo de uma semana.

Passado o ocorrido, Débora conta que hoje a empresa está passando por uma grande reorganização. “Todos os processos que antes estavam prontos, estamos refazendo do 0. A minha equipe de colaboradores está sendo essencial para essa reorganização, pois não estão medindo esforços para a solução deste grande problema no qual fomos atingidos”, destaca.

“Vamos sentir esse ataque por muito tempo ainda, a cada novo relatório, fórmula e documento que terão que ser refeitos”, salienta a proprietária. Após o sequestro dos dados virtuais, a empresa passou a adotar novas práticas para que o mesmo não volte a ocorrer. “Hoje nossa preocupação é constante. Diante disso estamos fazendo backup diários dos dados”, explica Danile Trierweiler, filha de Débora, responsável pela administração da farmácia.


 

Leia a matéria completa, com opinião e recomendação de especialista na edição impressa de 09 de dezembro de 2016

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