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Especialista pede cautela na hora de usar brinquedo de inclusão social no Parcão

Cenas que se repetem: mau uso do brinquedo é constantemente flagrado AG Cenas que se repetem: mau uso do brinquedo é constantemente flagrado

O assunto levantado pelo jornalista Mauri Spengler, articulista da coluna Rebatendo, do Jornal A Gazeta, que abordou o mau uso do brinquedo para uso de cadeirantes instalado há cerca de um mês e meio junto ao Parque Arno Kunz, o Parcão, levantou dúvidas entre os campo-bonenses e muita polêmica nas redes sociais.

Afinal, o brinquedo é de uso exclusivo aos cadeirantes ou o equipamento pode ser usado por outras crianças? A reportagem do AG buscou respostas com a economista Simone Maria Fardo, proprietária da empresa Mundo da Criança, responsável pela instalação do brinquedo no Parcão. “Trata-se de um brinquedo de inclusão, onde qualquer criança pode fazer uso, desde que de forma adequada e sem exceder o número de crianças recomendável”, orientou.

PAIS IGNORAM PLACA INSTRUTIVA

Há cerca de 5 metros do brinquedo, uma placa instruindo para o uso do equipamento é, muitas vezes, ignorada pelos pais, segere que o brinquedo é indicado para crianças com necessidades especiais e que não pode exceder 55 quilos, além de um adesivo fixado junto ao balanço. A reportagem do AG flagrou e registrou o momento em que uma pessoa adulta incentiva e embala três crianças. As cenas são facilmente presenciadas no local, principalmente em finais de semana.

A situação foi comentada pela especialista. “Como todo e qualquer brinquedo ele deve ser utilizado de forma adequada, sempre ser usado sob supervisão de um adulto e principalmente com a quantidade de crianças a que se destina”, orienta Simone.

Na mesma pracinha existem diversos brinquedos próprios para crianças sem necessidades especiais. Para o secretário municipal de obras, Patrick Ruppenthal, o mau uso pode resultar em acidentes. “De acordo com o fabricante, trata-se de balanço para pessoas com necessidades especiais devido às restrições de uso e peso (carga), evitando acidentes aos usuários e danos ao equipamento. É bom lembrar que o brinquedo adquirido inclui um balanço para pessoas com necessidades especiais e, ao lado, um balanço convencional (modelo padrão), justamente para que nenhuma criança se sinta excluída. Há espaço para todos”, comentou.

SECRETÁRIO PEDE SENSIBILIDADE AOS PAIS

Como o Poder Público não dispõe de uma legislação para punir mau uso destes equipamentos, a consciência dos pais em obedecer às instruções de uso é preponderante para que o bem público não seja depredado. “Contamos com a educação, consciência e sensibilidade dos pais para que ensinem aos seus filhos que os mesmos devem respeitar os direitos de todos, independentemente das diferenças. Esse brinquedo, antes de mais nada, é uma oportunidade para que todos pratiquemos a cidadania e o respeito ao próximo”, salientou Patrick.


Confira esta matéria na íntegra na edição de 23 de fevereiro de 2018. Para assinar ligue (51) 3597-2822

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