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Pombos: Inofensivos ou perigosos?

Aves convivem diariamente entre os campo-bonenses, que muitas vezes não sabem o perigos que elas oferecem à população AG Aves convivem diariamente entre os campo-bonenses, que muitas vezes não sabem o perigos que elas oferecem à população

Seguidamente os campo-bonenses flagram pessoas alimentando as pombas que fazem suas moradas no centro da cidade, principalmente na Praça João Blos e no Largo Irmãos Vetter. A atitude pode parecer normal e correta, porém a beleza destas aves e a aparência muitas vezes inofensiva, que são consideradas o símbolo da paz, escondem os perigos que oferecem à população.

Vítimas habituais de viroses e outras moléstias, como a ornitose e a doença de Newcastle, os membros dessa família são hospedeiros de parasitas em sua plumagem. Entre eles, se distingue a mosca-do-pombo (PseudolynchiaCanariensis) transmissora do Hematozoário Hemoproteus Columbae. Sua presença pode ser considerada um problema ambiental, pois compete por alimento com as espécies nativas, danifica monumentos com suas fezes e pode transmitir doenças ao homem. Atualmente, 57 doenças já foram catalogadas como transmitidas pelos pombos, tais como: Histoplasmose, Salmonella, Criptococose.

PARA SECRETÁRIO,
SITUAÇÃO É CONSIDERADA GRAVE

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João Flávio da Rosa, secretário municipal do Meio Ambiente, vem liderando uma equipe que busca conscientizar a população para evitar o aumento da população dos pombos na cidade. Para ele, a situação já é considerada grave e precisa ser combatida.

A Gazeta - A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA) tem conhecimento de quantas pombas aproximadamente habitam a cidade?
João Flávio da Rosa - A secretaria não tem um levantamento ainda da quantidade desta ave em nossa cidade, porém, avaliações prévias dos biólogos da secretaria, indicam que é urgente um levantamento dessas aves, assim como ações de controle populacional.

AG - Existe um estudo de mapeamento, para identificar esses animais?
João Flávio - Sim. Inicialmente estamos priorizando o levantamento dos espaços públicos (escolas, ginásios esportivos, Largo Irmãos Vetter, entre outros).

AG - De que forma a SEMA combate e controla a proliferação essas aves?
João Flávio - A secretaria já vêm acompanhando e passando orientações para algumas escolas que enfrentam esse grave problema.

DICAS DO AG                                                                                                               

O que fazer para diminuir o perigo
• Na limpeza de forros, calhas ou qualquer outro local que apresente fezes de pássaros, restos de ninhos ou penas, utilizar luvas e uma máscara.
• Jamais remover a sujeira a seco, deve-se sempre adotar um meio de umedecê-la antes, para evitar a inalação de poeira contaminada.
• Proteger os alimentos e rações animais do acesso das aves.
• Evitar que pombos da rua tenham contato com animais domésticos, sobretudo outras aves e gatos.

Medidas de curto prazo:
Vedação das entradas: Restringindo o acesso aos abrigos e locais de nidificação.
Importante identificar todos os acessos que os pombos utilizam para entrar nos locais onde constroem seus ninhos. Esses acessos dentro do possível devem ser obstruídos.

Colocação de Repelentes:
Já estão disponíveis no mercado, repelentes químicos de pombos. Em geral, são substâncias pegajosas em forma de gel. Deve-se aplicar uma camada fina sobre as superfícies onde os pombos costumam pousar. O produto causa desconforto às aves pelo contato com a substância pegajosa, desencorajando o pouso. Além disso, produto mais natural como a base de canela e pimenta caiena também são recomendáveis.

Retirada dos ninhos:
Após uma avaliação de um técnico da SEMA, a orientação é que os ninhos sejam removidos e todo o ambiente deve ser limpo retirando as fezes e detritos.

Espantalhos e manequins:
Espantalhos e manequins que imitam predadores (corujas, gaviões, gatos) podem ser colocados nos locais onde os pombos costumam pousar, com o objetivo de espantá-los.

Medidas complementares:
É importante que a aplicação de qualquer um dos métodos de controle sugeridos acima seja complementada com medidas desenvolvidas no entorno da área-problema, aumentando assim as chances de sucesso. Dessa forma, deve-se evitar dar alimento aos pombos; recolher sobras de alimentação de animais domésticos e criações; dar correta destinação aos resíduos orgânicos em geral. As campanhas de conscientização nas comunidades no entorno desses espaços públicos são extremamente importantes para reduzir a oferta de alimento e de abrigos aos pombos.

Medidas de médio e longo prazo:
Controlando a população de pombos - abrigos controlados: Os métodos sugeridos a cima, baseados no manejo do ambiente e no afugentamento, não reduzem a população de pombos, mas apenas os obrigam a buscar alimento, abrigo e locais para reprodução em outros lugares. Assim, transferem o problema para outras áreas.
Porém, um método que tem-se mostrado efetivo e que a SEMA está estudando, é no controle populacional de pombos-domésticos, já amplamente empregado com sucesso em outras cidades, com a construção de pombais em locais estratégicos que possibilite o acompanhamento e controle da população (Estuda a possibilidade de eliminação dos ovos). Dessa forma, os pombos são mantidos afastados de prédios, monumentos ou outras estruturas, e sua população é mantida sob controle através da diminuição da taxa de natalidade.

pombos


FIQUE POR DENTRO
Em muitos lugares, o pombo doméstico já atingiu a condição de praga urbana, em razão de sua superpopulação, dos prejuízos econômicos que causa e dos riscos que representa à saúde pública, sendo necessário o controle populacional. Porém, é importante lembrar que, apesar de não pertencerem a uma espécie nativa do Brasil, os pombos que vivem em liberdade em nosso meio são considerados parte integrante da fauna silvestre brasileira, estando, portanto, amparados pela legislação de proteção à fauna. O seu controle deve ser feito por pessoas devidamente autorizadas e deve ser precedido de uma declaração de nocividade emitida por órgão governamental da área da Saúde, Agricultura ou Meio Ambiente. Além disso, a eliminação direta dos animais só pode ser realizada quando tiverem sido esgotadas medidas de manejo ambiental que restrinjam o acesso aos abrigos e fontes de alimento (Instrução Normativa IBAMA N° 109, de 03/8/2006). Do contrário, qualquer ação de controle que resulte na morte, danos físicos, sofrimento ou apreensão dos animais pode ser considerada crime passível das penas previstas em lei.

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