Às vezes fico perplexo diante da falta de planejamento de nosso País, não estou falando aqui em pensar quatro ou cinco anos, mas sim em moldar uma ideia basilar de crescimento, uma direção que seja capaz de orientar o restante da população a seguir o caminho da meta específica.
Em verdade somos norteados por ideologias partidárias, as quais mudam ao sabor do vento, não possuímos nem mesmo pensamento determinado entre partidos, hoje é uma missão impossível definir qual partido defende o que, todos são de esquerda e de direita, e no fundo sonham em ser centro.
Não existem comunistas, socialistas, liberais, trabalhistas e/ou democratas, todos querem ser tudo e nada ao mesmo tempo, defendem teses e regimes quando lhes convêm, basta o primeiro percalço e fogem do sistema de ideários prontamente.
Gostaria muito de poder saber o que o Brasil pensa para os próximos 50 anos, onde queremos chegar, como vamos chegar. Na verdade ninguém sabe, aliás, todos fingem saber, e falam de forma tão bonita que parece fácil o caminho, afinal, demonstram existir uma infinidade de rotas que levarão ao sucesso nacional.
Sabemos que não ocorre assim, deveríamos defender um pilar central, pode ser educação, saúde, crescimento econômico, investimento militar, espacial, em informática... mas não pode ser o achômetro, tão pouco modificar a cada legislatura.
Hoje temos apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB) global, e uma participação ridícula de 2% do comércio mundial, somos um do piores países em educação e entre os campeões em desigualdade.
Vejo uma troca de favores horrenda e nojenta, nossos entes públicos não arrecadam para investir, mas sim, para se sustentarem.
Deveríamos vincular municípios, estados e União nos mesmos adágios, crescer, completar ferrovias, pontes, rodovias, aeroportos e portos, mas ao invés disto vemos discórdias e lentidão, nenhum país convive com tantos estudos, grupos de trabalho, anteprojetos, projetos e tudo mais que for possível para demorar.
Ouviu-se durante um tempo sobre as Parcerias Público-Privada (PPP), mas aí disseram: “os investidores terão lucros”, por certo que sim, ou querem que invistam para ter prejuízos?
Este é o nosso Brasil, onde muito se discute e nada ou quase nada se resolve. Aguardo um político de verdade. Será que ainda existe?
Sucesso, Sempre!



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