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Pré-candidatos querem igualdade dentro do PMDB

Max, Alex, Paulo e Jair Divulgação Max, Alex, Paulo e Jair

Uma reunião convocada pelos pré-candidatos do PMDB a majoritária campo-bonense Jair Reinheimer, Maximiliano de Souza e Paulo Gomes, com o presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Alexsandro Faria, ocorrida na quarta-feira, 20, na sede do partido, colocou um ingrediente a mais na disputa interna do partido.

Na ocasião, foi entregue ao presidente, um ofício assinado pelos três pré-candidatos. No documento, uma reivindicação unânime para que o tratamento dispensado pela sigla seja igualitário a todos os pré-candidatos e que não haja favorecimento ao pré-candidato Francisco dos Santos Silva, apoiado pelo prefeito Faisal Karam.

Questionado sobre os motivos da demora na divulgação da reunião, Maximiliano de Souza se manifestou. “Esperamos para ver se o partido iria se posicionar, porém silenciaram”, explicou.

 


“Conduta do partido está manchando o
caráter democrático”, diz documento

O Jornal A Gazeta teve acesso ao ofício entregue ao presidente do PMDB, Alexsandro Farias, assinado pelos três pré-candidatos Jair Reinheimer, Maximiliano de Souza e Paulo Gomes.

O documento propõe que o Diretório reúna os filiados com direito a voto na convenção para uma apresentação coletiva dos quatro pretendentes, onde possam debater suas propostas para o futuro do município. No manifesto, os três criticam uma postura que “indica favoritismo a um determinado pré-candidato”, que acarretaria prejuízo na disputa. Confira:

“Ao cumprimentá-lo formalmente, nós infra-associados e pré-candidatos a prefeito do PMDB, vimos por meio desta manifestar nosso inconformismo com o tratamento dispensado pela Presidência do partido aos pré-candidatos à corrida eleitoral campo-bonense.
Neste sentido, tem sido possível verificar tratamento diferenciado a certo pré-candidato, o que indica favoritismo e impede a disputa em igualdade de condições na convenção partidária destinada à escolha daquele que irá disputar as eleições municipais pelo Partido.
A demonstração de favoritismo prejudica a imparcialidade que deve ser observada pela Presidência do Partido e mancha o caráter democrático que deve estar presente na escolha do candidato. Como membros do PMDB, reiteramos nossa posição de concorrer às eleições municipais. Mais do que isto, é nosso direito ter para si tratamento dispensado de forma igualitária àquele dado aos demais pré-candidatos de forma que o exercício de seu direito seja efetivo, e não meramente pro forma.
Diante desta situação, requeremos que a Presidência abandone condutas que privilegie um dos pré-candidatos em detrimento dos demais.
Pelo exposto, solicitamos a vossa senhoria a convocação de todos os convencionais do partido para uma apresentação coletiva dos pré-candidatos do PMDB”.

 


Pré-candidatos contrariam posição de assessor de imprensa do partido

O jornalista Guilherme Darros, que exerce o cargo de assessor de imprensa do PMDB, se manifestou no Facebook pedindo “comentários favoráveis” ao pré-candidato Francisco Santos, o Chico, em uma postagem na página oficial do Jornal A Gazeta na rede social.

O manifesto do jornalista deixou os demais pré-candidatos contrariados. “Tivemos uma decepção bastante grande no final de semana referente a uma publicação do jornalista Guilherme Darros, que não agiu por sua consciência própria. Jamais este rapaz iria fazer isso. Alguém mandou. Atitude como aquela nenhum précandidato gostaria de receber”, disparou Maximiliano de Souza. “Infelizmente não concordamos com a postura deste funcionário do PMDB de Campo Bom, Guilherme Darros, onde o mesmo usa de uma publicação do Facebook para favorecer a um candidato ‘pré-selecionado’, sendo que todos devem ter tratamento igual”, afirmou Jair Reinheimer.

Para o presidente do partido, Alexsandro Faria, trata-se de uma atitude isolada. “Não podemos controlar o que cada membro do partido faz. Mas este assunto também será levado a reunião, junto com a Executiva”, salientou.

Para o jornalista Guilherme Darros, a postagem aconteceu fora do seu horário de expediente. “Sou contratado pelo PMDB de Campo Bom para atuar na assessoria de imprensa do partido de segunda a sexta-feira. A postagem no grupo do Chico ocorreu em um sábado de noite, de casa, feita de um computador pessoal. Como vi a postagem do jornal A Gazeta, e sabia da existência do grupo, decidi compartilhar com os membros, assim como faria caso estivesse em grupos dos demais pré-candidatos peemedebistas. Além disso, fora do horário de trabalho no PMDB, tenho uma opinião pessoal e presto assessoria para outros partidos e pré-candidatos em outras cidades. Certamente, se soubesse da proporção da mensagem, teria evitado, porém não vejo como bomba ou erro, pois a orientação do PMDB dentro do horário de contrato sempre foi de tratamento igualitário a todos, como vem acontecendo”, explicou-se.

 


Jornal A Gazeta de fora de entrevista coletiva

“Não sei dizer os motivos pelos quais o Jornal A Gazeta não foi convidado”. Com essas palavras o presidente do PMDB, Alexsandro Faria, respondeu ao questionamento da reportagem do AG sobre a exclusão deste semanário em uma entrevista coletiva que aconteceu na semana passada na sede do partido. Segundo informações, quem convocou a coletiva teria sido o prefeito Faisal Karam. Na ocasião, Karam anunciou, mais uma vez o seu apoio ao pré-candidato Francisco dos Santos, o Chiquinho. Apenas dois veículos de comunicação compareceram.

Última modificação emDomingo, 01 Maio 2016 10:09
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